Casa esposas citas

- Rusasconamor es un sitio honesto para conocer directamente chicas de Rusia, mujeres de Ucrania, bielorrusas y de Europa del este. Sólo seleccionamos chicas rusas auténticas y genuinas que buscan pareja para relaciones serias y estables o con fines para casarse. - El método propuesto es comunicarse través de redes sociales rusas (VK) y aplicaciones (Skype, apps) ya que esta opción nos ... Ver Vídeos Porno Online Gratis en Español HD En putitas69 encontraras los mejores vídeos porno online, gracias a nuestro exclusivo contenido puedes disfrutar de los mejores videos de adultos en calidad HD, ver porno en español nunca había sido tan fácil, por eso en putitas69 te brindamos las mejores milfs grabadas con las mejores calidad de vídeo.Milfs españolas, vídeos de putas ... Las 4 mejores apps para tener citas con esposas infieles 1. Victoria Milan – Revive la pasión, encuentra una aventura. Su principal atractivo es que al pagar una cuenta premium tienes acceso a un entorno con muchas más mujeres activas que hombres -ya que ellas pueden usar el sitio gratis- que también se encuentran buscando una aventura erótica sin ataduras y discreta. Como esposas de Alcohólicos Anónimos, quisiéramos ... Hemos tenido largas citas con el amor propio lastimado, la frustración, la autoconmiseración, la desavenencia y el ... Rara vez recibíamos a nuestras amistades en casa, por-que no sabíamos nunca cómo y cuándo se presentarían los Citas El Salvador es parte de la red de citas , que incluye muchos otros sitios de citas generales. Como miembro de Citas El Salvador, tu perfil automáticamente será mostrado en sitios de citas o a usuarios relacionados en la red sin cargo adicional. Para mayor información acerca de cómo funciona esto, haz clic en aquí. Soporte En Wuopo buscar y conocer mujeres es gratis. Miles de chicas y mujeres solteras, separadas, divorciadas que buscan un hombre para una relación de pareja, amistad, conseguir una cita o compartir aficiones. Si tu hermano, el hijo de tu madre, o tu hijo, o tu hija, o la mujer que amas, o tu amigo entrañable, te incita en secreto, diciendo: ``Vamos y sirvamos a otros dioses' (a quienes ni tú ni tus padres habéis conocido, de los dioses de los pueblos que te rodean, cerca o lejos de ti, de un término de la tierra al otro), no cederás ni le escucharás; y tu ojo no tendrá piedad de él, tampoco ... * Nosotros probamos estos sitios para buscar mujeres que quieren sexo rápido y en diferentes partes del mundo, 2018. Si buscas una novia para una relación seria, aquí encontraras los sitios más privilegiados.Hemos probado y recopilado los mejores tips para citas y los vamos a compartir con ustedes. Además, todos los miembros de esta página de citas deben tener 18 años o más. Citas Con Casadas es parte de la red de citas , que incluye muchos otros sitios generales y de citas cheater. Como miembro de Citas Con Casadas, tu perfil automáticamente será mostrado en sitios de citas o a usuarios relacionados en la red sin cargo adicional. Frases sobre la esposa: frases y citas sobre la esposa del archivo de MundiFrases.com . Síguenos en. Regístrate / Inicia sesión. ... “Ya no te dará su bienvenida tu casa; ni tu mujer, ... Esposas y Maridos

Edgar Allan Poe - O Gato Preto e Outras Histórias

2020.09.04 05:42 SpeedHS11 Edgar Allan Poe - O Gato Preto e Outras Histórias

Edgar Allan Poe - O Gato Preto e Outras Histórias (editora PandorgA) 
https://preview.redd.it/216yppdxq1l51.jpg?width=566&format=pjpg&auto=webp&s=e5378e193d4acd6aab19abf302c57accc2e82527
Este livro contém 4 contos:
- o gato preto (1843)
- Ligeia (1838)
- a queda da Casa de Usher (1839)
- pequena conversa com a múmia (1839)

O Gato Preto (1843) 
''NÃO ESPERO NEM PEÇO que acreditem neste relato estranho, porém simples, que estou prester a escrever. Louco seria se eu o esperasse, em um caso onde meus próprios sentidos rejeitam o que eles mesmos testemunham.''
Faço das palavras de Poe as minhas, o conto começa com Poe falando de sua paixão por animais, e que sempre foi mimado pelos pais em relação à isso, o conto carrega toda uma história por trás, a começar pelo nome Plutão, que é o apelido de Hades (deus dos mortos), a cor preta, a superstição de que gatos pretos seriam bruxas disfarçadas e também a ideia de sete vidas dos gatos, todas essas características se encaixam perfeitamente no enredo do conto.
Com o passar do tempo, Poe foi mudando para uma pessoa pior, graças ao alcoolismo, se tornando mais melancólico, irritável, e indiferente às todos ao seu redor, menos ao gato, porém isso não durou muito tempo e o gato agora também passara a sofrer assim como todos os outros com as atitudes de Poe.
Quando Poe voltava para casa após mais uma noite de puro alcoolismo, percebeu que Plutão evitava-o, percebendo isso tratou de agarrar o gato, porém, o gato ficou assustado (com razão) e acabou dando uma pequena mordida em sua mão, isso despertou uma fúria (como o próprio Poe diz, demoníaca) e ele acaba por arrancar o olho do gato com um canivete que estava em seu bolso.
''de fazer o mal pelo único desejo de fazer o mal'' E foi assim que Poe fez o que ele julgava errado mas fez. Em uma manhã fria ele enforcou e matou o gato, no galho de uma árvore enquanto lágrimas escorriam de seus olhos, segundo as próprias palavras de Poe: ''enforquei-o porque sabia que assim fazendo estava cometendo um pecado - um pecado mortal, que comprometeria então minha alma importal e a colocaria - se tal coisa fosse possível - além do alcance da infinita misericórdia do Deus mais misericordioso e mais terrível.'' A noite do mesmo dia terminou com a casa de Poe em chamas, a cortina de seu quarto pegou fogo e por pouco conseguiram sair todos vivos e a casa acabou completamente destruída.
No dia seguinte ao incêndio, quando Poe visita as ruínas do que sobrou de sua casa, todas as paredes com exceção de uma tinham desabado e justo nessa única parede que não havia sido destruída completamente, estavam as palavras ''estranho!'', ''singular!'' e outras expressões similares, que despertaram a curiosidade de Poe, porém, o que mais o intrigava era o fato de que nessa mesma parede havia a figura de um gato de um gato gigantesco e havia uma corda ao redor do pescoço do anomal, Poe criou uma grande explicação para o ocorrido e se deu por satisfeito, embora dessa forma tenha prontamente satisfeito a razão, ele não poderia dizer o mesmo quanto à sua consciência.
Sem mais nem menos, surge um gato preto extremamente parecido com Plutão, no meio da noite em mais um dia de bebidas de Poe, os dois acabam gostando um do outro e assim, o gato segue para a casa de Poe e logo se familiariza com a casa e a esposa. Aos poucos por alguma razão Poe começou a sentir uma aversão ao gato, o fato do animal não ter um olho e a marca no peito do gato que antes era indefinida, mas agora essa marca branca passa a ser a imagem do enforcamento, contribuiram para essa aversão.
Certo dia enquanto ia para o seu porão, o gato mais uma vez o seguia e acompanhava-o, desta vez o gato acompanhava Poe enquanto descia as escadas e quando o fazendo cair, isso despertou uma fúria demoníaca em Poe, que na mesma hora pegou seu machado, quando estava pronto para matar o animal sua mulher interviu, desviando o golpe, sem pensar Poe enfiou o machado na cabeça de sua mulher, ela caiu morta sem sequer gemer.
Poe agora precisava se livrar do corpo, pensou e chegou na conclusão que deveria emparedá-la no porão, o que ele fez foi retirar os tijolos de um ponto da parede que havia uma saliência de uma falsa chaminé e fez no final das contas um ótimo trabalho.
O gato obviamente assustado com a situação fugiu e nunca mais voltou, isso despertou uma sensação de alívio em Poe, ele se sentia um homem livre, a sua consciência em relação sua mulher, pertubava- o pouco. No dia seguinte policiais foram até a casa fazer uma última busca e quando já estavam prestes a ir embora, Poe cita o quanto aquele porão fora bem construído e acaba por bater na parede com a bengala que segurava, na qual estava o cadáver de sua mulher do coração.
O eco da batida nem tinha acabado de soar quando uma voz de dentro respondeu com um uivo, como se tivesse vindo do inferno, com isso Poe quase desmaia até a parede do lado oposto, o cadáver ''com a boca vermelha escancarada e o olho solitário de fogo, estava sentada a criatura hedionda cujos ardis tinham me seduzido ao assassinato, e cuja voz delatora havia me condenado à forca. Eu tinha emparedado o monstro dentro da tumba!''
Ligeia (1838) 
O conto começa com Poe lembrando-se de Ligeia, fazendo grandes elogios e lembrando-se apenas que a encontrou pela primeira vez em alguma grande e decadente cidade às margens do Reno. Poe não se lembra do nome de sua família.
''Não existe beleza rara sem que haja algo de estranho em suas proporções''. Poe segue exaltando Ligeia: Alta, porte majestono, a quietude complacente de seu comportamento... A pele rivalizava com o mais puro marfim, a imponente fronte sobressaindo e a delicada proeminência acima de suas têmporas, as brilhantes e negras madeixas, negras como as asas de um corvo, luxuriantes cachos naturais, suas linhas delicadas do nariz, as covinhas, os olhos bem maiores do que o comum, a magnífica curvatura do lábio superior e o aspecto suave e voluptuoso do inferior. Ele se lembra de seus olhos, incríveis e incomuns, largos e luminosos, e sentiu fortes sentimentos ao lembrar de seus olhos, que só sentiu os mesmos sentimentos raramente quando: viu o crescimento de uma videira, numa mariposa, uma borboleta, um fluxo de água corrente...
Poe lembra dos primeiros anos de casamento, em que ele confiava em Ligeia em nível de confiança semelhante à de uma criança, a ser guiada por ela, em um caótico de investigação metafísica em que se achava ocupado durante os primeiros anos de casamento. Enquanto Poe acompanhava de perto a morte de Ligeia na cama, ela demonstra todo a sua paixão e pede a Poe que leia alguns de seus versos, logo após Poe terminar a leitura, Ligeia ergueu-se e teve espasmos, e então, abaixou os braços retornando ao leito de morte e morreu.
Meses depois do ocorrido, Poe, compra uma abadia em um lugar remoto da Inglaterra se casa com Lady Rowena, no primeiro mês de casamento ela temia o violento mau-humor de Poe seu temperadomento, que tanto evitava e amava. No segundo mês de casamento Lady Rowena fica doente e demora para se recuperar até que um segundo e mais violento acesso a acometeu, colocando-a de volta à cama em sofrimento, ela começa a ficar doente de forma mais grave e reccorente, Poe então decide dar uma taça de vinho para recuperá-la, foi aí então que ele ouviu passos leves sobre o carpete próximo a cama, e então quando Rowena estava prestes a bebero cálice, ele viu caindo dentro da taça, três ou quatro grande gotas de um brilhante líquido, porém ele achou que fosse tudo imaginação e não mencionou o fato à ela, algum tempo depois ela morre e seu corpo é preparado para o túmulo.
Com o tempo, Poe percebe que suas bochechas voltam a ficarem vermelhas, durante alguns dias ele escuta alguns sons do cadáver e havia até mesmo uma leve pulsação de seu coração, ela estava viva, porém, sempre indo e voltando da morte, com grandes sinais à prova, mas Poe não se importava e estava cansado das violentas emoções.
De repente, ela ergue-se da cama, cambaleando de olhos fechados avanã para o meio do quarto, Poe se aproxima e toca, fazendo assim cair os tecidos sinistros que a enrolavam, revelando assim seus cabelos negros, mais negros que as asas de um corvo da meia-noite e os grandes olhos, grandes, negros e selvagens de seu perdido amor, Lady Ligeia.
A queda da Casa de Usher (1839) 
Poe percorri de cavalo um caminho escuro, chegando à casa de Usher (sua caraterística principal era parecer excessivamente antiga) ele sente uma sensação de insuportável melancolia invadir seu espírito, ele chega até a sala grande e imponente em que Usher (um dos únicos amigos de infãncia e adolescência de Poe) estava, Usher então se levanta do sofá e o comprimenta calorosamente. Com sua voz que variava rapidamente de um indecisão trêmula até uma forma pesada e lenta de falar, ele contou sobre o objetivo da visita e do consolo que ele esperava sentir com a presença de Poe e abordou a causa de sua doença, disse que era um mal constitucional e familiar para o qual ele já não tinha esoerança de encontrar uma cura.
Ele sofria de um aguçamento mórbido dos sentidos: só suportava as comidas mais insípidas, só podia uisar vestes de certa textura, o cheiro de todas as flores o oprimia, uma mera luz fraca torturava seus olhos e somente alguns sons não lhe inspiravam horror. Poe percebe pouco a pouco por meio de alusões entrecortadas e ambíguas, ele estava dominado por certas impressões supersticiosas com relação ao imóvel onde vivia e de onde, por muitos anos, nunca havia se aventurado a sair, superstições acerca de uma influência cuja força hipotética foi descrita em termos muito obscuros para ser relatada aqui e a aproximação evidente e iminente da morte de sua querida e amada irmã, lady Madeline.
Lady Madeline tinha uma apatia, uma devastação física lenta e gradual, e frequentes afecções de um caráter parcialmente cataléptico. Até então, lutara com firmeza contra a doença e não se entregara à cama, mas, ao final da noite, ela sucumbiu e Poe nunca mais a veria a mesma dama pelo menos enquanto vivesse.
Usher declarou que tinha a intenção de preservar o corpo da irmã por quinze dias (antes de finalmente sepultá-la), em uma das várias câmara que existiam dentro dos muro principais da casa, a razão era o caráter incomum da morte da falecida e as inevitáveis perguntas inoportunas e impulsivas por parte dos médicos, Poe ajuda pessoalmente nos preparativos do sepultamento temporário, levam ao à uma câmara que estivera fechada por muito tempo e lá é revelado que Usher e sua irmã eram gêmeos.
Uma noite tempestuosa, ma terrivelmente bela invadiu o quarto quase erguendo-os do chão, um vapor agitado subia pela casa e a encobria como uma mortalha, Poe logo retirou Usher de perto da janelo e colocou-o na poltrona, lendo um de seus romances favoritos: ''O Louco Triste'' de Sir Launcelot Canning.
Ao terminar a leitura, em que um escuto havia caído sobre um piso de prata, Poe, como escuta como se relamente um escudo de bronze tivesse caído com todo seu peso sobre um pavimento de prata. Quando Usher é questionado por Poe sobre o barulho, Usher: ''Sim, eu ouço e tenho ouvido. Por muito... muito... muito tempo... por muitos minutos, muitas horas, muitdos dias ouvi... Nós a colocamos viva no túmulo! INSENSATO! ESTOU LHE DIZENDO QUE ELA AGORA ESTÁ DO OUTRO LADO DA PORTA!''
Como em um passe de mágica, a porta para que Usher apotava abriu lentamente, e lá estava a figura alta e amortalhada de lady Madeline Usher. Então, com um lamento baixo, desabou pesadamente sobre o corpo do irmão, e em sua agonia final, arrastou-o para o chão, morto, vítima dos terrores que havia previsto.
Poe então foge horrorizado daquele quarto e daquela mansão, de repente, uma luz forte surgiu no caminho, era a luz da lua cheia, um vermelho escalarte que brilhava através daquela rachadura na mansão e que se estendia até do telhado até o chão. Dali veio um sopro forte do redemoinho, as grandes paredes desabavam enquanto se ouvia uma demorada e tumultuada gritaria, como se o ruído viesse de mil aguaceiros, e o lago profundo e gélico aos seus pés se fecharam, de forma sombria e silenciosa, sobre os destroços da ''Casa de Usher''.
Pequena Conversa Com a Múmia (1839) 
O simpósio (festa após um banquete) da noite anterior tinha sido demais para Poe, com uma dor de cabeça miserável e caindo de sono preferiu fazer uma última refeição antes de dormir (Welsh rabbit). Porém, ainda não completara o terceiro ronco quando a camapinha começa a tocar furiosiamente, era um bilhete do doutor Pononner, que dizia que obteve o consentimento dos direitos do museu da cidade para examinar uma Múmia, em um salto se levantou da cama rumo à casa do doutor.
Chegando na casa do doutor ele encontrara um grupo ansioso e a Múmia, encontrada às margens do Nilo, estendida sobre a mesa de jantar, acâmara onde fora encontrada a Múmia era rica em ilustrações, isso indicava uma vasta riqueza do morto. Encontraram o corpo em ótimo estado de preservação, sem nenhum odor perceptível, cor avermelhada, olhos removidos e substituídos por olhos de vidro, cabelos e dentes em boas condições. Quando perceberam que já passava de duas horas da manhã, decidiram adiar a dissecação até a noite seguinte, porém, alguém surgiu com a ideia de fazer um experimento com a pilha de Volta (aplicar eletricidade).
Prestes a ir embora, Poe se depara com as pálpebras da Múmia coberta pelas pálpebras, depois do choque inicial decidiram prosseguir com um novo experimento, e, durante o mesmo, a Múmia desfere um pontapé no doutor Ponnonner que foi lançado à rua janela abaixo. Depois de iniciarem o teste elétrico a Múmia espirrou, sentou e se dirigiu aos senhores Gliddon e Buckingham com um egípcio perfeito um discurso, neste discurso ele reclamou de ser despido num dia frio e da forma como fora tratado.
Gliddon fez um discurso em que citava principalment os enormes benefícios que a ciência podera obter com o desenrolamento e a evisceração das múmias e aproveitou o momento para se desculpar por qualquer incômodo que pudéssemos ter causado à múmia Allamistakeo, reparando que ela estava se tremendo de frio, o doutor correu e logo voltou com uma casaca preta, um par de calças xadrez azul-celeste, uma camisa xadrezinha cor de rosa, um colete de brocado com abas, um sobretudo branco, uma bengala de passeio, um chapéu sem aba, um par de botas de verniz, um par de luvas de pelica cor de palha, um monóculo, um par de suíças e uma gravata cascata.
Seguiu-se uma série de perguntas e de cálculos pelos quais se tornou evidente que a antiguidade da múmia tinha sido muito mal avaliada, haviam passado cinco mil e cinquenta anos e alguns meses desde que ela tinha sido despachada. Logo depois a múmia explica o princípio fundamental do embalsamento e que gozava de ter o privilégio de ter nas veias sangue do Escaravelho, pois só assim teria o direito em sua época de ser embalsamado vivo. O Escaravelho era o brasão, as ''armas'' de uma família muito nobre e muito distinta, pois era comum se retirar o cérebro e as vísceras do cadáver antes de embalsamá'lo, só o clá dos Escaravelhos não seguia essa regra.
''Veja nossa arquitetura!'' gritava Ponnonner. ''A Fonte Bowling-Green!Ou, se esse espetáculo e imponente demais, contemple por um instante o Capitólio, em Washington, D. C.! E o bom doutorzinho chegou até a detalhar de forma minuciosa as proporções do edifício a que se referia. Explicou que o pórtico era adornado com não menos que vinte e quatro colunas, cada uma com um metro e meio de diâmetro e colocadas a três metros de distância umas das outras.
O conde respondeu que lamentava não se lembrar das dimensões precisas de nenhum dos edifícios principais da cidade de Aznac, cuja fundação se perdia na noite dos séculos, mas cujas ruínas permaneciam ainda de pé, se lembrou de ter visto um palácio secundário que tinha cento e quarenta e quatro colunas, com onze metros de circunferência e sete metros de distância entre cada uma delas, o acessoa esse pórtiro, vindo do Nilo, era feito através de uma avenida de três quilômetros, composta por esfinges, estátuas e obeliscos de seis, dezoito e trinta metros de altura. O palácio em si tinha, só em uma das direções três quilômetros de comprimento e deveria ter, ao todo, uns onze de circuito. As paredes eram ricamente decoradas, por dentro e por fora, com pinturas hieroglíficas. Ele não pretendia afirmar que até cinquenta ou sessenta dos Capitólios do doutor poderiam ter sido construídos dentro dessas paredes, mas que tinmha absoluta certeza de que duas ou três centenas deles se espremeriam ali com alguma dificuldade.
Nisso se seguiu a noite com os cavalheiros fazendo perguntas complexas ao egípcio, que respondia todas surpreendentemente bem, os cavalheiros não sabiam mais que perguntas fazerem, pois, a cada pergunta que faziam, o egípcio respondia todas e simplesmente os calava com sua superioridade egípcia em basicamente todas as áreas mencionadas pelos cavalheiros ali presente.
Porém, quando estavam prestes a serem derrotados intelectualmente, Ponnonner perguntou se as pessoas no Egito realmente pretendiam rivalizar com as pessoas modernas, na importantíssima questão do vestuário. O conde então olhou para os suspensórios de suas calças e, segurando a ponta de seu fraque, segurou-os perto dos olhos por alguns minutos. Deixando-os cair finalmente, sua boca escancarou-se gradualmente de uma orelha à outra, mas não me lembro se respondeu alguma coisa.
O egípcio baixou a cabeça. Nunca houve um triunfo tão completo, nunca antes a derrota foi assumida com tanto despeito, Poe pega seu chapéu e parte para casa. Chegou em casa depois das quatro horas da manhã e foi-se deitar, agora eram dez horas da manhã com Poe escrevendo estas lembranças, ansioso para saber quem será o Presidente em 2045, iria procurar o doutor Ponnonner e pedir para que seja embalsamado por alguns séculos.
submitted by SpeedHS11 to Livros [link] [comments]


2020.07.23 03:33 HoBaLoy E SE Olyvar Frey for realmente o protegido de Rosby?

Por conta de uma sugestão, mais uma vez de u/altovaliriano e de um tema já muito comentado pela fandom com teorias a respeito, resolvi discorrer um pouco sobre essa possibilidade.
Sabemos da morte de Lord Gyles Rosby em AFFC e sabemos também que Rosby era um local próspero e que Lord Gyles deixara uma polpuda fortuna como herança. Não a toa, apesar de sua aparente e frequente tentativa de sempre agradar a Rainha Cersei, ele fora nomeado como Mestre da Moeda em AFFC.
Para apoiar esta teoria comecemos com a genealogia.
Em um capítulo de Catelyn em Correrrio de ASOS ficamos sabendo que a sexta esposa de Walder Frey é uma Rosby, mais precisamente Bethany Rosby em menção direta feita por Lothar Frey:
– É muita gentileza, Vossa Graça. Uma vez esses termos aceitos, fui instruído para oferecer ao Lorde Tully a mão de minha irmã, a Senhora Roslin, uma donzela de dezesseis anos. Roslin é a filha mais nova de meu pai e da Senhora Bethany da Casa Rosby, sua sexta esposa. Tem um temperamento afável e um dom para a música.
O parentesco específico de Bethany com Lord Gyles não é mencionado.
O filhos de Bethany com Walder Frey mencionados no final de ASOS, são Perwyn, Benfrey, Willamen, Olyvar e Roslin
Perwyn, o mais velho, era um dos Frey presentes no cerco de Correrrio, Benfrey foi uma das baixas dos Frey no Casamento Vermelho, Willamen é um meistre a serviço da Casa Hunter, Roslin, como sabemos, casara com Edmure Tully.
Olyvar Frey nascera em 281 AC, ou seja, quando do acontecimento do Casamento Vermelho teria 18 anos, já um homem feito, inclusive era mais velho que Robb Stark.
Também em ASOS Robb menciona Olyvar Frey:
– Insultou gravemente a Casa Frey, Robb.
– Não era essa a minha intenção. Sor Stevron morreu por mim, e Olyvar foi um escudeiro tão leal como qualquer rei pode desejar. Pediu para ficar comigo, mas Sor Ryman levou-o comos outros. Todasas suas forças. Grande-Jon incitou-me a atacá-los...
Posteriormente em ASOS também é mencionado que Olyvar não estaria presente ao Casamento de Roslin com Edmure por conta do dever:
Sor Ryman Frey piscou e disse:
– Senhor. Sim?
– Tinha a esperança de pedir a Olyvar para me servir como escudeiro quando marchássemos para o norte – disse Robb –, mas não o vejo aqui. Estará no outro banquete?
– Olyvar? – Sor Ryman balançou a cabeça. – Não. Olyvar não. Partiu... partiu dos castelos. Dever
O que podemos especular com tal menção a dever? Fora apenas uma mentira para que Olyvar não estivesse presente em algo que não aprovava ou ele tivera que partir realmente para lutabarganhar por algo?
Falyse Stokeworth em AFFC menciona a existência do protegido de Lord Gyles quando este já estava mal de saúde e passara por Rosby a caminho de Porto Real.
– Desconfortável – lamentou-se Falyse. – Choveu quase o dia todo. Pensávamos em passar a noite em Rosby, mas aquele jovem protegido de Lorde Gyles nos recusou hospitalidade – fungou. – Guarde minhas palavras. Quando Gyles morrer, aquele desgraçado malnascido há de fugir com o seu ouro. Até pode tentar exigir as terras e a senhoria, embora legitimamente Rosby deva passar para as nossas mãos quando Gyles falecer. A senhora minha mãe era tia de sua segunda esposa, prima terceira do próprio Gyles.
Trata-se de uma passagem interessante. Por que o protegido de Rosby negaria hospitalidade à Falyse Stokeworth? Será que tinha rejeição a Casa Stokeworth por seu apoio incondicional à causa Lannister ou era apenas por conta dessa suposta alegação de Falyse de que por eles Rosby deveria ser herdada?
Em capítulos de Cersei quando conversava com o Grande Meistre Pycelle em AFFC mais uma vez existe a menção ao protegido de Gyles Rosby
– Não há filhos de sua semente, mas há um protegido... – ... que não é do seu sangue – Cersei ignorou aquele aborrecimento com um golpe de mão. – Gyles conhecia nossa terrível necessidade de ouro. Sem dúvida que lhe falou do desejo que tinha de deixar todas as suas terras e fortuna a Tommen – o ouro de Rosby ajudaria a refrescar seus cofres, e as terras e o castelo de Rosby podiam ser outorgados a um dos seus como recompensa por serviços leais. Lorde Waters, talvez. Aurane tinha andado sugerindo a necessidade que sentia de uma propriedade, sua senhoria não passava de uma honraria vazia sem propriedades. Cersei sabia que o homem tinha os olhos postos em Pedra do Dragão, mas mirava alto demais. Rosby seria mais adequado ao seu nascimento e estatuto.\*
(...)
– Lorde Gyles adorava Vossa Graça de todo o coração – Pycelle disse –, mas... seu protegido... – ... sem dúvida irá compreender, depois de ouvir você falar do desejo expresso por Lorde Gyles ao morrer. Vá, e cuide do assunto.*
Por fim, existem as menções já na regência de Kevan Lannister (no Epílogo de ADWD) sobre a herança de Rosby:
– Em breve, espero – disse, em vez disso, antes de se virar para o Grande Meistre Pycelle.
– Há mais alguma coisa? O Grande Meistre consultou seus papéis.
– Devíamos endereçar a herança de Rosby. Seis petições foram colocadas...
– Podemos tratar de Rosby em alguma data futura. O que mais?
De qualquer forma o que se percebe pelas passagens transcritas é que o protegido de Rosby já estava com controle de Rosby, inclusive negando hospitalidade a Falyse Stokeworth já em AFFC.
Como pontos desfavoráveis, também percebidos nas passagens supracitadas temos Falyse mencionando que era ele era baixo nascimento, o que poderia indicar que não teria qualquer sangue de qualquer casa nobre e Cersei Lannister dizendo que o protegido “não era de seu sangue”.
Mesmo assim, a Casa Frey aparentemente é uma casa que possui reputação duvidosa entre a nobreza, isso poderia suprir o comentário de Falyse Stokeworth. Já o comentário de Cersei poderia indicar simplesmente que o protegido não teria sangue em via direta de Gyles Rosby.
Favoravelmente a tal teoria podemos mencionar que os Frey tradicionalmente enviaram protegidos para serem criados com parentes de outras casas. Entre os casos mencionados nos livros cita-se o caso de Merrett Frey que fora enviado para servir de pajem e escudeiro de Sumner Crakehall (que tinha parentesco com Amarei Crakehall, terceira esposa de Walder Frey) e Geremy Frey, casado com Carolei Waynwood enviara um filho e uma filha para serem protegidos da Casa Waynwood.
Seria algo interessante que, embora os Freys tenham assassinado Robb Stark, sua mãe e companheiros, Olyvar poderia demonstrar que nem todos os Freys precisam ser traiçoeiros.
Por fim, partindo da possibilidade e probabilidade de Olyvar Frey ser o protegido de Rosby, e já estar controlando o local, quais seriam as consequências disto nos próximos livros? Lembremos que Rosby fica em um dos caminhos a Porto Real.
Os Nortenhos, os Stark sobreviventes e eventuais lordes rebeldes das Terras Fluviais, poderiam ter um local de segurança nas Terras da Coroa?
E a Senhora Coração de Pedra em relação a este Frey especificamente? Lembremos que Catelyn Stark o menciona em tom de lealdade e antes de morrer também chega a conclusão da traição no Casamento Vermelho por conta de sua ausência.
Existe alguma comunicação entre o protegido de Rosby e outros lordes no sentido de jurar lealdade a um ou outro, tanto em regiões quanto à pretendentes do Trono de Ferro?
O que acham de tal teoria e o que especulam que se ela for confirmada possa gerar?
submitted by HoBaLoy to Valiria [link] [comments]


2020.05.15 06:47 DanteNathanael Nelkenherz: parte 1/2

NELKENHERZ


Las escaleras están frescas con heridas mientras sube escalón a escalón, poco a poco la obscuridad esclareciendo en sus viñetas oculares, volviendo a respirar con tranquilidad. Y aunque presentemente se encuentre solo, en su corazón lleva la compañía de todo el mundo.
La encuentra limpiando claveles en el estanque del jardín. Se pone de puntitas y trata de evadir las recientes flores y frutos caídos de las jacarandas que cubren la casa de la extraña lluvia tardía. Las obscuras ramas dibujan hipotrocoides en el aíre. Gorriones con la cabeza rojiza surfean el flujo etéreo que pasea sobre la ciudad, hacía el moribundo sol, la niebla ascendente pintada más y más de naranja en el horizonte hasta esfumarse en espirales concéntricos. . . . Pero antes de llegar a ella, ve la suavidad y lentitud con la que lava cada pétalo—del rojo pasan al rosa dentro del agua. A su lado apenas queda un par. Acercándose un poco más, las pieles de los irregulares pétalos revelan haber sido artificialmente teñidos con un rojo escarlata. Lentamente, todavía de puntitas, la abraza por detrás, un beso en la mejilla, un silencioso “ya estoy en casa, cuéntame.”
Termina de lavar los últimos claveles, los amarra en un ramo con la liga de su cabello, exdorado y cayendo en gravedad disminuida, seguramente por la presión atmosférica, y por fin le deja ver sus ojos, su mirada decaída. Una serie de jalones cardiacos le hacen instantáneamente besarle la frente y abrazarla. Pequeñas aglomeraciones de tristeza liquida empiezan a bajar por sus mejillas. Ambos se paran al mismo tiempo, petricor acercándose cada vez más. Deja que ella tome el ramo. Lo sostiene cerca de su pecho, manchando su azul uniforme. Caminan hacía la puerta trasera, entrando silenciosamente a casa.
La luz permanece apagada. A través del estudio hay veladoras que él empieza a encender, mientras ella regresa del almacén con un jarro acampanado de vidrio. Dentro de él coloca las flores, agua y unas cuantas lágrimas. Cuando la ultima veladora ha sido despertada, el pequeño cofre, Cuauhxicalco—que le sorprende aún funcioné después de tanto tiempo, especialmente al ser su primer proyecto de carpintería, regalo de su primer aniversario—ya descansa en sus blancas y temblorosas manos. Se acerca y le desabrocha el pequeño collar de oro del cual pende una pequeña llave con las letras vanvda en el cuerpo de esta, que ahora va clink, clink, para abrir y revelar múltiples chalchihuites, jades y serpentinas. De su bolsillo saca 3 jades. Las lágrimas dentro de él no pueden ser contenidas por mucho más tiempo, pero da su todo para seguir mirando en silencio. Ella toma un pétalo de clavel y envuelve una de las piedritas en él. Tan pronto como introduce las tres piedritas se deja caer, él apenas si la alcanza.
La sienta en el sillón de vinilo negro, su favorito, en la esquina del estudio. Toma otra silla y se sienta frente a ella. Después de un minuto, comienza a hablar.
“No fueron 3.”
“Oh. Gracias a Dios. . . .” La tristeza viene ahora a ser reemplazada por curiosidad. “¿Entonces por qué pusiste tres piedritas dentro del cofre?”
La lluvia llega al techo sobre sus cabezas. Su pequeño entra a la habitación, buscando a sus padres, extrañado de no haber escuchado el usual tumulto en la puerta delantera.
“Cuando me llamaste y dijiste que quizás tardarías un poco más, no pensé que fuera tan grave, Cariño.”
Las manitas del pequeño toman otra silla y la arrastra hasta quedar entre ellos. Despeja el cabello de sus ojos y se amarra su casi dorado cabello con una liga que siempre lleva en la muñeca. Su mirada revela entender lo que está pasando. Coloca una de sus manitas de porcelana en la pierna de mamá y la otra en la pierna de papá, y asiente gravemente, pidiendo que continúe.
Und ich gehör dir nicht zu.
Beide klagen wir nun.
¿Dijiste algo, Preciosa?” dice mientras pasea su trapo de derecha a izquierda sobre la blanca superficie moteada del mostrador, dejando un rastro húmedo—susurros narcolépticos de caracol. “¿Has estado leyendo tus poemarios de nuevo?”
“¡Yia! Pfugeljin.”
“¿Vögelchen?” una pequeña risa. “¿Y ahora por qué soy una pequeña ave? ¿Qué hice ahora?”
“Eeeees—“ acercándose hacía él, hasta dejarse caer sobre sus hombros, rodeándolo con sus suaves y cansados brazos, recostando su cabeza en palpitante pecho de su amado, para continuar “—porque eres el que me lleva al cielo en tus alas.”
Las ultimas tormentas han dejado de caer, aunque el hombre del clima, Don Eladio, alias “Hieladio,”avisó de un frente frío que llegaría del Norte por la tarde. El un poco oxidado gallo de los vientos, siempre anunciando en sutil canción la víspera del amanecer sobre el letrero de la florería, Nelkenherz en grandes letras serif rojas sobre un fondo blanco, avisa que el viento se acerca no desde el Norte, pero del Este.
En el encuadre se puede ver la parte baja del letrero de la tienda, del cual cuelgan cuatro bulbos geométricos, uno parpadeando, a punto de morir; ambos ventanales llenos de flores por detrás. Y la gran puerta de cristal-madera obscura, de la cual sale jovial, suelta y sonriendo naturalmente a quien pase Maxine Boan. La florería le pertenece a ella y a su esposo, Kelvin Antares. Las piernas del lucero de la calle Aloe se mueven de un lado para otro por debajo de su danzante vestido mientras recoge las restantes mesas que por la mañana estaban llenas de amapolas, lirios, petunias, girasoles, rosas, margaritas, geranios, hortensias, petunias, begonias, gitanillas, azucenas, nomeolvides y claveles—los primeros del año. La cámara no puede captar muy bien todo el rango de colores por la mañana, pero ya que es tarde, bajo la luz monótona, nublada, saturada, ella brilla en el centro de la película.
Un pequeño beep avisa que ya ha terminado de grabar. La guarda dentro de los tantos bultos de su chaqueta y se levanta de la silla frente a la florería. Todos esperan ya la lluvia, pero no viene . . . espera pacientemente en las alturas para dejarse caer.
La cita es alas 19:30, en la entrada a la Posada del Sol.
Realmente no sabe lo que está haciendo. Un amigo le había recomendado trabajar con Tomas Villacorta Jr. Desde hace un año. Era un trabajo simple como este: ir y tomar video de un grupo de amigos que siempre se reunía cerca de Plaza San Pedro. Cuando la noche caía, bajo el manto matrimonial del sol y la luna, de las estrellas y el smog, se acercaban más, pagándole a alguien en la iglesia para subir a la azotea, al Hospital Juárez. Allí llevaban un tipo de ritual para comunicarse con la Planchada. Habiendo contactado previamente a la Quemada unos días antes, que había revelado el nombre de aquel malvado italiano, pidiendo que le hicieran pagar por lo que hizo, pues así lo quería la Tierra.
“Deste gafe ni la Llorona sabe. Su crimen castigado verlo he. ¿Encontréis vosotros a V.? Diz que Planchada en vida fuera duno de su cuna amante.”
“¿Eulalia ‘La Planchada’ del Hospital Juárez?”
“Con ella averar.”
Así que lo hicieron. . . . Un poco.
La Planchada estaba demasiado cansada después de la pandemia que ocurrió hace unos años. Los pacientes necesitaban demasiada atención. Incluso tuvo que ir de paso a otros hospitales para suplir con la carga a los enfermeros espectrales que allí laboraban. En sus aventuras fuera del Juárez se encontró a varios fragmentos del alma de Nightingale trabajando horas extra. Historias fueron intercambiadas y pronto Eulalia se dio a conocer en todo el mundo fantasmal benigno. (Algunos dicen que incluso el maligno, pues se apareció el fantasma de un criminal, herido, una noche en la explanada del Juárez. Eulalia lo curo y lo cuidó sin dirigirle la palabra.) Esto hizo que se arreglara de nuevo el cabello y lavara sus ropas, por lo que cuando finalmente apareció, casi no la reconocieron. Era 12 de mayo. Se sentó con ellos.
Eulalia reveló el nombre de aquel muchacho que la engaño, dejándola atrás, sola. Huyendo con aquella que finalmente llamaría esposa . . . Teodoro V.
Los chicos desaparecieron uno a uno después de eso. Él nunca lo supo.
Pero el dinero escaseaba, y el trabajo del magnate transnacional era demasiado fácil como para que pagara $10000 . . . solamente por filmar por una semana a una reconocida pareja que vendía flores y nunca daño a nadie. Demonios, incluso él mismo había ido a comprarle flores ahí a ella . . . a ella . . . varias veces. . . . ¿Qué podría pasar?
En las puertas de la Posada del Sol lo esperaba un agente vestido de basurero—es eso . . . sí, dice “prohibido penetrar a personas no autorizadas:” nice—naranja como el metro, como el cuerpo de una pluma, estoico, llenando botes despintados y oxidados de una cantidad exagerada de basura para un disfraz. Le hizo una señal de que echará el instrumento en la basura.
Bajo la acera, dando la mejor impresión de desinterés que pudiera, y aventó todo junto dentro del bote de basura orgánica. El hombre le maldijo.
Antes de llegar a casa, por curiosidad pasó de nuevo por la florería. Maxine ya había recogido todo y se encontraba dentro. En su mano una taza que al beber de ella empeñaba sus lentes. Kelvin estaba terminando de merodear en la caja, un último click antes de acercarse a Maxine, quien instantáneamente sonríe viéndole a los ojos . . . ¿fue eso una patada? No puede ver muy bien desde ahí.
Recuerda que todavía lleva puesta el arrugado disfraz, desparramándose a los lados como una masa viscosa dejada mucho tiempo sobre la mesa. Se la quitó y la desechó en el cubo más cercano. Finalmente se arma de valor para ir a saludar a la pareja, que ya van un paso afuera de la florería. El cielo aún está gris, pero ni el viento ni la lluvia tienen la presencia que se esperaba. Cuando Kelvin apaga las luces, todos los colores de la calle Aloe se dispersan a los vientos como motas de polvo. Ni una herida traería un poco de color de vuelta.
“¡Memo!” salta Maxine. Su negro cabello lacio se alza y cae lentamente en ritmo con su vestido, resaltando la luminosidad de sus dientes, rodeados de un rojo natural. Se acuerda de ella. “¿Cómo has estado? Hace mucho que no pasas por la tienda. ¿Las cosas siguen mal?”
“Si. . . . No la he vuelto a ver desde el invierno. Navidad fue la última vez que estuvimos verdaderamente juntos, desde ahí he estado estático. No sé si—“
“Memo,” interrumpe Kelvin.
“Señor,” haciendo un pequeño saludo japones, sincero y automático, con los ojos fijos en el suelo.
“Me pareces un excelente chico, Memo. Desde que venías a comprarle ramos personalizados, desde la primera hasta la penúltima vez que entraste en esta tienda, pude ver en tus ojos cuanto la amabas. Ah, no solo en tus ojos, todo tu ser rebosaba de amor, de energía.” Una pequeña pausa, sus pupilas brillantes, buscando qué decir, le dan la vuelta al mundo.
“Es repentino,” voltea a ver a su esposo, que le da el si con la cabeza. “¿No gustarías acompañarnos un poco a la casa? Me gustaría saber qué está pasando contigo y con . . . ella.”
“No se preocupe, puede nombrarla.”
“—con Claire.”
“Por supuesto, no tengo nada más que hacer por hoy.”
Después de 5 calles y 2 vueltas, subiendo las escaleras verdeas, las que si tienen barandal, llegan a una grandiosa reja que tiene las letras A&B en la cúspide, sobre las cuales descansa una corona de flores. Todo el trabajo de hierro parece estar hecho a base de gigantes flores petrificadas.
Guillermo mira su reloj . . . se le hunde el pecho. Ya es un poco tarde, pero ya no hay una razón por la cual llegar a casa lo antes posible. Comprará la cena en el camino de vuelta . . . y una botella de ron.
Adentro va Maxine, luego Guillermo y finalmente Kelvin, quien cierra la puerta tras de sí. Dentro de los umbrales de la casa, Guillermo puede ver claramente una distinción entre aquel lugar y el mundo exterior. Todo huele a paz, el peligro ya no sabe en su boca. ¿Es esto lo que es un hogar? Su pecho se hunde todavía más. Trata de que los recuerdos de un futuro imposible ahora no le llenen los ojos, desbordando todo aquello que no dice, el dique de su escasa seguridad llevado a un punto crítico. La humedad derrumbándose lentamente sobre su cara lo llevará de nuevo a la orilla del mar donde la conoció. Sabe que cada vez que lo hace, la brisa de barre su corazón con bruma algún día lo convertirá completamente en un bloque de sal, uno que todas las empresas que lucran con la insoportable inaceptabilidad de una partida, esperando en los valles emocionales donde la obscuridad es más densa, más pesada, que se pega a la piel, exprimirle todo hasta convertirle en un fantasma que recurre a la pornografía, el alcoholismo, la putería, para seguir huyendo . . . pero nunca podrá huir de nada. Y lo sabe. La promesa de amanecer en otro día más brillante, apenas consciente, con la boca seca y una resaca, siempre termina por llevarlo a un día todavía mas obscuro, donde el sol sigue brillando igual pero lo siente cada vez menos. Los horizontes a los que quiere llegar son solo los bordes de su tumba, y cada vez que cierra los ojos, la única luz que hubo en su vida, la única que dejó entrar, va rondando en el laberinto de su tragedia, sin parpadear . . . ni sus parpados lo protegen de notar su ausencia. . . .
. . . y Maxine lo abraza sin dudar. Finalmente llora. Kelvin entra para preparar la sala.
En los lapsos que puede abrir los ojos, un poco distorsionadas por el mas acuoso, puede ver muchas flores y cajas, cajas grandes, apiladas por doquier.
Maxine lo sienta a su lado en el sillón más largo, dando de frente a la apenas usada chimenea. “Deja salir todo,” le dice.
Kelvin cena solo. Deja preparados otros 2 platos y sube a realizar una llamada. Aún cuando Guillermo ya ha dejado de llorar, La voz, con un tono de emoción igual al que cuando empezó, puede oírse todavía.
“Así que eso paso. . . .”
“Ya han pasado tantos días y todavía la extraño.”
“No importa,” Maxine con una sonrisa. “La verdad solo la extrañas porque le daba estabilidad a tu vida. Desde que se fue, nada ha sido lo mismo—¿cierto?—pero no tiene que serlo. Las cosas deben de mejorar. Y todo, especialmente el amor, se da de forma natural. Me contaste que incluso has rechazado a algunas personas por ella. Bueno, me parece que es porque crees que no eres digno de nadie, le tienes miedo a demostrarle a otras personas lo que realmente eres. Pero dime, ¿te has sentido mejor por rechazarlas? Quizás sientas que estás siendo responsable al no entrar en una relación, pero, querido, no lo estás siendo. Vales muchísimo como para que sigas huyendo de tomar responsabilidad de ti mismo, Sabes que tu corazón quiere amar, pero lo único que haces cuando se presenta ese amor es huir, llenándote la cabeza de mil cosas. No retrases lo inevitable, no quiero que te hagas daño.
“Pero ah, hermoso, mírate. Realmente mírate. Estás así por alguien que ya no está. Tu amor es muy grande. Tiene una fuerza inmensa. Ocúpalo en ti mismo y en alguien que realmente quiera lo mejor para ti. Quizás pienses que no es así, pero encontrarás a alguien que te ame, que pueda ver a través de todo lo que escondes, directo al tesoro de tu alma. Y ni tu pasado ni tus miedos le van a importar, por que está ahí no solo para amarte, también para enseñarte todas las cosas que hay por amar en ti: cuando la veas sonreír, cuando le haya contado a alguien de ti y al presentártelos digan ‘¡Memo! es un placer conocerte,’ cuando duerma tranquilamente en tu pecho y te diga con toda seguridad que tú eres lo que ella quiere. Y cuando menos te des cuenta, tu corazón habrá sanado, y ella te tratará igual, pero ahora estará aliviada de que puedes por fin verte como ella te ha visto desde el principio. Y no es que no vea toda la obscuridad en tu corazón, no es que sea ciega a ella, a veces, cuando no la veas, tendrá miedo, pero sus ojos brillarán de nuevo, pues sabe que eres realmente aquél que brilla por debajo de toda esa obscuridad.”
Antes de que la sonrisa de Memo se transformara en llanto, Kelvin baja al fin, sus pasos resonando en la escalera, pues baja dando brinquitos.
“¿Ya?” le pregunta a Maxine. Ella asienta. “Bueno, toma,” le dice a Guillermo, alargando el teléfono del cual ya cuelga una pila portátil.
“Amm . . . ¿yo?”
“¿Quién más, campeón?”
“Ah, uhhh, ahhhh . . . okay . . .” se pega el teléfono a la oreja. “¿Bueno?”
“Holaaa, ¿Memo?” Al oír aquella voz, el corazón de Guillermo empieza a latir de otra manera, no con ansiedad, pero con emoción.
“S-s-¿si?”
“Un placer Memo. Me llamo Eurus y—“
“¿Crees que estará bien? Eurus lleva mucho tiempo queriendo conocerlo.”
“Lo hará. Nuestra niña es la mejor.”
Cuando bajan de nuevo, la llamada todavía sigue su curso.
“—si solamente la buscas cuando estás triste, no la amas. Definitivamente extrañas la seguridad que te daba. Es más fácil regresar a lo que eras antes, porque así ya nadie podrá juzgarte por lo que eres realmente, temes abrirte con alguien más, porque como dijo mamá, crees que no te amaran. Bueno, Cariño, la realidad es que muchos y muchas te han amado, pero en tu necedad, has cerrado la puerta por un amor oxidado, que ya ni es cenizas, es carne muerta, y te vas a pudrir con ella si sigues aferrado.”
Al llegar a casa, ya muy de madrugada, Guillermo. . . . Bueno, la conclusión lógica entonces es que realmente amas a quien buscas cuando estás feliz, ¿no? . . . Guillermo estaba muy feliz. Y no podía dejar de pensar en Eurus.
. . .
submitted by DanteNathanael to DanteNathanael [link] [comments]


2020.05.13 11:01 QuejumbrosoRoy ¿Que debo hacer? Eh estado enamorado de la misma chica por básicamente TODA MI VIDA, pero la situación actualmente está jodida y no se cómo dejar de preocuparme tanto por ella

Antes que nada, está historia no es mía, pero es una historia que no importa cuántos años la lea siempre me pone mal, está historia es narrada por un adolecente de 16 años y tuve que traducirla del inglés al español, pues tenía el archivo guardado en mi PC y decidí traducirla por lo que pido perdón si algunas cosas no tienen el mayor sentido del mundo...
Estoy enamorado de la misma chica toda mi vida, nos conocemos desde el jardín de niños, sus padres son pobres y viven en una habitación con 4 chicos por lo que a ellos no les importa lo que ella haga durante las noches, salimos casi todos los días del año, nuestros amigos bromean con que algún día nos casaremos además ella sabe lo que siento y dice sentir lo mismo, pero que no quiere anunciarlo por temor a complicar las cosas, hemos tenido algunas citas pero no más que eso, ella dice que le gustó mucho, pero está asustada como para avanzar a una relación más seria, me eh resignado a ser virgen hasta que me case con ella, también cabe aclarar que pasamos el rato con otros dos tipos a los que llamaré Erick y Dave, generalmente consiste en jugar Halo en mi casa, aveces fumamos hierba cuando Erick puede conseguirla también hablamos muy a menudo de fiestas y del hecho de que nunca nos invitan a ellas, Erick tiene un primo al que llamaremos Oldfag nos lo presento y empezamos a salir y divertimos con el aunque el tenga 37 años, pues nos compra cervezas, hierba y nos deja fumar hierba en su casa, empezamos a ir más regularmente con Oldfag para beber y jugar Halo cada semana, mientras su esposa e hijos no se encuentran con el, pues van con su suegro un viaje de 2 horas en automóvil de ida y otras 2 horas de vuelta, el nos compra cervezas, tiene mucha comida chatarra para nosotros y videojuegos, no es una mala situación para nosotros, pero el tiene una actitud de mandón que es un tanto molesta, como si fuera un rey, pero que más da, mi amiga y yo empezamos a tener una actitud de pseudo-novios más evidente y el Oldfag no deja de verla todo el tiempo, claro eso no me importa pero a pesar de el saber que ella estaba fuera de sus límites siempre está putamente encima de ella, pero saben, la peor parte es que a ella no parece importarle, un día le pregunta por qué no soy su novio en Facebook a lo que ella responde ”es más que nada mi mejor amigo", me siento furioso cuando Oldfag me dice "Hombre rindete, ella te está golpeando", solo le digo a ella que Oldfag es un idiota y ella tímidamente me dice ”ya me conoces no se cómo ser ruda" lo deje pasar por qué como buen adolescente no quería perder el sitio donde podíamos hacer lo que quisiéramos, entonces cometí uno de los peores errores de mi parte y dejé que Oldfag nos convenciera de beber y jugar al mismo tiempo, como adolescente idiota primero me sentí emocionado y hasta me pregunté ”¿Por qué no lo pensé antes?", Oldfag empieza a implantar diferentes reglas cada tanto bajo el argumento ”su casa, sus reglas" como mi pseudo-novia no juega tanto, a veces sus reglas de aplican más a ella, como por ejemplo: ella tiene que traer cervezas cuando hacemos multikill, mierdas como esas, un día el propuso que ella debería sentarse en la pierna del que ganará la siguiente ronda, el es obviamente mucho mejor jugador que nosotros, así que ya sabía lo que estaba tratando de hacer y le digo "oye no creo que ella quiera", al mismo tiempo ella dice "Ay chicos... Aceptando con cierta desconfianza" me senti como un verdadero idiota por ser tan sobreprotector, me pongo tan rojo y me siento tan avergonzado que no digo nada más y lo dejó, gran parte de las siguientes horas ella permaneció sentada en las piernas de Oldfag, me enfurezco cuando nos vamos y tenemos una pelea por eso y no nos hablamos hasta el siguiente día, ella empezó a maquillarse cada que vamos con Oldfag.
Las cosas continúan así por un tiempo, más sentadas de pierna y aveces le hace hacer un baile sexy en broma nada de lo que pueda quejarme en publico, un día tenía la boda de un tío el mismo día en el que nos juntamos con Oldfag y le pregunto si quiere venir conmigo a la boda, ella dice "probablemente no" me dice que trata de salir de eso pero que los muchachos son agresivos y teme a decirles que no, dice la verdad pero me molesta que no pueda ser firme con ellos y esto desata otra pelea.
No tengo muchos ánimos de ir a la boda y francamente me visto mal para el evento por que tenía un declive emocional durante todo el fin de semana que trate de contactarme con ella, cuando algún puedo comunicarme con ella dice que estar con sus padres, pero por su tono de voz puedo saber que ella se sentía increíblemente culpable por algo, mi declive empeora, resulta que habían venido demasiado y habían incorporado los desnudos en el juego, Oldfag, Erick y Dave la vieron completamente desnuda y volvemos a pelear, es extraño pero nunca me había sentido tan excitado en toda mi vida, pensé en qué todo se había acabado y tendría que buscarme una nueva vida social, esa misma noche ella se aparece muy noche en mi casa llorando me dice que tiene un gran problema y me pide perdón constantemente, eso movió algo en mi pero la intenté tranquilizar acariciando su cabeza mientras ella lloraba abrazada de mi, eso siguió hasta que la acosté en mi cama y ella se duerme.
No quiero ver a Erick o Dave y no voy con Oldfag por un tiempo, al igual que ella, aunque eventualmente ella vuelve a ir con ellos para "arreglar nuestra rota amistad" ella decía, me di cuenta que la mayor diferencia entre más casa y la Oldfag era el alcohol, por lo que estúpidamente creo que si robaba alcohol de la repisa de mis padres para que ella no fuera con Oldfag las cosas se pondrían mejor no se que pasaba por mi cabeza pero, eventualmente mis padres me descubrieron y como ella estaba conmigo en ese instante le prohibieron venir a mi casa, por lo que eventualmente voy con ella a casa de Oldfag para beber y jugar, mis notas empiezan a irse al infierno, además de que mis padres me castigaron por eso y la combinación de hechos hizo que tuviéramos una gran pelea
Al día siguiente nos marca diciendo que tendrá el lugar para nosotros y que vayamos ya para este punto estaba harto de el y me nege, trate frenéticamente de comunicarme con mi Pseudo-novia para que ella tampoco fuera, pero ella seguía molesta conmigo e ignorandome ese fin de semana fue el más largo de mi vida.
Cuando por fin fue lunes me dirijo a la escuela con toda la intención de hablar con ella, pero me ignora todo el dia y se va antes de la escuela por lo que no puedo hablar con ella, le mando un chilion de mensajes diciéndole que nuestros problemas eran cosa del pasado y que realmente quería hablar con ella, si es que solemos pudiera contestarme, buscar a Erick y Dave preguntarle de forma muy poco sutil ¿Que mierda paso el fin de semana?
Erick huye y Dave me dice que volvieron a jugar al strippHalo , Demás de que me confiesa que Dave y Oldfag la manosearon cuando ella estaba prácticamente desmayada, dijo que lo lamentaba pero que estaba tan ebrio que no pudo detenerlos, me hirvió la sangre por lo que le di un golpe a Dave y eventualmente ella volvió a hablarme diciéndome "Estás actuando como si esto estuviera a punto de acabar" ella lo dijo frente a Erick y Dave, me rompí, llore y salí corriendo del lugar, me sentía tan mal hasta el punto de pensar que mi vida se había acabado, ella aparece en mi casa muy noche, sin llamar ni nada, ella llora frente a la puerta mi enojo desaparece y le digo ”ests bien, se lo que te paso y te perdono" nos vamos a mi habitación y nos acostamos en mi cama.(todo a escondidas de mis padres)
En mitad de la noche ella repentinamente soltar un ”te amo" ni siquiera vacile y le dije ”yo también te amo"
”¿No importa que? Ella dice
”por supuesto" respondí
Le pregunté por qué había dicho ”no importa que"
Eventualmente empezar a sentir una terrible sensación en mi ser, se me heló la sangre y mi estómago se sentía como si hubiera sido pateado apenas termine de soltar mi pregunta Me confiesa que sus padres la habían hechando de su casa y que sabía la mala situación que estaba pasando con los míos por su culpa
Ella admite que Oldfag le había dejado estar en su casa el tiempo que necesitará (obviamente a escondidas de su familia)
Yo me sentía estremecido con cada palabra que ella me contaba y empezo a tener sentido el como ella se había comportado conmigo últimamente, no debí preguntar Pero tenía que saberlo, ella me dijo que hicieron de todo, solo sentía que estaba por vomitar y sin saber porque pregunté por detalles
"¿Cuántas veces?"
Ella me dijo que como un millón de veces
”¿Lo disfrutaste?"
Primero dijo que no pero que sentía una sensación orgásmica en ella
”¿En que posiciones?"
Mis lágrimas empezaron brotar de mis ojos mientras ella me decía en la del "misionero" y "de perrito"
"¿Condón?"
No, hacían el método del ritmo, ambos estábamos llorando en este punto, seguía en estado de shock durante la mañana, ella tomo anticonceptivos
Estuvimos bastante asustados los siguientes días, ella decía te amo cada día como si no supiera decir nada más, actualizó su Facebook oficialmente, todo el instituto sabía lo que había pasado pero no me importaba una mierda esa atención no deseada, estábamos agarrados de las manos todo el tiempo y decirnos que todo estaba bien entre nosotros.
Oldfag nos llamó para que fuéramos a su casa de nuevo, reímos porque pensaba que iríamos otra vez, después de clases buscar a mis ahora real novia y verla con Erick y Dave y escucho que irán con Oldfag, me niego a ir pero los tres se van sin hacerme mucho caso, los sigo sin que me notaran pero al llegar a casa de Oldfag hago notar mi presencia, no les importa en lo más minimo, so beben y juegan Halo, tengo está sensación de que no soy parte del grupo trato de llevarmela pero Erick y Oldfag la convencen de quedarse un rato más, voy al baño y al regresar ella está en las piernas de Oldfag y como si yo no estuviera empiezan a besarse, Oldfag realmente se sorprende el verme y ella responde ”tranquilo el lo sabe" solo digo me largo y ella dice que se quedará un rato más. Solo me aleje unos pasos de la casa volteo y los veo besándose tomo una foto con mis celular y mientas lloraba marque a la policía diciendo que había un adulto y dos adolecentes bebiendo y besándose, me largué de ahí, llame a Dave y lo amenace para que me diera el número de la esposa de Oldfag, el accedió pues se sentía culpable la llame, y le mandé una foto donde se ve a ella y a Oldfag besándose
¿Que debo hacer ahora?
submitted by QuejumbrosoRoy to espanol [link] [comments]


2020.04.15 07:34 el_tarolas Fuí funcionario publico y terminé dándole trabajo a una porquería de persona [Segunda Parte]

Mi sueño se cumplió, sin tener ninguna formación profesional, sin ni siquiera haber pisado nunca una Universidad, incluso sin haber terminado el bachillerato, desde el día uno de mi gestión como alcalde me convertí en el “Licenciado”. La primera vez que me extendió la mano y me dijo: Bueno días Licenciado. Estuve a punto de corregirle y decir: No, no soy licenciado, no supe que decir, quise corregirle, pero no pude, me tomó totalmente por sorpresa, tomé su mano, me tragué mis palabras y solo pude decir: bu buenos días.
Apenas era el segundo día transcurrido desde mi toma de posesión, el Cacique de pueblo fue el primero en venir a buscarme con el pretexto de felicitarme por mi triunfo, en realidad venía a cobrarme el favor. Mi primera acción como alcalde no fue resolver un problema comunitario, tampoco fue revisar las carencias del pueblo, mucho menos algo relacionado en favor de la comunidad, mi primera acción como alcalde, fue investigar aquí y haya como agilizar y resolver los asuntos del Cacique del pueblo.
Como alcalde tenía asignado un vehículo, una modesta camioneta, si bien se encontraba en buenas condiciones, no era de modelo reciente, dentro del personal administrativo y de confianza había un viejo amigo de mi padre, compañero de las borracheras cuando vivía mi padre. Diez años atrás, Arnulfo conducía borracho con su familia rumbo a Monterrey, al derrapar su camioneta se salió del camino y cayó en una zanja, su hijo menor fue el único que perdió la vida en aquel accidente, nunca más volvió a beber. Arnulfo hombre muy campechano y dicharachero, se desempeñaba como chofer, con 56 años de edad, Arnulfo estaría al servicio de mis traslados. Siempre, antes de subirme a la camioneta, lo saludaba lo más cerca posible, intentando percibir su aliento, Arnulfo con ojos de arrepentimiento y de chinga tu madre, me regresaba el saludo. Mi desconfianza hacía Arnulfo no duró mucho tiempo, comencé a llevar a mi Madre a Monterrey desde el tercer día como alcalde, tener un puesto público me habría las puertas y preferencia en los hospitales públicos y algunos privados. Al no poder ausentarme continuamente por ir a Monterrey, le encomendé a Arnulfo los traslados de mi madre siempre acompañada por 2 de mis hermanas, como yo aún no cobraba ni la primer quincena, los gastos de los traslados corrieron a cargo de municipio, me dije a mi mismo: “En cuanto cobres tu primer cheque, repondrás el dinero”, eso nunca sucedió.
Habían pasado unas cuantas semanas, estuve realizando visitas a los diferentes oficinas y corporaciones del municipio, saludando y conociendo a los diferentes funcionarios que tenían a su cargo las mimas, todos muy lambiscones por supuesto, esperando no perder su chamba, yo aún no sabía que método utilizar o como decidir a quien quitaba y mucho menos a quien ponía, todos los amigos del pueblo venían a saludarme a mi oficina, no podían ocultar su interés, en entre abrazos y felicitaciones la conversación siempre se dirigía a la pregunta: ¿Y ya sabes a quien vas a poner en la _________ de jefe?. Dentro de todas las dependencias que tenía el municipio, la última que visité fue la Casa de la Cultura, una casucha vieja, descuidada, con algunos adornos por aquí y por allá, recuerdos típicos de épocas pasadas, fotos de alcaldes, gente ilustre, personajes supuestamente importantes que yo no conocía o de los que nunca en mi vida había oído hablar, me recibió el Director de la casa la cultura en persona, me extendió su mano y me dijo: Mucho gusto en conocerle Licenciado, mi nombre es Crescencio Garza, y aquí está mi renuncia con carácter irrevocable, espero la acepte, por mi dignidad, no voy a seguir más sirviendo de títere para esa gente. Sin saber ni que, volteé la mirada hacia Arnulfo que se encontraba justo detrás de mi. – Ahora no lo entiendo señor Licenciado, pronto usted mismo se dará cuento a que me refiero –. Dejo salir un gran suspiro, se puso el sombrero, silbando comenzó a andar a paso lento calle abajo, se notaba muy sereno, quitándose un gran peso de encima. Volví a mirar a Arnulfo buscando alguna una explicación, Arnulfo impávido, respondió:
En el pueblo era un secreto a voces, todos sabíamos de las andadas de “Don Cacique”, pero a pesar de eso, lo veíamos como un miembro de la comunidad y además gracias a las aportaciones de Don Cacique había muchos cambios y progresos en el pueblo, así que todo mundo preferíamos voltear la mirada para otro lado, y pretender que no había nada de malo, -Haya él y sus negocios-.
Las palabras de Arnulfo me desconcertaron, pero había otros problemas más importantes que resolver, por lo pronto había que conseguir alguien que quisiera tomar el puesto y la dirección de la casa de la cultura, dónde podría conseguir alguien que además de tener el perfil, quisiera aventarse, tomar el puesto y además, estar dispuesto a ganar poco.
Esa noche le estuve dando vueltas al asunto, mi esposa me dijo que primo de Monterrey vendría unos días al pueblo porque tenía otro evento que había conseguido gracias a lo bien que le salió la fiesta de los XV años. Además de “Don Cacique”, ya éramos más los que nos vimos beneficiados por la dichosa fiestesita. A huevo! Grite, mi esposa tiró el café, -Pos que te pasa!- -El muchacho del video, luego te explico-
Muy temprano le llamé a mi primo para pedirle los datos del muchacho, me contó que ya no trabajaba para él, después de lo del video me dijo que se empezó a poner muy mamón: -Pues un día le hablé y le dije que el video que él editó lo pasaron en un medio local y que había gustado mucho, que habías ganado la elección, al morro ni le entusiasmó la noticia, por el contrario, me acuerdo que le prometiste chamba si quedabas, yo le hablé acá todo emocionado, y el morro muy mamón me dice: aahh órale pues que chido, de ahí se empezó a portar muy mamón, como que no le gustó que yo le haya pedido casi a huevo que te ayudara con el puto video, a los dos días me renunció-. Aún así me pasó el teléfono del morro con la advertencia de: Ahí tú sabrás, es medio mamoncito el morro, pero pues es de confianza, ahí tú vele.
Le dejé los datos del chavo a mi asistente y le pedí que se comunicara con el muchacho: -dígale que lo necesito ver lo antes posible en la Casa de la Cultura del Pueblo por favor, que es algo muy importante, y dígale que yo cumplo con mis promesas. Con las referencias que me había dado mi primo, pensé que el chavo no se iba a presentar. Acudió a la cita en la Casa de la Cultura, llegó puntual, le aventé un discurso de lo que había pasado, de que me parecía que era valioso, y le prepuse ser Director de la Casa de la Cultura, haciéndole saber que no había mucha paga pero tendría a su disposición un vehículo del municipio para sus traslados, el pueblo es chico, pero para su edad, sabiendo que acababa de terminar su carrera universitaria en proceso de titulación, era una gran oportunidad, podría comenzar a relacionarse y tomar experiencia. Pensé que se iba a entusiasmar con la propuesta, se quedó serio, ahí me acordé: Inche primo, tenía razón, este wey es mamoncito-. Aceptó no muy entusiasmado. Bueno, pues entonces te espero mañana para comenzar con el papeleo, ve con mi asistente, ella te dará los detalles.
Con los problemas de salud de mi madre, y que yo cada vez agarraba más dinero del municipio con la excusa de un día pagarlo, me olvidé por completo del asunto ese misterioso relacionado con la casa de la cultura y “Don Cacique”, me dije: Me voy a enterar por el chavo, de seguro don Cacique lo va a buscar, cuando eso suceda si la cosa es grave, va a venir corriendo a decirme lo que pasa y de esa forma me voy a enterar, y mato dos pájaros de un tiro, yo me lavo las manos y no me relaciono con el asunto, y de seguro el morro va a querer renunciar y regresarse a Monterrey, yo cumplí mi promesa, le di trabajo.
Paso una semana y no tuve noticia alguna, todo parecía transcurrir con normalidad, el chavo estaba tomando las riendas de la casa de la cultura, parecía que a pesar de su poco interés, le estaba poniendo empeño a sus actividades como director, del asunto de Don Cacique, ni una noticia. No tenía idea de lo que después vendría.
Le empecé a tomar mucha confianza a este muchacho, lo acepté como una parte de mi equipo de trabajo, muchas veces en las juntas él intervenía con comentarios y consejos, que muchas veces tomé y puse en práctica y terminaron resultando bien, incluso lo invitaba a mi casa, lo conoció mi esposa y mis hijos, no puede dejar de notar el nerviosismo con el que mi hija la mayor lo saludó, como padre entendí que mi hija ya era casi una mujer, pero algo muy claro tenía, no podía involucrar a mi familia con mi trabajo. En un lapso de 3 meses, el chavo ya estaba bien integrado, su actitud había cambiado mucho, ya no era el serio mamón, se desenvolvía muy bien, podría decir que era un miembro importante de mi gabinete, pero había una cosa que aún me intrigaba, ninguna noticia de “Don Cacique”. Al sexto mes un día por la mañana noté a Arnulfo muy serio, con cara de asustado, los ojos un poco rojos. Arnulfo no me digas que ya volviste a tomar? No mames Arnulfo, tantos años sobrio para que los eches a perder así no mas? -Como cree Licenciado, lo que pasa es que anoche no dormí. Estuvimos en la casa de la cultura hasta muy tarde, a Don Cacique se lo ocurrió mandar traer unas muchachas de Monterrey, me llamó entrada la noche y tuve que ir por ellas, ya usted sabe que a “Don Cacique” no se le puede decir que no. -¿En la casa de la cultura?, no mames Arnulfo, como que en la Casa de la Cultura?
En putiza me fui a buscar a este cabrón, para pedirle explicaciones, al no encontrarlo ahí, me fui directo a la casa donde estaba hospedado, tampoco estaba ahí, Arnulfo me dice: Licenciado, ¿no me diga que usted no lo sabe?, ¿No me diga que no se ha dado cuenta? -Cuenta de que Arnulfo?- -El muchacho ya no vive ahí, vive en la hacienda, aquella de “Don Cacique”, y yo que usted me andaba con cuidado, mejor sosiéguese, y ya que venga este muchacho lo ve con más serenidad.
Ya decidido a despedirlo, esta iba a ser su último día como Director de la Casa de la Cultura y su última noche en el pueblo. No llegó solo, iba acompañado de gente de Don Cacique: Mira muchacho, no sé en que te metiste, pero esto se acabó. Me interrumpió uno de los hombres de don Cacique. -Aquí no se ha terminado nada, por el contrario, Don Cacique tiene muchos planes para el muchacho, apenas va comenzando, mejor váyase para su casa, y hacemos de cuenta que no pasó nada.
No me quedó de otra que hacerme de la vista gorda, voltear a otro lado, mi prioridad en ese momento era la salud de mi madre. Durante todo el año siguiente, este chavo no solo cambió su actitud, cambio totalmente su vestir, tenía largos periodos de ausencia, al cobijo de “Don Casique” vivía la vida de los excesos, fiestas, prostitutas de la mejores, alcohol, drogas, muchas drogas, Arnulfo me contaba como el chavo se metía una inmensa cantidad cocaína, mariguana, crack, todo lo que llegaba a sus manos se le metía, de monterrey cada fin de semana llegaban mujeres por encargo, presumía que como Director de la Casa de la Cultura ganaba 40 mil pesos mensuales, que para la época y el municipio ni yo los ganaba. El muchacho tenía a su cargo una asistente, el municipio no pagaba su sueldo, lo pagaba de no se donde, tenía a la muchacha encargada de realizar la tesis para su titulación. Me invitó a mi y a mi familia a acudir a su acto académico, no nos quedó de otra que ir. Vestido de toga, llegó tarde al evento, perdido, llegó sumamente drogado, alucinando a sus compañeros les ponía nombres de artistas, de futbolistas, de personalidades: -Ira ahí esta Hugo Sánchez, aahhh José José cántanos una canción. El acto académico comenzó, el maestro de la ceremonia comenzó su discurso:
JOVEN, FRENTE A TI HAY UNA PUERTA CERRADA, SOLO TIENES UNA OPORTUNIDAD PARA PASAR A TRAVÉS DE ELLA. ESA PUERTA TAL VEZ TENGA UN CANDADO, NO TENDRÁS QUE ABRIRLO A LA FUERZA, PORQUE TIENES ALGO MUY VALIOSO: CONOCIMIENTO.
LA OPORTUNIDAD TE LA HAS GANADO CON TU ESFUERZO, CON EL ESTUDIO, ÁBRELA, DEL OTRO LADO ENCONTRARÁS LA SABIDURIA, ENCONTRARÁS AL CAMINO DE LA EXPERIENCIA, LA VERDAD Y LA LIBERTAD. FELICIDADES A TODOS LOS GRADUADOS!!!
Este chavo estaba tirado en una silla al fondo del salón, perdido, como alucinando, se perdió por completo su acto académico. Arnulfo al otro día me contó que en la camioneta había hecho todo un desmadre durante el camino, traía delirios, alucinaciones, la verdad no sé porque lo llevaron, hubiera sido mejor no asistir, para él y sobre todo, para nosotros. No me pude quedar de brazos cruzados, con la ayuda de Arnulfo, lo saqué del salón, había gente de “Don Casique”, pero entendieron que no tenía caso continuar, ya estaba echado a perder, decidí llevarlo a comer algo. En el camino de regreso nos pudimos deshacer de la gente de Don Cacique, todo el camino iba aluncinando, delirando con historias, como una supuesta bruja muy vieja se convertía en ave y volaba. Decidí llevarlo a comer algo a mi casa, mi Madre nos recibió, nos preparó a todos algo de comer, un caldo de pollo, las abuelas componen toda enfermedad con caldo de pollo. Durmió en mi casa, entre alucinaciones y delirios.
Dos años habían transcurrido, el chavo ya era totalmente otro, a pesar de su corta edad parecía perdido, transformado y trastornado, un día llegó a mi oficina con su renuncia, me dijo que no podía más, me dio mucha lástima, pero se lo tuve que decir así:
-Conmigo no hay problema muchacho, te aceptaría tu renuncia, con quien tienes que ir a Renunciar es con tu verdadero patrón, anda, ve a presentarle tu renuncia a ver si te la acepta.
Regresó al otro día a trabajar, bañado, cambiado, comenzó a tomar de nuevo las riendas de la casa de cultura, le pidió al Coordinador, -que era quien realmente estuvo haciendo su trabajo durante todo ese tiempo-, la lista de pendientes. No le duro mucho el entusiasmo, al tiempo se fue del pueblo, no supimos nada más de él.
Un año después mi hija desapareció, la busqué por todas partes, hice todo lo que pude, gasté todos mis recursos, tomé todo lo que pude de las arcas del municipio, hice uso del poder que tenía como funcionario para buscarla. Descuidé por completo la salud de mi madre, en poco tiempo murió.
Arnulfo fue quien me dio la noticia, mi hija se casó con ese muchacho, el mismo que un día se ganó mi confianza y a quien hoy considero como una de las peorías porquerías en la que una persona se puede convertir, espero un día encontrarlo, espero un día recuperar a mi hija.
EDIT: El merito es para u/EscoriaGorgorita. Gracias carnal por tus hostorias
submitted by el_tarolas to mexico [link] [comments]


2020.02.24 03:57 altovaliriano A Mulher Morena

“Sábado de personagens” ainda no domingo. Fazer o quê?
A mulher morena é uma das mais misteriosas personagens de As Crônicas de Gelo e Fogo. Seu nome e origem nunca foi revelado ao leitor. Pouco mais sabemos sobre ela, mas em resumo a mulher foi entregue por Euron a Victarion como um prêmio. Sabemos que ela é muda e que Victarion a considera bonita.
Porém, em determinado momento da história, fica evidente ao leitor de que a mulher morena é mais do que parece ser. A tripulação de Victarion resgata do mar Moqorro, um sacerdote de R’hllor enviado pelo Templo Vermelho para auxiliar Daenerys em Meereen, e leva-o a Victarion, pois o homem afirma estar sabendo de que o Capitão de Ferro corre perigo de morte. Quando um mal súbito atinge Victarion, ele e Moqorro vão à sua cabine e o seguinte ocorre:
Quando abriu a porta da cabine do capitão, a mulher morena se virou em sua direção, silenciosa e sorridente... mas, quando viu o sacerdote vermelho ao lado dele, seus lábios se afastaram de seus dentes, e ela sibilou em súbita fúria, como uma serpente. Victarion a acertou com as costas da mão boa e a derrubou no chão.
– Quieta, mulher. Vinho para nós dois. [...]
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
A hostilidade da mulher morena para com Moqorro parece uma indicação muito forte sobre a origem e propósito da personagem na história. A partir deste fato apenas, leitores foram levados às mais loucas especulações sobre a identidade da misteriosa serva-amante de Victarion. Entretanto, se o reino das especulações produz resultados estranhos, posso afirmar que as evidências presente no próprio texto não são menos estranhas. Se analisadas em sua literalidade, o texto produzido pelo próprio Martin aponta para direções completamente ininteligíveis.
Analisemos.

Fenótipo, aparência e semelhanças

Fenótipo é o resultado da expressão dos genes do organismo, da influência de fatores ambientais e da possível interação entre os dois. No contexto deste texto, o fenótipo da mulher morena é algo que poderia nos dar uma dica sobre sua herança genética.
Esse herança genética PODE nos ajudar a determinar a cultura na qual ela nasceu, mas é claro que isso não permite nos concluir com absoluta certeza que ela pertence esta cultura. Um bom exemplo de personagem cujo fenótipo pode ser usado para nos confundir é Sarella Sand, que pertence à cultura westerosi, apesar de que sua aparência denotaria ter nascido nas Ilhas do Verão.
Entretanto, diante das poucas informações disponíveis sobre a mulher morena, esta análise se torna necessária. Em verdade, o próprio Martin parece estar induzindo os leitores a realizar estas investigações, pois ele mesmo deposita dicas disso no texto:
Sua pele era negra. Não o marrom castanho dos ilhéus do Verão com seus navios cisne, nem o marrom-avermelhado dos senhores dos cavalos dothrakis, nem a cor de carvão-e-terra da pele da mulher morena*, mas negra. Mais negra que carvão, mais negra do que o azeviche, mais negra do que as asas de um corvo.*
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Na passagem acima, vê-se que Martin descarta através de Victarion que a mulher morena pertence às culturas dos Ilhéus do Verão e dos senhores de cavalo Dothraki. A exclusão das Ilhas do Verão é especialmente útil, haja vista onde Euron ALEGA ter encontrado a mulher morena:
INGLÊS: As a reward for his leal service, the new-crowned king had given Victarion the dusky woman, taken off some slaver bound for Lys.
PORTUGUÊS: Como recompensa por seu leal serviço, o recém-coroado rei dera a Victarion a morena, roubada de algum mercador de escravos a caminho de Lys*.*
(AFFC, O Pirata)
Eu acho curioso a forma como fica apenas implícito de que Euron teria capturado a Mulher Morena nos porões de um navio de escravos indo para Lys, quando, na verdade, nada disso está escrito no texto. Não se menciona qualquer navio, nem que ela era uma escrava. Tão facilmente como tomou Falia Flowers quando invadiram o Castelo dos Hewett, Euron poderia muito bem ter tomado a amante de um mercador de escravos.
Mas evitemos a interpretação segundo a qual Martin, a esta altura da história, está tentando nos confundir com jogos de palavras. Que outras opções de origem teria uma mulher “bela, com uma pele tão castanha quanto teca oleada”?
Aqueles que partirem para O Mundo de Gelo e Fogo em busca de auxílio encontrarão logo a seguinte referência sobre os habitantes de Naath:
O povo nativo da ilha é uma raça bonita e gentil, com rostos redondos, pele escura e grandes olhos suaves cor de âmbar, em geral salpicados de dourado.
[...~]
O Povo Pacífico sempre teve um bom preço, dizem, pois são tão inteligentes quanto gentis, belos de se olhar e rápidos em aprender a obediência*. É relatado que* uma casa de prazer em Lys é famosa por suas garotas naathi*, que usam diáfanos vestidos de seda e são adornadas com asas de borboletas alegremente pintadas.*
(TWOIAF, Naath)
As descrições tem certa compatibilidade com as características relatadas da mulher morena. Entretanto, os característicos olhos amarelados teriam sido notados facilmente mesmo por alguém tão tapado quanto Victarion. Por outro lado, depois da demonstração de fúria perante Moqorro, acredito que pouco classificariam a mulher morena como “gentil”.
Caso continuemos a pesquisa no livro de meistre Yandell, logo encontraremos uma outra descrição sobre o povo de Leng que é bastante capciosa:
Os lengii nativos são talvez os mais altos de todas as raças da humanidade, com muitos homens entre eles chegando a mais de dois metros de altura, e alguns até com dois metros e meio. De pernas longas e esguios, pele cor de teca oleada*, eles têm grandes olhos dourados e supostamente podem ver mais longe e melhor do que outros homens,* especialmente à noite. Embora formidavelmente altas*, as mulheres lengii são notoriamente ágeis e encantadoras, de* beleza insuperável*.*
(TWOIAF, Leng)
A descrição da pele é inteiramente simétrica àquela da mulher morena (fornecida por VIctarion). Na verdade, é curioso perceber que a única vez que a expressão “teca oleada” é usada para descrever a pele de alguém ocorre com a mulher morena. A única outra vez em que essa analogia é usada é como o povo de Leng, fora da saga principal, em um livro acessório.
Entretanto, há mais problemas aqui do que soluções. Novamente temos a descrição do dourado dos olhos (que seriam difíceis de Victarion ignorar), a altura formidável e a beleza insuperável. Ainda que possamos alegar que Victarion é um homem alto, próximo dos 2 metros de altura (segundo estimativas dos leitores), seria difícil que ele ignorasse que a mulher morena fosse muito alta para uma mulher e de beleza insuperável.
Desse modo, acredito ser seguro descartar Leng e seguir. Não há mais nenhuma referência a características que se assemelhem à da mulher morena (fora das Ilhas do Verão, que já foram descartadas em nossas premissas acima), porém existe uma referência a um povo no estrangeiro que por vezes sofre o mesmo destino reservado à mulher morena:
Não é surpresa que Sothoros seja pouco povoado quando comparado com Westeros ou Essos. Duas dezenas de pequenas vilas de comércio se amontoam na costa norte ‒ vilas de lama e sangue*, alguns dizem: molhadas, úmidas e cheias de miséria, onde aventureiros, trapaceiros, exilados e* prostitutas das Cidades Livres e dos Sete Reinos vêm fazer fortuna.
Há riquezas escondidas entre as selvas, pântanos e taciturnos rios banhados pelo sol do sul, sem dúvida, mas, para cada homem que encontra ouro, pérolas ou especiarias preciosas, há uma centena que encontra apenas a morte. Os corsários das Ilhas Basilisco atacam esses assentamentos, levando cativos que serão mantidos confinados em Garra ou na Ilha das Lágrimas antes de serem vendidos para os mercados de carne da Baía dos Escravos, ou para as casas de prazer e jardins de prazer de Lys*.*
(TWOIAF, Sothoros)
Embora seja muito vago afirmar que esta é uma origem em potencial para a mulher morena (pois, virtualmente, é o mesmo que dizer que ela poderia ter vindo de qualquer lugar do mundo), a menção de que prostitutas das cidades livres que se aventuram em Sothoryos podem acabar em Lys pode nos ajudar a esclarecer algumas dúvidas sobre seu comportamento esquisito (vide abaixo).
Portanto, ainda que não possamos determinar sua origem, a análise acima nos permite começar a descartar algumas opções. Inclusive, percebemos que a mulher morena tem um pele de uma tonalidade ímpar (teca oleada), o que pode indicar que ela pertença a um povo que ainda não foi descrito pro Martin.
Entrentanto, há uma última analogia que não pode deixar de ser registrada:
“Não quero nenhuma de suas sobras”, dissera desdenhosamente ao irmão, mas quando Olho de Corvo declarou que a mulher seria morta se não a aceitasse, fraquejou. A língua dela tinha sido arrancada, mas exceto por este pormenor estava intacta, e era também bela, com uma pele tão castanha quanto teca oleada. Mas, por vezes, quando a olhava, surpreendia-se lembrando da primeira mulher que o irmão lhe dera*, para fazer dele um homem.*
(AFFC, O Pirata)
Sendo Euron alguém conhecido por apreciar jogos mentais, a escolha de alguém que se assemelhasse com a primeira mulher que Victarion havia recebido pode ter sido deliberada. Este detalhe pode ter sido essencial para capturar a memória afetiva de Victarion e fazer com que ele mais facilmente aceitasse o presente de Euron.
Não fica claro se por “primeira mulher” Victarion está falando de sua primeira esposa (que morreu no parto de uma menina natimorta) ou se ele estaria se referindo à primeira mulher com que se deitou. Curiosamente, esta dúvida se aprofunda quando vemos observamos os pensamentos de Victarion no capítulo liberado de Os Ventos do Inverno:
[Spoilers de Os Ventos do Inverno]Enquanto estava na proa do Vitória de Ferro vendo os navios mercantes de Uma-orelha desaparecem um a um ao oeste, as faces dos primeiros inimigos que matara voltaram a Victarion Greyjoy. Ele pensou em seu primeiro navio, em sua primeira mulher.
(TWOW, Victarion)
De todo modo, o importante é que a mulher morena desperta nele esta memória afetiva. Com efeito, o próprio Victarion não parece compreender porque aceitou a mulher ou mesmo porque não cumpriu seu desejo de sacrificá-la, a despeito de ter a perfeita noção de que qualquer presente de Euron é um presente de grego:
A mulher morena não respondeu. Euron havia cortado sua língua antes de dá-la para ele. Victarion não duvidada que o Olho de Corvo tivesse dormido com ela também. Era o jeito do seu irmão. Os presentes de Euron são envenenados, o capitão lembrara a si mesmo no dia em que a mulher morena veio a bordo*. Não quero nenhum de seus restos. Decidira, então, que cortaria a garganta dela e a atiraria ao mar, um sacrifício de sangue para o Deus Afogado.* De alguma forma, contudo, jamais chegara nem perto de fazer isso*.*
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Pior, esta sensação de familiaridade poderia justificar também a razão pela qual Victarion confiava seus segredos a ela. Não que a mudez da mulher não tenha parte nisso. Afinal, é o que os próprios pensamentos de Victarion indicam:
Cada vez mais, temia que tivessem navegado longe demais, em mares desconhecidos onde até mesmo os deuses eram estranhos... mas, essas dúvidas, ele confidenciava apenas para sua mulher morena, que não tinha língua para repeti-las.
[...]
Victarion podia falar com a mulher morena. Ela nunca tentava responder.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Contudo, isto não explica outros momentos em que Victarion observa ter uma conexão com a mulher morena que independem da confidencialidade verbal. Para estas situações, a memória afetiva me parece funcionar como uma justificativa muito melhor:
A mulher morena sabia o que ele queria sem que tivesse que pedir. Quando ele relaxou em sua cadeira, ela pegou um pano úmido e macio da bacia e o colocou em sua testa.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Outros exemplos disto são a forma como Victarion parece confiar na mulher morena não só mais do que em Meistre Kerwin, capturado em escudoverde (o que é até justificável, pois os nascidos do ferro parecem desconfiar dos meistres, especialmente em um que servia a uma Casa inimiga derrotada)...
– Pegue esta sujeira e vá. – Victarion acenou para a mulher morena. – Ela pode fazer o curativo.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
... mas talvez até mais do que confia em Moqorro:
– [...] Gostaria que eu o sangrasse?
Victarion agarrou a mulher morena pelo pulso e a puxou para si.
Ela fará isso. Vá orar ao seu deus vermelho. Acenda seu fogo, e me diga o que vê.
Os olhos escuros de Moqorro pareceram brilhar.
– Vejo dragões.
(TWOW, Victarion)
No aspecto sexual, mesmo diante de sete mulheres treinadas para o prazer pelo Yunkaítas, Victarion diz-se satisfeito com sua mulher morena até que chegue o dia de tomar Daenerys para si:
Os senhores de escravos de Yunkai as haviam treinado no caminho dos sete suspiros, mas não era para isso que Victarion precisava delas. Sua mulher morena era suficiente para satisfazer seus apetites até que pudesse chegar a Meereen e reivindicar sua rainha.
(ADWD, Victarion)
A confiança na mulher morena é a tal ponto acentuada, que Victarion passa a suspeitar que seu meistre poderia estar causando a infecção do ferimento em sua mão. Ela é uma das duas únicas pessoas tratando seu ferimento em todo o barco, mas ele não só a exclui da lista de suspeitos como confidencia a ela suas suspeitas sobre Kerwin:
– Se não foi Serry, então quem? – perguntou para a mulher morena. – Poderia aquele rato daquele meistre estar causando isso? Meistres conhecem feitiços e outros truques. Ele pode estar usando um para me envenenar, esperando que eu o deixe cortar minha mão fora. – Quanto mais pensava nisso, mais provável lhe parecia. – O Olho de Corvo o deu para mim, criatura miserável que é. – Euron tirara Kerwin de Escudoverde, onde estava a serviço de Lorde Chester, cuidando de seus corvos e ensinando seus filhos, ou talvez de outros nas redondezas. E como o rato guinchava quando um dos mudos de Euron o entregara a bordo do Vitória de Ferro, arrastando-o pela corrente em seu pescoço. – Se isso é por vingança, ele se engana comigo. Foi Euron quem insistiu que ele fosse levado, para evitar que causasse danos com suas aves. – Seu irmão lhe dera três gaiolas de corvos também, para que Kerwin pudesse mandar notícias de sua viagem, mas Victarion proibira que fossem soltas. Que fique de molho, se perguntando o que está acontecendo.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
É claro que pode-se arguir que Victarion simplesmente é burro e não vê coisas que simplesmente estão acontecendo sob seu nariz. Entretanto, o que me surpreende neste diálogo é que ele cita Kerwin ser um presente envenenado de Euron como motivo para sua suspeita, sendo que ele está falando diretamente para o primeiro presente que ele mesmo julgou envenenado.
Assim, me parece que isto demonstra que Victarion realmente desenvolveu um elo afetivo com a mulher, não APENAS que ele é burro.

Comportamentos e habilidades curiosos

A mulher morena é estranha e age de forma estranha.
A primeira coisa a se registrar são as suspeitas do fandom. Os leitores em geral acreditam que a mulher morena espia Victarion para Euron. Pouquíssimos arriscam dizer que ela é uma espiã dos magos de Qarth (Warlocks). Entretanto, tanto os primeiros quanto os últimos dizem que a espionagem se dá de forma mágica.
Alguns dizem que Euron entra na pele da mulher morena (assumindo como verdadeira a teoria de que Euron é um troca-peles poderoso) para interagir com Euron. Outros dizem que Euron ou os warlocks simplesmente usam os ouvidos e olhos da mulher morena para clariaudiência ou clarividência, sem propriamente ter controle sobre ela.
Porém, eu não acredito que essas especulações tenham fundamento textual, mas partem de um sentimento geral de suspeita que é causado pelo que está no texto. Examinemos cada caso.
Lembram-se que eu disse que a menção de O Mundo de Gelo e Fogo sobre “prostitutas das cidades livres que se aventuram em Sothoryos poderem acabar em Lys” iria nos ajudar a esclarecer o comportamento esquisito da mulher morena? Pois bem, chegou a hora.
Victarion estava guerreando no Vago, quando retorna a sua cabine para ter com a mulher morena:
Em sua apertada cabine de popa, foi encontrar a mulher morena, úmida e pronta*; a batalha talvez também tivesse aquecido seu sangue.*
(AFFC, O Pirata)
Não é estranho que uma mulher que havia sido capturada e entregue a Victarion como uma escrava estivesse “úmida e pronta” assim que seu atual captor irrompesse pela porta vestido em armadura, suado e sangrando?
É claro que simplesmente poderíamos, como Victarion (mau sinal...), assumir que a batalha a tivesse excitado. Ou que Victarion seja mais atraente do que podemos pensar.
Mas não seria igualmente possível pensar que este seria um indício de que a mulher morena tem experiência como concubina?
É sabido que Martin fez com que os meistres da Cidadela tivesse um conhecimento de medicina mais avançado do que aqueles disponíveis para os praticante da medicina da Idade Média do mundo real. Entretanto, não está claro que este grau avançado de desenvolvimento também aconteça nas demais civilizações do resto do mundo que Martin criou.
Na verdade, parece que não, pois Mirri Maz Durr cita que aprendeu artes curativas com o Arquimeistre Marwyn, o que parece indicar que a Cidadela detém os melhores conhecimentos médicos do mundo:
Uma cantora de lua de Jogos Nhai deu-me de presente as suas canções de parto, uma mulher do seu povo cavaleiro ensinou-me as magias do capim, dos grãos e dos cavalos, e um meistre das Terras do Poente abriu um cadáver e mostrou-me todos os segredos que se escondem sob a pele.
Sor Jorah Mormont interveio.
– Um meistre?
– Chamava-se Marwyn – respondeu a mulher no Idioma Comum. – Do mar. Do outro lado do mar. As Sete Terras, disse ele. Terras do Poente. Onde os homens são de ferro e os dragões governam. Ensinou-me esta língua.
(AGOT, Daenerys VII)
Ocorre que a mulher morena parece ter bons conhecimentos sobre como tratar um ferimento:
A morena lavou o ferimento com vinagre fervido*. [...] Victarion dirigiu-se à morena enquanto ela enfaixava sua mão com* linho*. [...]*
(AFFC, O Pirata)
A mulher morena estava enfaixando sua mão com linho limpo, enrolando a faixa seis vezes ao redor da palma, quando Aguado Pyke apareceu [...].
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Em verdade, o tratamento que a mulher morena vinha aplicando a Victarion era justamente o que o meistre aplicava após punção dos ferimentos:
Sangue era bom. Victarion grunhiu em aprovação. Sentou-se firme enquanto o meistre secava, apertava e limpava o pus, com quadrados de tecido macio fervidos em vinagre*. Quando terminou, a água limpa na bacia tinha se tornado uma sopa espumante. A visão por si só podia fazer qualquer homem enjoar.*
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
A mulher morena até demonstrou ter mais intimidade com este tipo de ferimentos do que o próprio meistre Kerwin. O rosado meistre não é referência de estômago forte, claro, mas a reação de nojo da mulher morena é tão econômica, que parece apontar para certa prática no assunto:
O pus que irrompeu era grosso e amarelo como leite azedo. A mulher morena torceu o nariz para o cheiro, o meistre segurou a ânsia de vômito e até Victarion sentiu seu estômago revirar.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Por outro lado, apesar de ficar parecendo pela passagem abaixo que Victarion também poderia conhecer estes procedimentos (o que não seria impossível, já que o Cão de Caça demonstrou conhece-los também quando estava com Arya), eu acredito que Victarion simplesmente está com a memória ruim, pois quem lavou primeiro o ferimento foi a mulher morena (vide citação acima):
Um arranhão de um gatinho, Victarion disse para si mesmo, depois. Lavara o corte, despejara um pouco de vinagre fervido sobre ele, enfaixara-o e deixou de pensar naquilo, acreditando que a dor diminuiria e a mão se curaria com o tempo. Em vez disso, a ferida tinha infeccionado, até que Victarion começou a se perguntar se a lâmina de Serry estava envenenada. Por que mais a ferida se recusaria a sarar?
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
De fato, como o procedimento está correto e a medicina westerosi é mais avançada do que a medieval, muitos leitores se teorizam que a mulher morena poderia estar de alguma forma envenenando Victarion, ou ao menos matando-o devagar ao fazer algo para não permitir a cicatrização do corte.
Há até mesmo uma passagem em que vimos que o único procedimento sugerido pelo meistre que não é adotado pela mulher morena é tentar drenar o ferimento em local aberto:
O meistre sugerira que o ferimento seria mais bem drenado no convés, no ar fresco e à luz do sol, mas Victarion proibira. Aquilo não era algo que sua tripulação pudesse ver. Estavam a meio mundo de casa, longe demais para deixá-los ver seu capitão de ferro começar a enferrujar.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Caso ela realmente estivesse piorando a condição de Victarion, evitar o convés seria uma atitude compatível. O problema é descobrir com que finalidade ela estaria fazendo isso. O que nos leva ao próximo e principal item desta lista
· Reconhece Moqorro como perigoso
A reação explosiva da mulher morena ao ver Moqorro parece significar que ela o acha perigoso. Mas perigoso como? Para quem? Bem, a resposta depende de saber quem realmente é a mulher morena e quais seus propósitos.
Aqueles que acham que ela está sendo possuída magicamente ou servindo de olhos e ouvidos para poderes de clarividência e clariaudiência, seja por parte de Euron ou dos Warlocks, pensam que estes sabem que Moqorro põe seus planos em riscos, pois os poderes do sacerdote vermelho permitem saber que a mulher morena é uma marionente.
Já aqueles que acreditam que a mulher morena está envenenando ou adoecendo Victarion pensam que a reação dela se deu em decorrência de que ela sabe dos poderes “curativos” do sacerdote e que todo o trabalho que ela está tendo será perdido no momento em que Moqorro entrar em ação.
E há aqueles que acreditam que a mulher morena sabe que Moqorro não está ali para curar Victarion, mas sim para trazer um sofrimento ainda maior. Nesta hipótese a mulher morena estaria tentando avisar Victarion sobre o perigo que Moqorro representa, mas não tem como expressar isso devido à mudez e à personalidade tosca de Victarion.
Porém, todos concordam em um ponto: a mulher reconheceu Moqorro. A pergunta não deveria ser “que tipo de perigo ela acha que Moqorro representa”. Isso acho dificílimo de adivinhar. Mas parece um pouco mais factível se especular sobre “de onde ela conhece Moqorro ou alguém como Moqorro”.
Para isso precisamos listar as características visíveis sobre Moqorro. Aquelas que fariam alguém entender quem ele é logo à primeira vista:
  1. Porte físico impressionante
  2. Cor de pele singular
  3. Tatuagens de chamas no rosto
Quanto ao porte físico, duvido que isso faça alguma diferença para a mulher morena, haja vista que há homens como Andrik, o Sério entre os homens de ferro.
A cor de pele da pele de Moqorro pode gerar duas reações. Uma demonstração simples de racismo, como ocorreu com os primeiros Ghiscari a chegarem às Ilhas do Verão (TWOIAF, As Ilhas do Verão). Ou a cor pode realmente vir de algo que lembre “um homem que foi tostado nas chamas até que sua carne carbonizou e caiu soltando fumaça de seus ossos”.
Nesse último caso, a cor da pele de Moqorro denunciaria algum grau avançado de poder místico. O fato de a mulher morena ter percebido isto induz a pensa que ela pode ter tido algum encontro com este tipo de pessoa no passado. Um encontro traumático, claro.
Por fim, se forem as tatuagens, simplesmente a mulher morena tem algo contra sacerdotes de R’hllor.
A parte interessante é que Moqorro não mostra interesse algum na mulher. Mas Moqorro não mostra interesse algum em ninguém, nem mesmo os tripulantes que pediram que Victarion o matasse.
Os homens de Euron são compostos de “mudos e mestiços”. Isso quer dizer que os mestiços não são necessariamente mudos. Vimos, inclusive, que um dos filhos bastardos mestiços de Euron fala. Portanto, cortar a língua da mulher morena foi uma atitude deliberada de Euron. Ou ela era parte da tripulação como os demais mudos?
Por outro lado, diante de tantas possibilidades de origens estrangeiras para a mulher, fica a pergunta: ela fala a língua comum? Sequer entende o que Victarion está falando?

Propósito e futuro

Se a mulher é uma espiã de Euron, então Euron está fazendo uma farta colheita. Mas de que serve toda esta informação agora? Será útil a Euron ou aos Warlocks no futuro saber que Moqorro está com Daenerys? Ou as notícias de que Daenerys está morta já podem ser suficientes?
Em suma, que futuro existirá para a mulher morena se tantas pessoas apostam na morte de Victarion? O próprio Victarion pensa em fazê-la de camareira:
– Ela será minha esposa, e você será minha camareira. – Uma camareira sem língua nunca deixaria escapar nenhum segredo.
Ele poderia ter dito mais, mas foi então que o meistre chegou, batendo na porta da cabine, tímido como um rato.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Há também a possibilidade de que ela carregue um filho de Euron em si. Afinal, o próprio VIctarion suspeita de que Euron já havia se deitado com a mulher antes de passa-la a ele.
Por terminar as especulações sem spoilers, seria a mulher morena uma feiticeira com poderes próprios e um objetivo claro em Meereen?

Especulações com spoilers de Ventos do Inverno

O capítulo de Victarion em Ventos do Inverno não é completo. Ele termina com algumas notas sem transcrição literal dos eventos:
❖ A mulher morena sangra o braço de Victarion em uma bacia. Victarion esfrega o sangue no berrante, murmurando suavemente para ele “​Meu berrante… dragões…”;
❖ Victarion masturba a mulher morena, não há penetração. Ele pensa que não gosta de transar antes da batalha;
❖ A mulher morena o ajuda a colocar a armadura, ele faz um discurso vibrante para a tripulação, e eles velejam em direção a Meereen.
(TWOW, Victarion)
Como a mulher morena é citada em todas as notas finasi, algumas perguntas ficam no ar:
Se Euron ou os Warlocks estão assistindo VIctarion reinvindicar o berrante via mulher morena, eles teriam algo preparado para fazer caso isso acontecesse? Fazia parte dos planos?
Qual é a importância de Victarion masturbar a mulher morena? Teria alguma relação com o braço que ele usa para fazer isso? Victarion usaria seu braço fumacento para fazer algo do tipo? Por que diabos ele faria algo do tipo?
A mulher morena fica para trás no navio quando os nascidos no ferro descem para atacar Meereen. Ela pode sabotar alguma parte dos planos? Teria alguma relação com o Atador de Dragões?
submitted by altovaliriano to Valiria [link] [comments]


2020.02.05 16:52 Heterostory ¿Qué es lo que quiero en mi vida sexual?

Hola, soy un chavo de 26 años, recien cumplidos. Estoy casado con un excelente esposa y estamos esperando un bebé. Para iniciar mis preguntas y puedan apoyarme con sus experiencias y cómo han resuelto esto en sus vidas, les platicaré unos aspectos importantes en mi vida...
.- Mi padre de sangre me rechazo al saber que mi madre estaba embarazada de mi. Me parezco tanto a él que una vez facebock me relaciono con su perfil en el etiquetado.
.- Crecí con un padre que nos adopto a mi hermano y a mi.
.- Mi hermano crecio odiandome porque el no tenia el apellido de nuestro padre adoptivo y yo si.
.-La religión Cristiana recibio a mis padres y mi padre dejo de golpearme y ser duro conmigo.
.- Yo lloraba por todo y a mis 7 años me iba mal en la primaria, por lo que decidieron cambiarme de primaria terminando mi 2do año de primaria.
.- En tercero de primaria ya estaba aplicandome en la escuela y estaba sobresaliendo un poco en matematicas.
.- Mi maestro de matematicas abusó sexualmente de mi aprovechandoce de mi vulnerabilidad y de la gran confianza de mis padres hacia los maestros y que yo debia aprender de la vida y dejar de llorar por todo.
.- Mi maestro de matematicas invitó a otros 2 maestros a que me violaran. Esto durante mas de 3 meses en distintas ocasiones... Redactare en otro post este tema...
.- Mi hermano tambien abusaba de mi de forma indirecta haciendome tocamientos y humillandome sexualmente, el mayor que yo por 3 años. ya lo perdoné pero sigue grabado en mi memoria.
.-Para cuando cumpli 14 años experimente por "primera vez" mi sexualidad cuando mi primo me obligo a que lo penetrara por el ano despues de chantajearme con decirle a mi madre que me masturbaba en la regadera. No fue nada placentero ni me gustó hacerlo.
.- Por medio de una aplicacion de citas, contacté a un niño, mayor que yo en ese entonces para yo darle por el culo, nos citamos en el monte y termine dandole... no se sintio nada placentero ni me agradó en lo absoluto.
.- Para mis 16 años mi madre me pregunta si yo soy Gay, a lo que yo le respondo que no... ella me dice que su sueño en la vida es verme casado, con hijos una esposa y verme prosperar con mi patrimonio, que ser gay no es normal y que dios no estaria de acuerdo con ello porque el ano no fue hecho para eso... pero que si fuera asi ella me aceptaria, pero debia decírselo en ese momento. Le repeti que no soy gay.
.- Para cuando cumpli 17 busque a un señor que me enseñara a tener relaciones sexuales, el me cojio por primera vez (yo buscandolo) y me lo coji tambien en varias ocasiones... en ese entonces mi placer solo era momentaneo, no lo disfrutaba y tenia mas miedo que placer.
.- Segui en la busqueda de mi satisfaccion cuando tenia los 18 hasta los 22, en ese entonces solo habia tenido sexo con hombres y casi siempre como activo. Mi momentos variaban de entre una hora o 3 horas sin parar, pero solo terminaba si yo me masturbaba.
.-Conoci a un chavo, estudiante en la universidad, por medio de otros que ya habia conocido, en ese entonces mantenia muchas relaciones sexuales con diferentes personas. si es que 3 veces a la semana y 3 personas distintas en esas mismas. El chavo del cual hablo me dio pie a que podia yo ser gay, pero dentro de mi yo decia que era heterosexual, solo que estaba experimentando.
.- Luego, conoci en el 2014 a una chava, yo le correspondi a sus afectos e intenciones de formalizar una relacion estable y duradera. Mantuve relaciones sexuales con ella durante mas de un año 5 meses sin buscar a nadie mas fiel 100%. Despues me entere que ella buscaba en conversaciones a quien le habia quitado su virginidad, un señor, poco mayor que ella, ya casado y con hijos. Su esposa fue quien me advirtio que habia conversaciones fuertes con imagenes de ellos desnudos y que ella era quien le insistia que se vieran. La enfrente y lo nego, nos separamos por un mes.
.- Durante ese mes en mi mente volvio la idea de querer satisfacerme y busque por medio de una app de citas y resulto que me encontre con un compañero de clases de ella. Mi esposa en ese entonces mi novia y yo esudiamos la misma carrera. Con este chavo solo fue platica y una supuesta videollamada que nunca se efectuo. pero quedo grabado en las conversacion de skype.
.- Regreso con mi novia, ella me insiste en volver y la perdono. pero con los meses ella encuentra mi conversacion de facebook y de skype y las conecta y me reclama por haber buscado a alguien cuando nos separamos y que era un hombre. Le explique que tenia la curiosidad de experimentar algo, pero que no se dio y lo acepto. Para ella yo le habia contado que era un don juan con las mujeres y me la pasaba cojiendo con muchas pero no me satisfacian.
.-Con el tiempo, ella seguia revisando mis mensajes y yo le era fiel, pero quise molestarla y finji una conversacion que se subio de tono en el momento que mi amigo mando imagenes de un chavo y un pene enorme, muy real para creer que se habia tomado una foto casera. Mi en ese momento novia (si, la misma) vio mi conversacion mientras yo me bañaba... muy rapida para ser verdad... y me encaro... le repeti que me gustaria experimentar que era curiosidad y que ella entenderia el porque mi inquietud de buscar algo asi (ya le habia platicado que mis maestros me habian violado de niño, solo esa parte de la historia) ella lo entendio y me hizo prometer que jamas la engañaria, lo le prometi que nunca la engañaria con ninguna mujer. Aqui ya viviamos juntos, llevabamos 3 años de novios y un año de union libre.
.-Pasa un poco mas el tiempo, ya a los 5 años de relacion (2 de vivir juntos) y le pido matrimonio. Yo me sentia muy feliz con ella a mi lado y sentia que ella me apoyaba en cada aspecto de mi vida.
.- Deje de buscar sexo, por mas de 8 meses, pero algo en mi me desperto la hormona y volvi a buscar a un tipo por medio de un aplicacion, le conte una parte de mi historia y el me dijo que me entendia y que podia ayudarme. Me ofrecio que podia ser un poco rudo conmigo en el sexo y que con eso yo iba a liberarme.
.- Este tipo, ya estando en su departamento, me inyecto la droga llamada cristal en el ano y con la euforia yo dije muchas cosas que no olvidare jamas... entre ellas me di cuenta que no amaba a mi prometida, que solo estaba con ella por las apariencias y que no era feliz realmente. Este tipo me metio el pene de forma violenta que me hizo sangrar y doler muchisimo .. esa noche no volvi a casa, tenia marcas de una tabla marcada en mi nalga, marcas de un cinturon, estaba jadeando y sudando como loco y sobre todo me dolia mucho mi cuerpo, me habia humillado de una forma muy fuerte y tenia marcas del piso en mis puños, rodillas y en general todo mi cuerpo estaba marcado. Mi piel es clara asi que era muy notorio que algo habia pasado. Jueves en la noche paso todo esto
.- El viernes llegue al trabajo y finji que alguien me habia tirado por unas escaleras, todos me creyeron y me crei ya historia.
.- Regrese al departamento de este chavo y me volvio a maltratar de la misma forma otra vez, pero me negue y me resisti a la droga y me dijo que solo funcionaria si me drogaba asi que decidi volver a casa.
.-Ya en casa nadie noto mis marcas, por suerte mi piel sana rapido. Sino que hasta el sabado en la noche le pido a mi prometida que me compre una pomada para las hemorroides, me dolia de una forma tan fuerte que no podia caminar. Ella me obligo a mostrarle mi ano y se asusto de la forma en que estaba maltratado.
.-El domingo resuto que termine convenciendome de ir a consultar por que queria analgesicos, me operaron y termine internado por 2 semanas.
.-Termino mi recuperacion de un mes sin nada de sexo y vuelvo al trabajo.
.- Un viejo conocido con el cual nunca tuve sexo anteriormente, me contacta y accedo a verle, le di oral y el a mi y me gusto el trato amable de un hombre.
.-Al dia siguiente tuve sexo intenso con mi prometida y me gusto tanto que me senti realmente enamorado de ella y decidi que deberiamos casarnos sin lujos, que fuera por amor y no apariencias.
.-Planeamos comprar una casa, para comprar la casa que nos gusto ocupabamos casarnos. Nos casamos en una boda express por el civil.
.-Mi ahora esposa, me dice que estamos embarazados y me cae la noticia feliz y triste a la vez, yo presintiendo que es niño recuerdo lo infeliz que fui de niño y me sumerjo en un mar de anecdotas.
.-Busco la comprension de un adulto que me aconseje, pero con este terminamos teniendo sexo y resulta ser un pedofilo que quiere le presente a mi hijo para ir moldeandolo a su gusto y placer...
.-Me alejo de este señor, pero me sigue atrayendo su imagen... se parece tanto a mi maestro de matematicas...
.-Busco refugio a mis emociones en alguien de mi edad y resulta que tambien terminamos teniendo sexo fuerte pero muy emocional...( con fuerte me refiero a no tan lento a como lo hice con el señor, les recuerdo que me operaron el ano ya 8 meses atras)
.- Tenemos tantos ideales en comun este chavo y yo que termina atrayendome tanto, su voz me hace sonreir, platicar con el me hace suspirar, me siento relajado y tranquilo a su lado, siento que todo es posible y que realmente puedo ser feliz.
.- Regreso a casa y mi esposa me espera (aun embarazada, ya 5 meses) y se me acurruca y me dice que se habia preocupado por mi la noche anterior que no llegue a casa por estar con mis amigos, resulta que mi cuñada la asusto llegando golpeada a casa y mi esposa creyo que yo llegaria igual o peor por tratarse de una fiesta... Yo llegue peor, porque en mi mente ahora se nublaba con la idea de que queria el divorcio para estar con ese chavo que me hacia suspirar.
.-Pero mi esposa saca un as de la manga y me propone que me puede estimular, porque encontro un pequeño dildo que tenia para rehabilitacion por la cirugia y ella entendio completamente mi situacion. Le prospuse que yo trambien le compraria uno del tamaño de mi pene o menor para que se sintiera comoda cuando yo no estuviera y acepto (aun no los compramos).
.- La idea de que tengo a una esposa que me ha comprendido en cada etapa, que esta a mi lado, que va a ser la madre de mi hijo, que me ama de una forma tan apasionada me hace entender que yo a ella tambien la amo, porque le correspondo de muchas maneras. Solo que sexualmente estoy inseguro. No habia sentido un sentimiento hacia nadie como el que senti por ese chavo y por mi esposa anteriormente. Y me doy cuenta que es muy probable sea gay o bisexual, por mi historia, pero me siento hetero porque amo a mi esposa y la idea de no separarme de ella me hace feliz.
.- Con este chavo que me enamore de una forma fugaz, le indico que si tuviera que dejar a alguien seria a el, ya que aun no estoy seguro con mis sentimientos... y el me entiende, pero regresa al tema de querer tener sexo porque le gusto mucho... ahi entiendo que fisicamente soy atractivo, pero que nadie se ha interesado por lo que digo o pienso ni por lo que yo creo que es corrrecto mas que mi esposa.
.-Ahora estoy confundido porque apesar de haber alejado a este chavo, sigo enamorado de el, pero a la vez enamorado de mi esposa y enormemente entiernecido por mi hijo que aun viene en camino.
.- No me siento haber sido infiel antes de este chavo, con el realmente me siento culpable porque le correspondi en mente y alma a dos personas cuando siempre, atras, solo era sexo.
.- Entre las platicas que tuve con el, me hizo que me preguntara ¿Qué decisión debo tomar para ser realmente feliz?.
.- Decidi seguir con mi esposa y mi familia, el rumbo que llevo hasta el momento, pero sé que dentro de mi seguire buscando el placer de estar con un hombre y que me trate de una forma entre salvaje y dulce.
.- Con mi esposa el sexo es muy rutinario y hasta tedioso, solo una postura, si se pone interesante son dos. El sexo oral no es para nada bueno, y cuando me masturba siento que lo hace de forma brusca pero sin tacto hasta llegar a molestar. Con un hombre, me gusta que me hagan sexo oral, siento un gran placer, cuando soy activo siento que puedo ser tan rudo o suave como a mi me plazca y siento que el otro se revuelca de placer por mi. cuando penetro a mi esposa ella se pone muy caliente y le encanta mucho, pero si quiero ser mas rudo me pide que pare y solo es en una posicion, la del misionero. por lo cual me cansa la monotonia y termina por quitarme la calentura. Cuando me penetrar, siento que no hay nada mejor en el mundo (hablado de sexo), que con un movimiento certero que haga el otro puedo alcanzar el climax, pero igual, en ambos casos, con hombre o con mujer casi siempre termino masturbandome porque duro mucho o porque el otro o ella ya se cansaron.
.-Mi placer sexual llega al punto en que quisiera que ella fuese mas abierta a experimentar el placer sexual, a como un hombre me hace sentir. Y con un hombre siento que le falta el sentimiento que a mi me gustaria en la relacion.
.- Estoy realmente confundido porque siento que si pido que mi esposa me penetre la podria perder, pero si no lo hago siento que igual la podria perder si me encuentra que sigo buscando sexo con un hombre
submitted by Heterostory to NoStupidQuestions [link] [comments]


2020.02.05 01:00 Heterostory ¿Qué es lo que quiero en mi vida sexual?

Hola, soy un chavo de 26 años, recien cumplidos. Estoy casado con un excelente esposa y estamos esperando un bebé. Para iniciar mis preguntas y puedan apoyarme con sus experiencias y cómo han resuelto esto en sus vidas, les platicaré unos aspectos importantes en mi vida...
.- Mi padre de sangre me rechazo al saber que mi madre estaba embarazada de mi. Me parezco tanto a él que una vez facebock me relaciono con su perfil en el etiquetado.
.- Crecí con un padre que nos adopto a mi hermano y a mi.
.- Mi hermano crecio odiandome porque el no tenia el apellido de nuestro padre adoptivo y yo si.
.-La religión Cristiana recibio a mis padres y mi padre dejo de golpearme y ser duro conmigo.
.- Yo lloraba por todo y a mis 7 años me iba mal en la primaria, por lo que decidieron cambiarme de primaria terminando mi 2do año de primaria.
.- En tercero de primaria ya estaba aplicandome en la escuela y estaba sobresaliendo un poco en matematicas.
.- Mi maestro de matematicas abusó sexualmente de mi aprovechandoce de mi vulnerabilidad y de la gran confianza de mis padres hacia los maestros y que yo debia aprender de la vida y dejar de llorar por todo.
.- Mi maestro de matematicas invitó a otros 2 maestros a que me violaran. Esto durante mas de 3 meses en distintas ocasiones... Redactare en otro post este tema...
.- Mi hermano tambien abusaba de mi de forma indirecta haciendome tocamientos y humillandome sexualmente, el mayor que yo por 3 años. ya lo perdoné pero sigue grabado en mi memoria.
.-Para cuando cumpli 14 años experimente por "primera vez" mi sexualidad cuando mi primo me obligo a que lo penetrara por el ano despues de chantajearme con decirle a mi madre que me masturbaba en la regadera. No fue nada placentero ni me gustó hacerlo.
.- Por medio de una aplicacion de citas, contacté a un niño, mayor que yo en ese entonces para yo darle por el culo, nos citamos en el monte y termine dandole... no se sintio nada placentero ni me agradó en lo absoluto.
.- Para mis 16 años mi madre me pregunta si yo soy Gay, a lo que yo le respondo que no... ella me dice que su sueño en la vida es verme casado, con hijos una esposa y verme prosperar con mi patrimonio, que ser gay no es normal y que dios no estaria de acuerdo con ello porque el ano no fue hecho para eso... pero que si fuera asi ella me aceptaria, pero debia decírselo en ese momento. Le repeti que no soy gay.
.- Para cuando cumpli 17 busque a un señor que me enseñara a tener relaciones sexuales, el me cojio por primera vez (yo buscandolo) y me lo coji tambien en varias ocasiones... en ese entonces mi placer solo era momentaneo, no lo disfrutaba y tenia mas miedo que placer.
.- Segui en la busqueda de mi satisfaccion cuando tenia los 18 hasta los 22, en ese entonces solo habia tenido sexo con hombres y casi siempre como activo. Mi momentos variaban de entre una hora o 3 horas sin parar, pero solo terminaba si yo me masturbaba.
.-Conoci a un chavo, estudiante en la universidad, por medio de otros que ya habia conocido, en ese entonces mantenia muchas relaciones sexuales con diferentes personas. si es que 3 veces a la semana y 3 personas distintas en esas mismas. El chavo del cual hablo me dio pie a que podia yo ser gay, pero dentro de mi yo decia que era heterosexual, solo que estaba experimentando.
.- Luego, conoci en el 2014 a una chava, yo le correspondi a sus afectos e intenciones de formalizar una relacion estable y duradera. Mantuve relaciones sexuales con ella durante mas de un año 5 meses sin buscar a nadie mas fiel 100%. Despues me entere que ella buscaba en conversaciones a quien le habia quitado su virginidad, un señor, poco mayor que ella, ya casado y con hijos. Su esposa fue quien me advirtio que habia conversaciones fuertes con imagenes de ellos desnudos y que ella era quien le insistia que se vieran. La enfrente y lo nego, nos separamos por un mes.
.- Durante ese mes en mi mente volvio la idea de querer satisfacerme y busque por medio de una app de citas y resulto que me encontre con un compañero de clases de ella. Mi esposa en ese entonces mi novia y yo esudiamos la misma carrera. Con este chavo solo fue platica y una supuesta videollamada que nunca se efectuo. pero quedo grabado en las conversacion de skype.
.- Regreso con mi novia, ella me insiste en volver y la perdono. pero con los meses ella encuentra mi conversacion de facebook y de skype y las conecta y me reclama por haber buscado a alguien cuando nos separamos y que era un hombre. Le explique que tenia la curiosidad de experimentar algo, pero que no se dio y lo acepto. Para ella yo le habia contado que era un don juan con las mujeres y me la pasaba cojiendo con muchas pero no me satisfacian.
.-Con el tiempo, ella seguia revisando mis mensajes y yo le era fiel, pero quise molestarla y finji una conversacion que se subio de tono en el momento que mi amigo mando imagenes de un chavo y un pene enorme, muy real para creer que se habia tomado una foto casera. Mi en ese momento novia (si, la misma) vio mi conversacion mientras yo me bañaba... muy rapida para ser verdad... y me encaro... le repeti que me gustaria experimentar que era curiosidad y que ella entenderia el porque mi inquietud de buscar algo asi (ya le habia platicado que mis maestros me habian violado de niño, solo esa parte de la historia) ella lo entendio y me hizo prometer que jamas la engañaria, lo le prometi que nunca la engañaria con ninguna mujer. Aqui ya viviamos juntos, llevabamos 3 años de novios y un año de union libre.
.-Pasa un poco mas el tiempo, ya a los 5 años de relacion (2 de vivir juntos) y le pido matrimonio. Yo me sentia muy feliz con ella a mi lado y sentia que ella me apoyaba en cada aspecto de mi vida.
.- Deje de buscar sexo, por mas de 8 meses, pero algo en mi me desperto la hormona y volvi a buscar a un tipo por medio de un aplicacion, le conte una parte de mi historia y el me dijo que me entendia y que podia ayudarme. Me ofrecio que podia ser un poco rudo conmigo en el sexo y que con eso yo iba a liberarme.
.- Este tipo, ya estando en su departamento, me inyecto la droga llamada cristal en el ano y con la euforia yo dije muchas cosas que no olvidare jamas... entre ellas me di cuenta que no amaba a mi prometida, que solo estaba con ella por las apariencias y que no era feliz realmente. Este tipo me metio el pene de forma violenta que me hizo sangrar y doler muchisimo .. esa noche no volvi a casa, tenia marcas de una tabla marcada en mi nalga, marcas de un cinturon, estaba jadeando y sudando como loco y sobre todo me dolia mucho mi cuerpo, me habia humillado de una forma muy fuerte y tenia marcas del piso en mis puños, rodillas y en general todo mi cuerpo estaba marcado. Mi piel es clara asi que era muy notorio que algo habia pasado. Jueves en la noche paso todo esto
.- El viernes llegue al trabajo y finji que alguien me habia tirado por unas escaleras, todos me creyeron y me crei ya historia.
.- Regrese al departamento de este chavo y me volvio a maltratar de la misma forma otra vez, pero me negue y me resisti a la droga y me dijo que solo funcionaria si me drogaba asi que decidi volver a casa.
.-Ya en casa nadie noto mis marcas, por suerte mi piel sana rapido. Sino que hasta el sabado en la noche le pido a mi prometida que me compre una pomada para las hemorroides, me dolia de una forma tan fuerte que no podia caminar. Ella me obligo a mostrarle mi ano y se asusto de la forma en que estaba maltratado.
.-El domingo resuto que termine convenciendome de ir a consultar por que queria analgesicos, me operaron y termine internado por 2 semanas.
.-Termino mi recuperacion de un mes sin nada de sexo y vuelvo al trabajo.
.- Un viejo conocido con el cual nunca tuve sexo anteriormente, me contacta y accedo a verle, le di oral y el a mi y me gusto el trato amable de un hombre.
.-Al dia siguiente tuve sexo intenso con mi prometida y me gusto tanto que me senti realmente enamorado de ella y decidi que deberiamos casarnos sin lujos, que fuera por amor y no apariencias.
.-Planeamos comprar una casa, para comprar la casa que nos gusto ocupabamos casarnos. Nos casamos en una boda express por el civil.
.-Mi ahora esposa, me dice que estamos embarazados y me cae la noticia feliz y triste a la vez, yo presintiendo que es niño recuerdo lo infeliz que fui de niño y me sumerjo en un mar de anecdotas.
.-Busco la comprension de un adulto que me aconseje, pero con este terminamos teniendo sexo y resulta ser un pedofilo que quiere le presente a mi hijo para ir moldeandolo a su gusto y placer...
.-Me alejo de este señor, pero me sigue atrayendo su imagen... se parece tanto a mi maestro de matematicas...
.-Busco refugio a mis emociones en alguien de mi edad y resulta que tambien terminamos teniendo sexo fuerte pero muy emocional...( con fuerte me refiero a no tan lento a como lo hice con el señor, les recuerdo que me operaron el ano ya 8 meses atras)
.- Tenemos tantos ideales en comun este chavo y yo que termina atrayendome tanto, su voz me hace sonreir, platicar con el me hace suspirar, me siento relajado y tranquilo a su lado, siento que todo es posible y que realmente puedo ser feliz.
.- Regreso a casa y mi esposa me espera (aun embarazada, ya 5 meses) y se me acurruca y me dice que se habia preocupado por mi la noche anterior que no llegue a casa por estar con mis amigos, resulta que mi cuñada la asusto llegando golpeada a casa y mi esposa creyo que yo llegaria igual o peor por tratarse de una fiesta... Yo llegue peor, porque en mi mente ahora se nublaba con la idea de que queria el divorcio para estar con ese chavo que me hacia suspirar.
.-Pero mi esposa saca un as de la manga y me propone que me puede estimular, porque encontro un pequeño dildo que tenia para rehabilitacion por la cirugia y ella entendio completamente mi situacion. Le prospuse que yo trambien le compraria uno del tamaño de mi pene o menor para que se sintiera comoda cuando yo no estuviera y acepto (aun no los compramos).
.- La idea de que tengo a una esposa que me ha comprendido en cada etapa, que esta a mi lado, que va a ser la madre de mi hijo, que me ama de una forma tan apasionada me hace entender que yo a ella tambien la amo, porque le correspondo de muchas maneras. Solo que sexualmente estoy inseguro. No habia sentido un sentimiento hacia nadie como el que senti por ese chavo y por mi esposa anteriormente. Y me doy cuenta que es muy probable sea gay o bisexual, por mi historia, pero me siento hetero porque amo a mi esposa y la idea de no separarme de ella me hace feliz.
.- Con este chavo que me enamore de una forma fugaz, le indico que si tuviera que dejar a alguien seria a el, ya que aun no estoy seguro con mis sentimientos... y el me entiende, pero regresa al tema de querer tener sexo porque le gusto mucho... ahi entiendo que fisicamente soy atractivo, pero que nadie se ha interesado por lo que digo o pienso ni por lo que yo creo que es corrrecto mas que mi esposa.
.-Ahora estoy confundido porque apesar de haber alejado a este chavo, sigo enamorado de el, pero a la vez enamorado de mi esposa y enormemente entiernecido por mi hijo que aun viene en camino.
.- No me siento haber sido infiel antes de este chavo, con el realmente me siento culpable porque le correspondi en mente y alma a dos personas cuando siempre, atras, solo era sexo.
.- Entre las platicas que tuve con el, me hizo que me preguntara ¿Qué decisión debo tomar para ser realmente feliz?.
.- Decidi seguir con mi esposa y mi familia, el rumbo que llevo hasta el momento, pero sé que dentro de mi seguire buscando el placer de estar con un hombre y que me trate de una forma entre salvaje y dulce.
.- Con mi esposa el sexo es muy rutinario y hasta tedioso, solo una postura, si se pone interesante son dos. El sexo oral no es para nada bueno, y cuando me masturba siento que lo hace de forma brusca pero sin tacto hasta llegar a molestar. Con un hombre, me gusta que me hagan sexo oral, siento un gran placer, cuando soy activo siento que puedo ser tan rudo o suave como a mi me plazca y siento que el otro se revuelca de placer por mi. cuando penetro a mi esposa ella se pone muy caliente y le encanta mucho, pero si quiero ser mas rudo me pide que pare y solo es en una posicion, la del misionero. por lo cual me cansa la monotonia y termina por quitarme la calentura. Cuando me penetrar, siento que no hay nada mejor en el mundo (hablado de sexo), que con un movimiento certero que haga el otro puedo alcanzar el climax, pero igual, en ambos casos, con hombre o con mujer casi siempre termino masturbandome porque duro mucho o porque el otro o ella ya se cansaron.
.-Mi placer sexual llega al punto en que quisiera que ella fuese mas abierta a experimentar el placer sexual, a como un hombre me hace sentir. Y con un hombre siento que le falta el sentimiento que a mi me gustaria en la relacion.
.- Estoy realmente confundido porque siento que si pido que mi esposa me penetre la podria perder, pero si no lo hago siento que igual la podria perder si me encuentra que sigo buscando sexo con un hombre
submitted by Heterostory to sexualhealth [link] [comments]


2020.01.20 03:58 altovaliriano Arya Stark

Mais uma vez o “sábado de personagens” deslocado para o domingo. E mesmo assim atrasa...
Hoje, Arya Stark é a personagem da semana.
Arya é literalmente a filha do meio de Catelyn e Eddard. A terceira de cinco. A segunda do sexo feminino. Mas é a única criança de Catelyn que se parece com uma Stark. Esta constatação, isoladamente, já revela como Arya se diferencia de seus irmãos.
Porém, o caso de Arya vai mais além. Ela herdou o espírito selvagem da família de Eddard, sendo especialmente parecida com sua falecida tia Lyanna. Talvez por isso que Ned tenha tanta tolerância com Arya e seus ímpetos aventureiros e inclinações marciais. De todo modo, Ned não poderia alegar desconhecer que sua filha não aceita exercer os papéis que são relegados às mulheres nos Sete Reinos:
– E eu posso ser conselheira do rei, construir castelos ou me tornar Alta Septã?
– Você – disse Ned, dando-lhe um suave beijo na testa – casará com um rei e governará seu castelo, e seus filhos serão cavaleiros, príncipes e senhores e, sim, talvez mesmo um Alto Septão.
Arya fez uma careta.
– Não – ela protestou –, esta é a Sansa – dobrou a perna direita e voltou aos exercícios deequilíbrio. Ned suspirou e a deixou ali.
(AGOT, Eddard V)
A natureza diferenciada de Arya, porém, tem seus custos. E o principal custo é sua convivência com sua irmã Sansa. Martin chegou a declarar (vide seção abaixo) que Arya foi criada primeiro, mas que a personagem estava muito bem relacionada com os demais irmãos. Assim, ele sentiu que era necessário criar Sansa para atazana-la.
De fato, o papel de Sansa e Jeyne Poole é apenas o de ridicularizar Arya e fazer com que ela frequentemente sentisse que não tinha competência para desempenhar os papéis que eram esperados dela como mulher. Ao longo dos livros, estes sentimentos parecem não se alterar. De modo que fica cada vez mais evidente que o afeto que as irmãs nutrem uma pela outra é, no máximo, distante:
Sansa era educada demais para sorrir da desgraça da irmã, mas havia o sorriso afetado de Jeyne no seu lugar. (AGOT, Arya I)
Arya saíra ao senhor seu pai. Os cabelos eram de um castanho sem brilho, e o rosto, longo e solene. Jeyne costumava chamá-la Arya Cara de Cavalo, e relinchava sempre que ela se aproximava. (AGOT, Arya I)
Sansa sonhara em ter uma irmã como Margaery; bela e gentil, com todas as graças do mundo às suas ordens. Arya havia sido completamente insatisfatória no que tocava a ser irmã. (ASOS, Sansa II)
A Agulha era Robb, Bran e Rickon, a mãe e o pai, até Sansa. (AFFC, Arya II)
Dentre seus irmãos, Arya somente desfruta de um relacionamento próximo com seu “meio-irmão” Jon Snow. Não é coincidência que Jon seja outra pessoa por quem Sansa nutre um afeto distante. Arya e Jon dividem algumas características. Ambos não se adaptam bem à atual dinâmica familiar de Winterfell e são os parentes de Eddard que mais se assemelham a ele. Estas peculiaridades provavelmente foram as responsáveis por unir Jon e Arya.
Entretanto, muitos leitores enxergam mais do que isso. Há durante toda a saga diversos momentos em que os “meio-irmãos” pensam um no outro em contextos que sugerem inclinações românticas, ainda que platônicas.
GRRM afirma (vide seção abaixo) que tais indícios eram fortes no primeiro livro, quando ainda existia a idéia de tornar Jon e Arya um par romântico, mas que isso foi sumindo dos livros ao longo da saga. Tudo não poderia ser algum tipo de complexo fraterno.
Entretanto, não é o que se verifica nos livros seguintes. A última vez que Arya e Jon se viram foi no começo de A Guerra dos Tronos, mas eles ainda estão pensando carinhosamente um no outro mesmo nos mais recentes volumes da série:
Ygritte trotou para o lado de Jon enquanto este reduzia o passo do garrano. Ela dizia ser três anos mais velha do que ele, embora fosse quinze centímetros mais baixa; qualquer que fosse a sua idade, a garota era uma coisinha rija. Cobra das Pedras chamara-a de “esposa de lança” quando a tinham capturado no Passo dos Guinchos. Não era casada e sua arma favorita era um pequeno arco curvado feito de chifre e represeiro, mas “esposa de lança” ajustava-se a ela mesmo assim. Lembrava a Jon um pouco sua irmã, Arya*, embora esta fosse mais nova e provavelmente mais magra. Era difícil dizer se Ygritte era magra ou gorda, comtodas as*peles que usava.
(ASOS, Jon II)
Ela nunca se incomodara em ser bonita, mesmo quando era a estúpida Arya Stark. Apenas seu pai já lhe chamara daquilo. Ele, e Jon Snow, algumas vezes*. Sua mãe costumava dizer que ela poderia ser bonita se lavasse e escovasse o cabelo e tomasse mais cuidado com suas roupas, do jeito que a irmã fazia. Para a irmã, as amigas dela e todo o resto, ela fora apenas Ary a Cara de Cavalo. Mas estavam todos mortos agora, até mesmo Arya, todos menos seu meio-irmão Jon. Algumas noites, ela ouvia falarem dele nas tavernas e bordéis do Porto do Trapeiro. O Bastardo Negro da Muralha, os homens o chamavam.* Nem mesmo Jon teria reconhecido a Cega Beth, aposto. Aquilo a deixava triste*.*
(ADWD, A Garota Cega)
Em todo caso, qualquer que seja, foi este sentimento que moveu Jon Snow a abandonar seus votos e desertar a Patrulha. Assim, é algo que move Jon em direção à Arya e o leva a aceita-la da forma que ela é.
Tal qual Eddard, Jon não desdenha da aptidões de Arya. Ele foi, em verdade, o primeiro patrocinador delas, antes mesmo do pai. Ao presentar a “irmã” com Agulha, Jon semeou o terreno para que Eddard oferecesse a Arya um treinamento de dançarina da água. É notório que Eddard estava tentando desviar Arya de ambições maiores (como a cavalaria, por exemplo), mas a história de Agulha e o treinamento com a Syrio Forel forem responsáveis por plantar prenúncios frutíferos na história.
O primeiro foi tornar Braavos uma cidade com a qual Arya tinha uma ligeira familiaridade. Assim, quando ela tivesse que ir para lá, não parecesse um total tiro no escuro. A segunda é a frase que Jon Snow diz antes mesmo de presentar a irmã:
Quanto mais tempo ficar escondida, mais severa a penitência. Costurará durante todo o inverno. Quando chegar o degelo da primavera, encontrarão seu corpo ainda com uma agulha bem presa entre os dedos congelados.
(AGOT, Arya I)
Muitos leitores veem nesta frase um prenuncio de que Arya poderia morrer durante a Batalha pela Alvorada. Assim, caso se corpo fosse encontrado com a espada Agulha presa às suas mãos, saberíamos que as palavras inocente de Jon se provaram proféticas. Até mesmo poderia servir para que o corpo de Arya fosse identificado mesmo se ela estivesse com um rosto diferente.
Outro fato de nota que ocorreu a Arya antes de partir para Porto Real e todas as aventuras que se seguiram daí foi a adoção da loba gigante Nymeria. Ainda que soe natural que Arya daria um nome de uma mulher ousada para sua loba, a referência dornesa parece de alguma forma distante demais da realidade nortenha para que não haja algum significado nesta escolha... ou talvez seja apenas um detalhe de construção de mundo.
Qualquer que seja o caso, Nymeria e Arya foram separadas com pouco tempo de criação e adestramento. Este tempo,entretanto, foi suficiente para que o dom como troca-peles de Arya fosse despertado. O fato de que Nymeria conseguiu sobreviver ao ser forçada a fugir foi determinante para o desenvolvimento à distância das aptidões de Arya.
Plantadas estas idéias no leitor, Martin segue até o final de A Guerra dos Tronos fazendo com que Arya passe por horas de treinamento, ocasionalmente usando-a como espectadora de eventos inusitados, como o encontro entre Illyrio e Varys no subsolo da Fortaleza Vermelha. Um fato curioso deste encontro é que Arya observa bem a fisionomia de Illyrio, mas não a de Varys (que está disfarçado). Dessa forma, uma amiga me questionou se isso não seria um indício de que Arya poderia ter que acabar recusando uma missão da Casa do Preto e do Branco para matar Illyrio no futuro, pois o “conhece”. É uma questão a se pensar...
De toda forma, Arya presencia em mais vivacidade o massacre dos homens Stark no momento da prisão de seu pai, assim como está presente quando ele tem sua cabeça cortada. A fuga da Fortaleza Vermelha, inclusive, a provoca a matar uma pessoa pela primeira vez na vida: um cavalariço de sua idade que poderia denunciá-la.
Quando Yoren a extrai de Porto Real para leva-la ao Norte, Arya começa a ter que sobreviver em meio ao luto. Assim como Sansa, Arya é deixada em circunstância hostis. Durante os A Fúria dos Reis, ambas as garotas suportam muitos abusos e humilhações, mas ao menos Sansa pôde contar com relativo conforto. Da parte de Arya, ainda que ela desde pequena se sinta à vontade em meio à plebe, a jornada se prova particularmente árdua. Especialmente porque Arya se vê pela primeira vez vivendo sobre uma nova identidade.
Após a morte de Yoren, não demora para que o grupo de órfãos vire presa de Gregor Clegane e seu bando. Conforme se passam no cárcere, Arya começa a bolar sua famosa lista, com todas as pessoas que ela julga responsável por trazer sofrimento a ela e àqueles ao seu redor. O que é curioso é que, apesar de listar o Rei Joffrey entre os albos, a garota de 9 anos não tenha o discernimento de que sua lista somente mira em capangas e fantoches, mas esquece de vilões de verdade, como Tywin Lannister.
Essa falta de discernimento se repete quando Arya está em Harrenhal e Jaqen a oferece 3 mortes em troca das vidas que ela salvou do incêndio. Novamente, a garota Stark se limita a indicar nomes sem importância. Quando surge a ideia de nomear Tywin Lannister, sentimentos nacionalistas a fazem burlar a barganha de Jaqen para convencê-lo a ajudá-la na libertação dos prisioneiros nortenhos e dos homens Frey. Portanto, Arya não demonstra não empregar seu potencial assassino para grandes causas, atendo-se a pequenas vinganças e revanches.
Ainda assim, Jaqen entrega a Arya a moeda de ferro que mais tarde a levaria a Braavos para o treinamento junto aos homens sem rosto. O que causa curiosidade seria o motivo pelo qual Jaqen selecionou a menina. O perfil dela não combina com o da seita, como vemos ao longo de Festim dos Corvos e Dança dos Dragões. Sem falar que ele a presenciou fazendo uma barganha contra o próprio Jaqen.
Fora de Harrenhal, Arya acaba novamente sendo feita prisioneira alguns dias depois de partir. Mas dessa vez, é reconhecida e fica permanentemente na expectativa de ser levada a sua mãe, não importa se vendida ou simplesmente entregue. Mas o objetivo da viagem que Martin a impõe é conhecer os efeitos da guerra sobre as Terras Fluviais, sob o ponto de vista dos camponeses.
Antes que essa jornada termine, porém, duas coisas ocorrem: Arya é raptada por alguém em sua lista (Sandor Clegane) e Roose Bolton informa que encontrou Arya e vai enviá-la ao Norte.
Como GRRM gosta de lembrar as semelhanças entre Arya e Lyanna, não há como não enxergar em seu rapto ecos do rapto de sua tia por Rhaegar Targaryen. Talvez haja aqui algum paralelismo que estamos deixando de enxergar. Mas as distinções são bem claras. Sandor estava levando Arya de volta pra casa, enquanto Rhaegar estava levando Lyanna para longe do Norte. Um detalhe incidental nesta questão é que Sandor “morre” à beira do Tridente tal qual Rhaegar (ainda que este tenha morrido no vau rubi, local que Arya e Sandor evitaram).
Quanto ao segundo evento, a farsa de Jeyne Poole como a falsa Arya permitiria que a verdadeira se tornasse, de fato, ninguém. A intenção, claro, era fechar uma ponta para resgatar a história dali a 5 anos, quando Jeyne Poole já estivesse estabelecida como Arya. Neste futuro que nunca aconteceu, Arya haveria florescido, o que era a intenção de Martin. Ele sempre cita como as histórias dos adultos não tinha tempo para esperar que “Arya chegasse a puberdade”.
De fato, como Arya é comparada com Lyanna diversas vezes, seria de se esperar que a puberdade lhe avivasse a beleza selvagem e que já a víssemos em Braavos em estado avançado de seu treinamento. Se sabe que o primeiro capítulo de Arya em Os Ventos do Inverno foi escrito antes de Martin abandonar o salto de 5 anos, portanto, as circunstâncias que ela parece que vai viver agora aos 11 anos seriam aquelas que, originalmente, se pensava que ela viveria ao 16 anos (aproximadamente a mesma idade que Lyanna tinha quando morreu).
Porém, o caminho seguido em O Festim dos Corvos e A Dança dos Dragões foi acompanhar o treinamento de Arya desde o começo. Muitos leitores acusam estes capítulos de serem encheção de linguiça, mas eu os entendo apenas como lentos. Há 3 linhas mestras acontecendo neles: 1) modificações na política de Braavos, 2) conflitos internos da própria Arya não querendo abandonar sua herança Stark, 3) revelação de segredos da Casa do Preto e do Branco.
Caso o salto temporal houvesse ocorrido, eu imagino que os 2 primeiros itens poderiam ser contados facilmente via flashbacks, sem necessidade de presenciarmos as sementes serem plantadas (que é o que Martin parece ter feito ao longo de Festim e Dança). Porém, o terceiro item me parece ser o cerne dos capítulos de Arya, como ou sem salto temporal.
Era de se esperar que os sacerdotes não fiquem contando segredos a acólitos tão novos como Arya. Mas o Homem Gentil parece estar estranhamente aberto a instruir uma aprendiz com menos de 1 ano de Casa sobre a história da seita e lhe permitir fazer missões com rostos novos. E Arya não está se provando ser digna dessa confiança.
Bem, na série da HBO, a Casa do Preto e do Branco tentou eliminar Arya, mas ela simplesmente se mostrou superior ninguém sabe como. Em A Dança dos Dragões, Arya demonstrou estar um passo à frente do Homem Gentil entrando na pele de um gato de rua que a seguiu até o templo. Com este truque ela conseguiu descobrir que era o sacerdote quem a surrou quando estava cega.
Muitos leitores especulam que esta habilidade sobrenatural seria uma vantagem que Arya usaria para trapacear nos treinamentos, haja vista que não é uma habilidade pela qual Homens Sem Rosto são famosos. Daí, afirmam esses leitores, quando a convivência na Casa do Preto e do Branco se tornar insustentável e um Homem Sem Rosto for enviado para eliminar a discípula rebelde, os poderes de troca-pele são o diferencial que faria com que Arya sobrevivesse ao ataque do assassino e pudesse escapar de Braavos para Westeros.
O retorno de Arya a Westeros é outra icógnita. Atualmente não sabemos de motivos que a tirariam de Essos. Alguns apontam a morte de Jon Snow como o combustível. Mas eu costumo argumentar que Arya matou o cantor Dareon simplesmente por ele ser um desertor, como Jon. Outros acreditam que Arya saberá sobre o próprio casamento com Ramsay e virá a Westeros para desfazer a farsa. E, por fim, há aqueles que dizem que ela simplesmente voltará para matar Freys, Boltons e o restante de sua lista.
Porém, há um grande consenso que esta volta implicará em um encontro com sua mãe, agora na forma de Senhora Coração de Pedra. Alguns acreditam que este encontro será chocante o suficiente para mudar a cabeça de Arya com relação ao seu desejo de vingança. Outros acreditam que a confluência de objetivos só tornará tudo duplamente letal.
Bem, qualquer quer seja o desfecho da história, ainda não foi publicado. Nos resta especular.

Declarações de GRRM sobre Arya

PERGUNTAS

  1. Jon e Arya têm inclinações românticas reais (ainda que platônicas) um pelo outro? Ou é apenas Freud em ação?
  2. A frase de Jon sobre Arya ser encontrada congelada com agulha na mão é um presságio de que ela morrerá na batalha da alvorada?
  3. O fato de ter nomeado sua loba como Nymeria, revela que Arya teria alguma propensão para viajar a Dorne nos próximos livros?
  4. Os poderes de troca-pele de Arya são alguma forma de trapaça para o treinamento dos Homens Sem Rosto?
  5. O rapto de Arya por Sandor ecoa de alguma forma o rapto de Lyanna por Rhaegar?
  6. Você acha que os capítulos de Arya em Braavos estão mais para encheção de linguiça ou escalada de tensão?
  7. Que diferença você acha que o abandonado “salto temporal de 5 anos” faria na história de Arya pós-A Tormenta de Espadas?
  8. Você acredita que os poderes de troca-peles de Arya a farão uma assassina particularmente perigosa entre os Homens Sem Rosto?
  9. O que você acha que vai levar Arya de volta a Westeros?
  10. Você acredita que Arya se encontrará novamente com seus irmãos, Jeyne Poole ou Senhora Coração de Pedra? Caso positivo, que tipo de reação você espera que ela tenha nestes encontros?
submitted by altovaliriano to Valiria [link] [comments]


2020.01.19 23:38 Gevana FIESTRANS

Fiesta 18 de Enero
Este día como siempre llegamos desde muy temprano a la locación, me encontré con los otros dos anfitriones en la entrada saludándonos con mucha efusividad, pasamos a la locación y procedimos a dejar absolutamente todo sanitizado y ordenado para la llegada de todos nuestros invitados, el día pintaba un poco frío ya que el clima empezó a cambiar a partir de las 12 del día. Algunas de las chicas confirmaron a llegar posterior a las 2 de la tarde, nuestro primer invitado llegó alrededor de las 2:30 PM, un poco sorprendido porque aún no había alguien más, se dispuso a conocer todo el espacio y a fumarse un cigarrillo en el área creado para esto, dentro de la plática muy amena nos empezó a contar desde cuándo le nació la inquietud por las mujeres trans, dejándonos ver que era alguien totalmente seguro y entendido de lo que estaba buscando como primera experiencia, minutos después llegó otro invitado el cual se sumó a la plática y aunque tenía 23 años y con una experiencia casi nula, también tenía perfectamente entendido Cuál era la situación que buscaba vivir en la FIESTRANS, nosotros como anfitriones muy gustosos de tenerlos con nosotros, les platicábamos que regularmente el cuántas personas acuden y en qué horario va cambiando dependiendo de las actividades de cada quien, ninguna persona va obligada a asistir en ningún momento, tampoco para la interacción entre cada uno de los invitados pues es una fiesta y como todo en una fiesta cada quien decide con quién bailar, platicar o compartir la copa o si se suscitan otras situaciones, de igual manera es totalmente consensuado por las partes que participan en ello. Luego de un rato empezaron a llegar más invitados y dentro de ellos se encontraba nuestra preciosa debutante a quién bautizamos con el nombre de Karlita; Karlita es una chica joven de hermosas piernas torneada la cual estaba muy tímida a cambiarse porque no tiene casi la experiencia en transformarse y solamente había vivido algunas malas experiencias y buenas dentro de lugares como las famosas cabinas, nos expresó que no fue grata experiencia en este lugar y que ahora al ver las fiestas anunciada le llamó mucho la atención el poder visitarnos y explayar un poquito más el gusto que está empezando a nacer en ella, los chicos junto con los anfitriones la animamos a que se cambiará de ropa y se sintiera totalmente a gusto ya que el lugar está creado para que todos nos sintamos cómodos de la manera que prefiramos estar vestidos. Cuando salió de cambiarse, portaba una cabellera negra lacia casi a la cintura junto con un atuendo muy coqueto que era una pequeña falda tipo escolar y un poco de vuelo, calcetas ala rodilla, unos converse y una blusa de tirantes, era exactamente toda una colegiala, una chiquilla Qué quería juguetear y experimentar por primera vez lo que era estar en la fiesta, animándola un poquito le ofrecí darle un toque de maquillaje para suavizar un poco, realmente venía con un rasurado perfecto y con lo lampiño qué es su cuerpo, lucía simplemente exquisita. Nos fuimos para el área de fumar en donde yo le proporcione algunos toquecitos nada más de maquillaje sin pestañas ni sombras porque realmente su cara angelical hacia verla tan fresca como eso, una chiquilla, platicando con ella me decía que se sentía muy nerviosa, yo le expresé que se sintiera muy segura de estar en la fiesta porque nadie está obligado a nada y lo más padre es que podía sentirse lo más femenina y también que se sintiera muy cortejada por parte de nuestros invitados. Pasado un momento llegaron una pareja con los cuales platicamos y nos expresaban su gusto por la dominación y el arte de las cuerdas o BDSM, la fiesta estaba muy amena, empezamos con algunos juegos, y llegaban más invitados. Iniciamos a Karlita con un juego donde pasaban todos los invitados y podían toquetearla por arriba, por abajo y por enmedio ya que el juego se trataba de romper el hielo y de que ella se sintiera alegre y sensual con cada uno de los invitados, posterior a esto cada uno pasó a tener un pequeño faje con ella tocando sus hermosísimas piernas redondas totalmente torneadas juveniles y con un trasero redondito y levanta, tú te podrás imaginar la escena de una chamaquita de 15 a 16 años en comparación, obviamente nuestra sistente era mayor de edad, pero el juego de ilusión saben perfectamente que es válido en este tipo de situaciones, después pasó otra de las chicas a la cual también le metieron mano todos y cada uno de nuestros invitados, ella siendo una mujer Tans está más habituada y más familiarizada con el jugueteo de los hombres, cada una de ellas nos expresó que se sentía muy a gusto y los participantes fueron desfilando para convivir de una manera muy amena, la pareja invitada nos informó que querían estar de espectadores por lo cual ellos no participaron en ningún momento, ellos trataban de encontrar una chica trans que fuera bisexual para poder realizar la Fantasía que la esposa venía buscando, hay ocasiones que nos acompañan chicas trans que son bisexuales, pero realmente no es la regla, también en otras ocasiones nos acompañan chicas travestis que son bisexuales y Karlita es una de ellas, nada más que la interacción no se dio porque ella Aún es muy tímida y como Lo acabamos de mencionar este día fue su iniciación. Dentro del jugueteo las cosas se prendieron y se retiraron al cuarto oscuro junto con un asistente sorpresa que llegó y se puso un negligé de animal print unas medias con liguero tacones negros y su delgada figura se fue directo a lo que es el cuarto oscuro. Dentro del cuarto oscuro empezaron a fajar con un joven de cuerpo Atlético con una herramienta prominente, mientras una estaba besándolo la otra se daba gusto dándole sexo Oral, en su primera experiencia el exclamaba que era una Delicia, que era de lo más rico, que no se lo había podido imaginar de otra forma, después se fueron sumando algunos de los invitados y por ahí en el rincón empezaron a fajar nuestra querida Karlita, estaba asediada por los hombres los cuales no dejaban de tocar sus hermosas y torneadas piernas, ella expresaba que tenía miedo de ser pasiva por primera vez ya que se encontraba casi virgen a esta experiencia, Mientras tanto las otras chicas se dan gusto con los invitados dando sexo oral y las penetraban de manera efusiva, mientras a otros les daban una ayudada con la mano o con la boca los gemidos de Betty se escuchaban tan fuerte en el cucuarto que invitaba a los que estaban en la sala a echar una ojeada, la pareja que nos acompañó se mantenía al margen, solamente como voyerista y de vez en cuando él se acercaba para toquetear a las chicas pero manteniendo la línea sin participar, uno a uno fueron desfilando por el cuarto oscuro satisfaciendo las bocas y cavidades de las jóvenes que nos acompañaron el momento era tan candente que era difícil que alguno de ellos no se prendiera, algunos solamente se mantuvieron pegados a las paredes como observadores sin participar, cuando terminó el efusivo momento que duró más de dos horas, las chicas estaban totalmente saciadas, los chicos divertidos y cada uno de ellos se iban retirando, la mayoría llegaron un poquito tarde y por lo mismo ya no pudieron convivir más dentro de la plática y los juegos, llegaban y directamente pasaban al cuarto oscuro, fue una tarde súper divertida como siempre, con muchos de nuestros amigos acompañándonos y definitivamente esto se va poniendo mejor.
Como en toda fiesta hay algunos detalles, uno de ellos es que varias de las chicas que nos prometieron acompañar no asistieron por algunas situaciones familiares o laborales, debe de entenderse que dentro de la fiesta todo aquel que acude es por su propio pie y que nadie está obligado a acudir con nosotros, es de manera voluntaria, aunque las chicas no dan donativo, nosotros no podemos controlar sus compromisos, horarios y situaciones hagan que acudan de aquí, otro punto fue un invitado al margen de la situación, expresaba que deberíamos de contratar una masajista para que lo atendiera para que satisfaciera sus necesidades eróticas, de manera efusiva, nosotros les expresamos como fiesta en que este tipo de situaciones no se dan no se darán y no están permitidas, porque la temática de la fiesta no es un burdel, putero, casa de cita o lugar de mala nota, sino todo lo contrario, somos un lugar donde varios amigos nos reunimos para convivir de manera sana voluntaria y sin finalidad comercial, porque no es un establecimiento, es una fiesta, las chicas que brindan servicios sexuales se encuentran anunciadas en diferentes portales o se encuentran trabajando a ras de banqueta En dónde pueden contratarlas sin ningún problema, en nuestra FIESTA, Quien llegue asistir es por gusto propio. Otro punto es que llegó un invitado y alegando querer ver cómo estaba el ambiente ingresó a la fiesta y de manera inmediata nos dijo que prefería Regresar más tarde ya que esperaban Qué hubiera más chicas libres para poder convivir ; la asistencia es total y absolutamente variable, hay fiestas en donde hay más chicas que hombres y ellos se han dado el festín con cada una, finalmente si ustedes como caballeros tampoco publican que vienen muchas de las chicas no se animaran a participar y sobre todo ninguna chica está obligada a estar con una sola persona o con ninguno la decisión es muy personal y también debe de entenderse que los gustos particulares de cada quien se limitan a querer o no interactuar con alguien. Algunos chicos no participaron por falta de higiene, así que recuerden que esto es importante, están acudiendo a un punto de encuentro.
Se repite de manera muy clara Qué estamos en contra de la trata de personas.
Si tú estás gustoso de participar entendiendo la situación y que para ti no ha sido fácil contactar una mujer trans o una chica travesti o si eres un travesti o mujer trans que no te es fácil contactar por muchas situaciones o concretar alguna cita con algún chico, te invitamos a que vengas a la fiesta, te esperamos la próxima cita y recuerda invita a tus amigas y amigos, parejas son totalmente bienvenidas y respetadas al 100% así como las mujeres que acudan solas sientanse protegidas y seguras que nosotros siempre veremos porque todos nos divirtamos guardando el respeto que debe de existir en cualquier lugar, hasta la próxima y no dejes de seguirnos en nuestras redes sociales.
submitted by Gevana to u/Gevana [link] [comments]


2019.10.09 06:02 Davidemagx Es una ficción (Repost corregido para lectura en celular)

Alejandro era un hombre casado
galán, buen mozo, inseguro
arriba en la escala social vivía con ella, su mujer,
a quien de oros bañaba y de afectos faltaba, con ella convivía
no la amaba por la noche y se notaba
después de mucho tiempo de pelearla
que ninguna promesa pasa el día.

Una noche de banderas blancas se subieron en el coche,
terminaron en un pub
en la barra el apoyado con la mujer entre los brazos,
miraba la multitud de caras entre flashes y neones
cuando la vio pasar, con el cielo en la mirada
y ella le devolvió la vista y la sonrisa
disimulado la siguió con los ojos hasta los baños
se excuso de la legal y se abrió paso a los trancazos

Entre codos y apretones llegó hasta la puerta
la espero ansioso con cada puerta abierta
finalmente la muchacha, hermosa y proporcionada
lo encontró allí parado como un blanco caballero
se comieron con la vista a simple encuentro
unas palabras de primera vez, "Ale"
"Victoria" dijo ella hundiéndose en un beso
y la mujer esperaba mientras, confiada y ya sin ánimos para reyerta

Los encontrados se dieron cita en la pantalla móvil
y se alejó el esposo con nueva alegría en el pecho
la trampa en la solapa y el pantalón sintiéndose estrecho
a encontrar a la mujer primera, a la legal
que no increpó la ausencia excusada en estar tranquila
"te saliste con la tuya" se dijo el esposo
después de un rato a casa ella quería sexo,
él se durmió como un oso

La mañana trajo un "buen día" de la divina
un regalo para el cansado, agua para el sediento
y cuidando de no despertar a la de la alianza
se deslizó fuera de cama y al baño
para devolver el mensaje a la paloma
Media hora y jugueteo, volaron textos y un video
tenía que verla pronto y se dieron lugar y fecha
"Esta noche 10:30" acordaban ellos soplar al viento

Pendiente estuvo de cada mensaje y cada hora
la legal lanzaba ostias que el no devolvía, lo agotaba, lo pudría,
"seguro tenes a otra" le decía
"¿qué decís? ¡enferma!" contestaba como escudado
"atendeme un poco, mirame, desgraciado"
"así como estás de loca no me tienta"
la pelea siguió por unas horas
"te vas a la mierda, loca" y coordinando con la fechoría a las 10 salía

La levantó en una vereda entre Salta y Buenos Aires
charla breve, charla necia, unas birras
en un bar el juego de lo nuevo, el gusto a no se debe
ella menor, de 17, el ya con 35
"Que linda parejita" comentó una vieja ingenua
y se hicieron los bonitos con todo y sonrojarse
para luego levantarse e irse a morir a un telo
el sexo fue divino, revolvieron hasta el suelo

En la cucharita los dos melosos
la nena jugaba con el pelo
y el le hablaba de la otra, la malvada
la bruja de la alianza y el recelo
del cansancio y de sentirse vivo en mucho tiempo
"No se que hiciste pero me gusta" dijo el blanco caballero
"a mi también me gusta" dijo la nena antes de un beso
y se enlazaron de nuevo hasta llegada la alborada

Pasaron los meses, la mujer era una fiera
él se atrincheraba o la ignoraba y guardaba su secreto,
su remedio ante aquel mal
su dama tras la cortina, la que ahora todo era
repitieron los encuentros, los hoteles y promesas
mal decía él a la bruja de la sortija
y ella lo envolvía con perfumes en los labios
no era hechicería, eran los años

Una noche más de hacerla suya
dejó en su vientre la semilla
la damita que lo amaba quería darle todo
y él parecía dispuesto de cualquier modo
se amaron otro rato con el cuerpo y las palabras
se dejaron como siempre, a las 7
"Te amo" decía ella
"Te amo" él le devolvía y se alejaba.

Una semana y Andrés que no llegaba
Victoria no dijo nada y marchó a la farmacia amiga
donde una mujer de bata rezaba "¿Que buscas?"
"Un test de embarazo" le pedía
y la mujer tomaba del estante una caja rosada mirando sin prejuicio,
"pasá por caja"
Victoria sonriendo para esconder los nervios
pagó en efectivo

"Positivo" decía el test
Victoria sintió su mundo darse vuelta
y vio la luz al final del túnel
así su amado estaría con ella
le escribió emocionada para darle la noticia
hubo un visto sin respuesta
las horas que pasaron angustiantes
y un mensaje, uno sólo "¿quién sos?"

La malvada ahora gritaba con fuerza redoblada
Alejandro la miraba mudo, ¿cómo pudo descuidarse?
le gritó "loca enferma" en su afán de victimizarse
y salió de la casa para no aguantarla
"Paso a buscarte donde siempre, soy yo"
avisó a la nena que preocupada respondió "¿estás bien amor?"
"hablamos luego", salió a toda marcha
a buscar la divina, su cura, su remedio

En el mismo primer telo después de haber cogido
se sentaron al debate los amantes
"Dame tiempo, te lo pido" dijo él casi atrevido
"Te amo, por supuesto, te quiero yo conmigo"
dijo ella tomándole la mano
y llevándola a su ombligo
pero el se mostró algo frío
puso al tiempo por excusa y la despachó con prontitud

Volvió a la casa de la guerra
y la malvada lo recibía con los bolsos preparados
"Me voy y quiero divorcio, quiero sangre, quiero todo" dijo
y Alejandro contemplaba sus males
discutieron y al final del griterío se encontraron como nunca
o quizás fue conveniente, la mitad perder es mucho
"Ella o yo" dijo la esposa
"Vos" aseguró el marido

"Te pido que ya no jodas, ese hijo no es mío ni lo quiero"
El blanco caballero se convirtió en zorro austero
"¿Yo te amo y me haces esto?"
"Es tu culpa por estar con alguien casado" dijo el monstruo
La bloqueó y se dio por desvanecido
Victoria quedó llorando la traición
con las manos en el vientre
y el llanto desgarrando el corazón

Mamá y papá supieron tras haberles confesado
a su rabia sumó reprobación
"Sos muy chica para ser madre"
y un tiempo luego la llevaron a un doctor
de moral y reputación manchadas
de matrícula revocada
en un caserón apartado a escondidas de los indiscretos
para no verse en la vecinada y la difusión

"Todo va a estar bien, nena" oró el carnicero
con chaqueta blanca y camisa negra
la acostó en una pieza que olía a muerte
y le puso un suero con algún mejunje
la dejó por varias horas sin mirarla
mientras los padres le recalcaban la vergüenza
con miradas reprobatorias y palabras aplastantes
Victoria sentía la vida escaparse

Sentada en el inodoro de ese lugar macabro
dejó casi su vida con la sangre
y así le dio de alta, cual jabalí atravesado por lanza
"Llevenla al hospital para que no muera" dijo el insensible,
"pero antes paguen que esto es mi negocio"
quiso insultarlo la madre pero bien sabia ella
que no escapaba de también
ser deplorable en esa tranza

Victoria ya estuvo en casa
Alejandro ni enterado
"Te amo todavía, es por vos que hago ésto. Adiós"
leía en el mensaje de texto
y se colgó del techo sofocada por la depresión
la encontró su padre y perdió la cordura
a los dos los sumió la culpa
y quisieron su justicia

"Ella estaría acá si no fuese por ese canalla"
gritaba el padre en la comisaría
la policía se hizo presente
y la mujer atendía histérica
llorando y arrancándose los pelos
Alejandro estaba en el sillón con la cara explotada
a sus pies como a un metro el arma asesina
"Fue suicidio" dijo la viuda

La causa leyó "suicidios"...

Los personajes y hechos relatados aquí no son reales
cualquier parecido con la realidad es pura coincidencia
ustedes saben, no hace falta que les aclare
es otra de esas que no son verdad
una historia fabulada
es sólo ficción.

Fin.
submitted by Davidemagx to argentina [link] [comments]


2019.10.06 04:28 altovaliriano Eddard Stark

George R. R. Martin reiteradamente afirma que nenhum personagem está a salvo da morte, uma noção que ele lapidou muito habilidosamente para estabelecer na saga. A primeira pedra da fundação desta estrutura é lançada com Eddard "Ned" Stark, ao final de A Guerra dos Tronos.
Ned é visto como personagem central do primeiro livro, no qual ele é apresentado como um pai amoroso, marido dedicado, amigo querido, líder confiável, vassalo leal, homem devoto e cumpridor de sua palavra e deveres. Estas qualidades são apontadas como as razões pela qual os leitores o identificam como o herói da história e alguém para quem torcer.
A história do personagem todos sabemos. Ned estava feliz no Norte com sua família quando notícias de que seu antigo protetor e pai de criação teria sido assassinado e seu rei (e amigo de infância) o nomeia como substituto no cargo de Mão do Rei. Desde o momento em que Ned aceita (relutante) o cargo, sua família começa sofrer com os atritos políticos entre Eddard e a família da Rainha. Em Porto Real, Eddard vai de peixe fora d'água a persona non grata enquanto investiga as circunstâncias da morte de Jon Arryn, até que perde todo o apoio político que tinha na capital com a morte do Rei Robert. Eddard tenta fazer justiça, mas é traído, humilhado e acaba por sequer ganhar a misericórdia que lhe foi prometida.
É muito apontado que Ricardo Plantageneta, o 3º Duque de York (1411-1460) seria a inspiração histórica de GRRM para Eddard Stark. O líder de sua Casa de York nos primeiros anos da Guerra das Rosas havia sido nomeado como Lorde Protetor e Regente da Coroa quando o Rei Henrique VI sofreu um colapso nervoso, traiu a Coroa e enfrentou a Rainha Margaret de Anjou, da Casa de Lancaster, mas acabou derrotado e teve sua cabeça exposta nos portões da cidade de York.
Outra inspiração histórica apontada é um dos filho de Ricardo, que viria a reinar como Ricardo III, que havia tentado usar o testamento de Eduardo IV para se tornar regente de Eduardo V... somente para depois anular o casamento de sua cunhada Elizabeth Woodville com o irmão, declarar seus sobrinhos como bastardos e tomar o trono para si. No fim, foi derrotado pelos filhos do primeiro casamento de Elizabeth.
Mas nenhuma dessas personalidades históricas pode ser tomada como referência direta à Eddard Stark, uma vez que a forma como Martin retratou Eddard parece ter sido moldada tendo em vista as necessidades da ficção e não como um estudo da história do mundo real. Portanto, é necessário avaliar a construção da personalidade de Ned Stark dentro das exigências de "As Crônicas de Gelo e Fogo".
Assim, para entender Eddard, proponho questionarmos sua criação, suas relações pessoais e suas relações políticas.
EDDARD, O ANIMAL HUMANO
Eddard nasceu como segundo filho de Rickard e Lyarra Karstark, mas sem demora foi substituído como caçula por Lyanna e Benjen. Ser um filho do meio já evoca uma série de questões sobre auto-estima e favoritismo em um núcleo familiar, especialmente em uma sociedade como a de Westeros, em que toda a fortuna da família é passada apenas para o primeiro herdeiro na linha de sucessão.
Tudo isto parecia ser verdade na família Stark. Ned relata que foi seu irmão mais velho, Brandon, quem recebeu toda a educação senhorial e era tido como o próximo senhor, até mesmo por Eddard, que não nutria nenhuma esperança de herdar Winterfell.
Neste contexto, o papel que um segundo irmão deveria desempenhar era o de leal vassalo do irmão mais velho. Não sabemos se a personalidade de Eddard foi determinante para que ele absorvesse essa postura ou se estas lições lhe foram passadas por seus pais ou por Jon Arryn. Contudo, sabemos que é assim que Eddard entendia seu papel dentro de sua família. Afinal, foram a estas lições que ele recorreu quando explicou a seu segundo filho, Bran, qual deveria ser seu papel diante do primogênito Robb.
De todo modo, se seu papel secundário e instrumental não estava claro durante sua infância em Winterfell, deve ter ficado muito claro quando foi enviado para o Ninho da Águia, para ser criado por um estranho. Ao contrário de Robert, Ned parece ter voltado pouco para a sede de sua Casa durante sua adolescência, fazendo com que seus laços com sua família e os nortenhos fossem notoriamente mais fracos do que os de Brandon, que foi criado em Vila Acidentada. Na verdade, Brandon era de tal carisma que conquistaria amigos até mesmo no Vale de Arryn.
Por outro lado, Ned é descrito como tímido, reservado, com aparência solene, coração e olhos gelados que parecem julgar os outros com desdém. Talvez isso tenha sido desenvolvido depois de adulto, e em razão das adversidades que enfrentou. Talvez estas características estivessem com ele desde que ele fosse criança. Assim, é possível que tenha deixado poucas amizades para trás quando partiu com oito anos para o Ninho da Águia.
Uma vez sob a tutela de Jon Arryn, a vida parece ter sido diferente. Como Jon Arryn havia perdido sua segunda esposa, irmão e sobrinho e não tinha filho algum, Robert e Ned eram como se fossem seus filhos mais velho e mais novo, respectivamente. Durante os nove anos que ficou por lá, é imaginável que Eddard tenha recebido muito mais deferências do que recebia de seu próprio pai em Winterfell.
Na verdade, a propalada honra de Ned Stark pode ser mais fruto de sua criação junto a Arryn do que derivada dos Stark. Não só porque a honra é uma das marcas daquela outra Casa ("Alto como a honra"), como o próprio Jon Arryn demonstrou que punha a honra frente a cega obediência (como quando se recusou a entregar Robert e Ned a Aerys e iniciou uma Rebelião por isso).
Já sobre os Stark de Rickard, por sua vez, paira uma suspeita de que tinham tanta sede de poder e influência quanto tinham de sangue (o tal "sangue de lobo"). Talvez por isso também que sejam tão notórias as diferenças entre Eddard e seus irmãos. Para além de uma mera incompatibilidade de gênios, pode ter havido uma incompatibilidade de criação.
Eddard não deixou de amar os irmãos, entretanto. Ainda que ele condene as atitudes de Brandon e Lyanna, Ned encomendou estátuas mortuárias para todos eles nas criptas de Winterfell, algo inédito na tradição Stark, que demonstra quão profundamente sentimental ele era, especialmente para seus familiares que tiveram um fim trágico.
Contudo, as vezes parece que a verdadeira família de Eddard, aquela que era dona de seu coração era triângulo que formava com Jon Arryn e Robert Baratheon. De fato, ao saber primeiro da morte de Arryn e depois da visita de Robert logo no começo de A Guerra dos Tronos, Ned vai da escuridão a luz: ele perdeu uma parte importante de sua família postiça, mas outra está a caminho para uma visita inesperada.
Por alguma razão que eu ainda não entendo completamente, entretanto, Ned parecia amar Lyanna acima até mesmo de Robert (apesar de ele achar que Robert tinha uma devoção por ela ainda maior do que a dele - AGOT, Eddard I). Nas memórias de Eddard, Lyanna era uma "menina-mulher de inigualável encanto" e, se foram verdade as especulações de que Lyanna o teria visitado às vezes enquanto ele esteve no Vale, poderia ser um indício de que entre ele e Lyanna havia uma intimidade ímpar na família Stark.
Durante "A Guerra dos Tronos", há vários instantes em que essa intimidade e as promessas que Lyanna requereu em seu leito de morte ecoaram. Mas um dos momentos que eu julgo mais significativo foi quando Robert, também em seu leito de morte, cita e imita Lyanna:
Saudarei Lyanna por você, Ned. Tome conta dos meus filhos por mim. [...]
– Eu… defenderei seus filhos como se fossem meus – respondeu lentamente.
(AGOT, Eddard XIII)
Esta coincidência parece indicar que Lyanna e Robert foram as figuras fraternas centrais na vida de Eddard.
NED, PARA OS ÍNTIMOS
Já foram explorados acima vários aspectos da personalidade íntima de Ned. Mas é preciso discriminar melhor. E o primeiro deles se refere à visão que, durante a infância, Ned tinha de sua família e vice-versa.
Sobre seu pai e mãe, pouco conhecemos através de Ned. E isso parece indicar que há uma distância, tanto porque não era um filho com deferência de nenhum deles, quanto porque ele desenvolveu sua psicologia longe de casa, sob a tutela de sua icônica figura paterna, Jon Arryn.
Sobre seus irmãos, Ned passou a vida à sombra de Brandon (sendo suplantado por ele até na tarefa de conseguir para si próprio uma dança com a garota por quem ele se apaixonou), mas até parecia apreciar esta posição, pois sentia-se mais confortável na posição de irmão cumpridor de seu dever.
Quanto à Lyanna, há muitos indícios de sua intimidade, o que talvez decorresse de seu temperamento analítico, em contraste com o sangue de loba dela. O modo como Eddard tentou persuadir Lyanna de que Robert seria um bom partido parece revelar que Eddard pensava ter algum influência sobre ela. Ao mesmo tempo, Eddard afirma que Robert não conhecia a garota como ele. Pode ser, inclusive, que a falta de de rancor de Eddard por Rhaegar e sua reação mais moderada quando o príncipe a coroou Rainha da Beleza e do Amor em Harrenhal decorram de um certo conhecimento sobre a natureza de Lyanna e de como ela poderia estar correspondendo àquilo.
Sobre Benjen, o relacionamento com Eddard parece mais distante. É curioso pensar que, sendo o outro único filho sobrevivente de Rickard e Lyarra, somente tenha se aproximado melhor de Ned nos anos entre o fim da Rebelião de Robert e seu ingresso para a Patrulha da Noite. É possível, inclusive, que essa falta de intimidade, aliada com o fato de Ned já ter retornado a Winterfell com dois filhos homens, tenham sido decisiva na decisão de Benjen ir para a Muralha.
O segundo aspecto da personalidade íntima de Eddard é como ele se portou durante sua idade adulta, enquanto fazia amigos, vivia amores e formava uma família.
Eddard nunca é descrito como sendo um homem atraente ou um amante encantador. Na verdade, Catelyn fala como ficou desapontada com ele ser mais baixo e melancólico e ter um rosto mais simples que o de Brandon. Mas ela afirma que com o tempo descobriu o amor no coração "bom e doce" de Ned.
É interessante notar que essa foi a mesma opinião que ela deu sobre o Norte a Lynesse Hightower:
Lembrava-se de como a Senhora Lynesse era jovem, bela e infeliz. Uma noite, após várias taças de vinho, confessara a Catelyn que o Norte não era lugar para uma Hightower de Vilavelha.
– Houve uma Tully de Correrrio que sentiu o mesmo um dia – Catelyn respondeu com gentileza, tentando consolá-la –, mas, com o tempo, encontrou aqui muitas coisas que podia amar.
(ASOS, Catelyn V)
Portanto, Ned é uma alegoria do Norte: inóspito, simples e melancólico, mas que guarda algum tipo beleza e calor. A próprioa Lyanna é descrita como uma bruta por alguns (meistre Yandel) e uma beleza selvagem por outros (Kevan Lannister). Sabemos que Ned não tinha a natureza da irmã, mas poderia ter um pouco dessa beleza selvagem? Talvez Ashara o tenha visto sob essa ótica? Talvez nunca saberemos.
O que sabemos com certeza é que Eddard era um marido dedicado, assim com Catelyn era uma esposa dedicada. Ironicamente, dois cumpridores de seu dever conseguiram fazer surgir amor em um casamento arranjado que era o substituto de outro casamento arranjado. A forma como Eddard se obrigou a respeitar até a crença religiosa da mulher é tocante (construindo um septo para ela e trazendo um septão a Winterfell).
Isto é diferente do tipo de amor que Robert tem por ele. A amizade entre os dois parece o típico caso em que um extrovertido carismático adota um introvertido sem amigos. Este tipo de relação - que é imposta por outra pessoa - parece ser o tipo com que Eddard lida bem. Ironicamente, poderíamos dizer que Ned só é amigo de seu "chefe", o que combina com sua lição a Jon de que um senhor nunca deve ser amigo dos homens que comanda (ADWD, Jon III).
Como pai, Ned era muito efetivo e marcou seus filhos profundamente. Podemos ver os resultados de sua criação naqueles que amadureceram antes de sua morte. Robb havia absorvido todo o dever, a honra e o senso de justiça do pai, se tornando um Eddard em pele de Tully. Jon seria sua imagem e semelhança, caso não fosse filho de outros e não tivesse sido acossado a vida inteira por Catelyn. Ainda assim, é incrível que toda essa adversidade não o tornou menos cópia de seu "pai". É notório que Jon é mais orgulhoso que Robb, mas isso é uma coisa sua, talvez um mecanismo de defesa, resultado de um complexo de inferioridade, ou apenas das falsas certezas da juventude.
Bran, Arya e Rickon eram jovens demais para que a influência do pai cristalizasse em sua personalidade. Portanto, eles hoje estão suscetíveis à influência de outras figuras paternas na jornada que enfrentam. Ainda assim, pequenas lições de Eddard continuam a ecoar neles mesmo anos mais tarde. Bran ainda se lembra sobre como seu pai dizia que apenas diante do medo os homens podem ser corajosos, e Arya procura uma matilha constantemente para não perecer como o lobo solitário 'quando os ventos brancos se erguerem'.
O caso oposto foi o que aconteceu com Theon Greyjoy. Nem todo o tratamento com deferência que lhe foi oferecido em Winterfell resultou em boas relações com Ned. Ainda que descontemos seu conflitos internos pessoais (assunto para outro texto), esta repulsa de Theon pode ser explicada pelo fato de que ele havia crescido e sido educado dentro de uma cultura que odeia os habitantes do continente, em especial os nortenhos. Portanto, diante da educação recebida nas Ilhas de Ferro e do tratamento solene que lhe era dirigido, não parece inverossímil que ele mais tarde alegue que era sempre lembrado de sua condição de prisioneiro e pense que Eddard era frio com ele.
Entretanto, como visto em A Dança dos Dragões, o verdadeiro ressentimento de Theon era saber que nunca seria parte da família Stark. De fato, havia semelhanças demais entre a história de Ned e Theon para que suponhamos que Ned não tivesse boa dose de tato quando eles se relacionavam. Ned também havia sido retirado de casa quando ainda era criança para ir morar com um estranho em uma terra estranha. Ainda que sua condição no Ninho da Águia fosse bastante menos opressora do que a de Theon em Winterfell, ninguém poderia dizer que Ned foi voluntariamente enviado para o Vale. Assim, As conclusões de Theon serão sempre injustas.
Mas esse não é o caso mais interessante e agudo entre as crianças criadas por Ned. O relacionamento mais desafiador e com mais consequência era aquele com sua filha Sansa. Comecemos por dizer que não havia nada afetivamente errado entre eles, mas as circunstâncias tornaram as falhas deste relacionamento em um sintoma do que havia de errado no próprio Eddard como Mão do Rei. Em síntese, os erros de Sansa também foram erros de Ned.
Durante os eventos sinistros que ocorreram em A Guerra dos Tronos, Ned repetidamente deixa suas filhas no escuro sobre o que realmente estava se passando. Em razão da diferença de naturezas, Arya e Sansa têm respostas diferentes às situações. Eddard tem mais sucesso em apaziguar Arya, cujas semelhanças com Lyanna podem ter ajudado com que ele a compreende-se melhor (veja: Eddard até permitiu que Arya tivesse treinamento em armas quando sabe-se que o próprio Lorde Rickard não o permitiu a Lyanna).
Contudo, Sansa não é uma garota que tinha 'ferro por baixo da beleza', como Lyanna. Sansa é a garota para quem 'a cortesia era a armadura de uma dama'. E é justamente aqui esta a falha de Eddard. Ned não tem traquejo social, não entende de sutilezas e acaba traído e executado justamente por isso. Portanto, não é nenhum coincidência ou ironia que Sansa esteja sob a tutela e controle do homem que conhecia o suficiente de sutilezas para, por exemplo, trair e garantir a execução de Ned e ainda sair de mãos limpas e levando a filha que Ned não soube lidar adequadamente.
Mas a bizarra relação pai-filha entre Mindinho e Sansa é assunto para outro texto.
LORDE EDDARD STARK
Eddard Stark foi Lorde de Winterfell e guardião do Norte por 15 anos e é amado o suficiente na região para que pessoas arrisquem as próprias vidas em intrigas e guerras para proteger seus filhos. Mas se era Brandon quem teve a educação senhorial adequada e Ned não é carismático ou tem traquejo social, como isso é possível? Muito facilmente, alguém responderia que isso se deve a um longo verão de 10 anos. Mas não é só isso, á traços da personalidade de Eddard que o tornam um bom senhor.
O primeiro deriva de uma afirmação de Catelyn lembranda por Arya quando viu Tywin Lannister em Harrenhal:
Lorde Lannister tinha um aspecto forte para um velho, com rígidas suíças douradas e uma cabeça calva. Havia algo no seu rosto que fazia Arya lembrar-se de seu pai, embora não se parecessem em nada. Tem uma cara de senhor, é só isso, disse a si mesma. Lembrava-se de ouvir a senhora sua mãe dizer ao pai para envergar a cara de senhor e ir tratar de algum assunto. O pai ria daquilo. Arya não conseguia imaginar Lorde Tywin rindo de qualquer coisa.
(ACOK, Arya VII)
Como se vê, Eddard tinha cara de Lorde. O suficiente para ser comparável a ninguém menos do que Tywin Lannister. Pode parecer irrelevante, mas é algo que o próprio Bran também nota, como Eddard assumia o rosto do Senhor de Winterfell logo no primeira capítulo do primeiro livro.
O segundo é que Ned não faz separação entre o público e o privado. Sua relação com seus próprios servos é muito pessoal. A ponto de achar que o Senhor devia ceiar com seus homens e conhecê-los, para que eles não morram por um estranho (AGOT, Arya II). Esta tipo de política pessoal é tipicamente nortenha. É o tipo de política que mais tarde Jon Snow indica a Stannis Baratheon a seguir: deixe que eles lhe conheçam e eles lhe seguirão.
Este tipo de política, contudo, não é o que seria útil em Porto Real. Mas também este erro não pode ser atribuído totalmente a Ned. O primeiro erro foi de Robert, que selecionou Ned com base na confiança, não em suas competências. Caso Robert, tivesse olhado para sua própria família (como Stannis esperava, por isso que ele partiu para Pedra do Dragão depois que Robert o pulou), talvez o conflito contra os Lannister teria sido muito mais restrito e menos danoso ao reino.
Havia sinais que Robert deixou de ler quando selecionou Eddard para o cargo de Mão. O primeiro era que Eddard era essencialmente um soldado. Jaime Lannister, quando avalia Randyll Tarly como candidato a Mão de Tommen, ele avalia que um soldado é uma "fraca Mão para tempos de paz" (AFFC, Cersei II). E isto é especialmente verdade quando notamos que Eddard é um agente político sem agenda ou ambição. Na ausência de um conflito real, ele é apenas alguém segurando a cadeira para outra pessoa (e que não via a hora de ir embora).
Talvez tenha sido o fato de que Ned continuou no Norte a se portar como um segundo irmão obediente e não causar problemas a Porto Real que tenha feito Robert pensar que Lorde Stark daria uma boa mão. Mas a postura isolacionista de Eddard deveria ter funcionado como um sinal de que o homem não saberia lidar com costumes da política sulista.
Porém, no final, Robert preferiu algo que lhe trouxesse conforto e familiaridade. E a falta de traquejo de Ned cobrou seu preço. Desde o primeiro encontro com o conselho, Eddard demonstrou que não tinha talento para fazer aliados, não estava acostumado a não ter a palavra final e tinha uma retórica rudimentar. Todas estas qualidades reunidas fazem de uma pessoa um imã de inimizades.
Fora isso, Ned não se cercou de pessoas que poderia confiar, tampouco agiu para a destituição de pessoas de quem ele desconfiava do conselho do rei (o que seria de alguma fácil de conseguir, já que metade do conselho era de baixo nascimento).
Por fim, quando seus erros de cálculo se acumularam e circunstância fora de seu controle se mostraram desfavoráveis, Eddard julgou que poderia usar seu cargo e uma força mercenária (patrulheiros da cidade subornados) para resolver tudo e cometeu mais um erro de subestimar Cersei, dando-lhe uma chance de fugir, no que ele classificou como "a loucura da misericórida".
No final, os Lannisters usaram sua própria honra contra ele, fazendo com que ele confessasse ter fabricado a verdade pela qual seus homens morreram em seu golpe de estado fracassado.
EDDARD, O MORTO
Primeiro, temos que afirmar o óbvio: Ned não está vivendo uma segunda vida em algum pombo em Porto Real, como afirma a infame e bizarra teoria. Nós estivemos na cabeça de Eddard e ele nunca teve sonhos de warg ou qualquer experiência de troca-peles.
Mas, fora de questões lúdicas, por que Martin matou Ned?
Algumas pessoas pensam que, ao matá-lo, GRRM estava dando o tom dos livros. Pessoas sem capacidade de se adaptar não estariam aptos a serem parte do jogo dos tronos e seriam alvo fácil para jogadores mais talentosos e experientes.
Outros afirmam que foi justamente para mostrar que assim eram as políticas medievais, e que Martin está apenas sendo realista e fiel ao tom da história de nosso mundo. Porém, Martin já afirmou enfaticamente não ter ou defender uma visão niilista do mundo.
Eu gostaria de propor uma terceira via: que Ned foi morto por circunstâncias fora de seu controle. Afinal, no fim, sua morte não era prevista nem por seus inimigos. Foi apenas um capricho de Joffrey, assim como a tentativa de assassinato de Bran.
Qualquer que tenha sido a razão para Ned morrer pela própria espada que ele executa Gared no início dos livros, a morte de Eddard aparentemente já era prenunciada (foreshadowed) desde o começo do livro, com a descoberta a loba gigante morta e seus filhotes desamparados perdidos no mundo.
submitted by altovaliriano to Valiria [link] [comments]


2019.05.17 22:12 lord31173 Soñé que ya no eramos así [Parte I]

Lo que está a punto de leer es de mi autoría y de ser citado en algún momento agradeceria hacerlo simplemente a un usuario Venezolano de reddit, es mi debut como escritor de cuentos cortos y me gustaria saber que piensan, si no les gustó para nada tratare de mejorar, o en caso contrario de que les guste con sus comentarios me harian saber que se viene la segunda parte.

Entre otras teorias, gente cercana al ámbito espiritual afirma que los sueños a veces son conexiones al multiverso hechas por nuestro subconsciente para conectarse a nosotros mismos de otros planos, viendo mediante el tercer ojo a dimensiones paralelas que son puentes atemporales, habiendo gente que entrena esta disciplina durante un largo tiempo con la finalidad de procurar el mejoramiento personal, partiendo del concepto de que las redes neuronales y algoritmos cerebrales poseen una gran complejidad, lo cual representa el hecho que después de millones de años de evolución aún no sabemos totalmente el potencial de nuestro órgano pensante que es capaz hasta de soñar despierto usando la imaginación. En criollo y en pocas palabras, verse a sí mismo haciendo vainas imposibles de hacer actualmente, dan ganas al menos de intentarlo o imaginarlo.

Mi sueño comienza a las afueras del Metro de Caracas, chateando por un grupo de WhatsApp con 2 amigos y 1 amiga del liceo, a pocos minutos de haber quedado para reencontrarnos y asistir juntos al Lollapalooza en su 8va edición esta vez a celebrarse en el paseo los próceres. Al leer en el chat que ya todos escribían que iban saliendo casi simultáneamente, decidí entrar a la estación ya que había llegado temprano a la cita y recordé sorpresivamente que, por haber reservado en la preventa del evento, tenía derecho a reclamar unos pases del metro con el logo del concierto, en conmemoración de uno de los pocos días del año y aparte de cuando había votaciones que el metro es gratis. Esto lo implementaron años atrás para incentivar a la gente a ejercer su derecho cívico, lo cual supero positivamente las expectativas de la gerencia del metro y del gobierno central.

Había full seguridad privada en la estación, los vigilantes portaban un uniforme con chaleco azul y cada uno tenía radio y revolver enfundados a cada lado de la cintura, unos chamos más o menos de mi edad conversaban risueñamente encaramados a una escalera móvil, reemplazando una cámara de seguridad que se había dañado el día anterior. Caminé hacia la taquilla sin haber nadie en la cola esperando antes de mí, y la chama empleada del metro que me atendió, al mostrarle el brazalete del concierto me saludo con una sonrisa como si me conociera de toda la vida, me pidió el código único del evento y me dio mi par de boletos de conmemoración por el concierto, buscándome conversación además alegando que ella había pedido el día libre y todo para ir al concierto también, pero que no pudo reservar en la pre venta ya que en cuestión de pocas horas todo estaba vendido, haciéndome pucheros y caritas tristes como indirecta para que me la llevara en caso de que alguno de mis amigos no pudiera asistir. Tuve que cortar la conversa algo tajante para mi gusto ya que la chama era bastante atractiva pero notablemente más joven que yo, y que detrás mío había gente haciendo cola con brazalete en mano también para retirar sus tickets del metro edición aniversario, y sentía sobre mis hombros los ojos de los guardias de seguridad apurándome para no alargar la fila más de lo necesario.

Acto seguido tome el celular y le tomé 2 fotos a los boletos, e inmediatamente la subí a mi Google Drive, y las elimine de la galería para ahorrar memoria ya que sabía que en el concierto iba a necesitar espacio para las fotos. Al hacer el ultimo click escucho mi nombre por el pasillo de una de las salidas del metro, cuando veo vienen mi amigo y amiga casi que agarrados de manos saludándome desde la distancia, pensé que seguramente estaban felices de verse ya que después del liceo todo el mundo se distancio en sus planes y fui el único que decidió quedarse en Venezuela a sacar el pregrado, mientras la mayoría de ellos salieron del país a estudiar y a diferencia de mí, llegaron con títulos de post grado nuevamente al país.

Mientras me contaban de sus vidas y nos poníamos al día casi que todos hablando a la vez, el otro pana que faltaba por llegar haciendo gestos de cansancio y sed extrema por supuestamente haber corrido el último tramo de escaleras hasta llegar a nosotros, lo cual nos impactó jovialmente ya que este último era conocido desde el liceo por su impuntualidad y el uso del humor con exageración, para justificarse cuando llegaba tarde a un sitio. Resulta que según me cuentan, la primera pareja de amigos, se encontraron accidentalmente en una Universidad en España, luego de que la Universidad a la que había postulado mi amiga le rechazo la beca de fundayacucho, sin decirle el motivo y pues aprovechando que otra universidad con la misma carrera que ella quería tenía convenio con la prestigiosa Fundación Gran Mariscal de Ayacucho, pues decidió irse a estudiar allá consolidando un noviazgo algo accidental considerando que en el liceo andábamos los 4 juntos y nunca hubo nada de nada, lo que me impresiono a boca abierta y ella me respondió con un anillo de compromiso en su mano, y tal cual como si fuéramos adolescentes otra vez celebramos los cuatro juntos con un abrazo grupal mientras me arrepentía mentalmente por no haberle aunque sea pedido el número de teléfono a la chama de la taquilla.

Momentos después abordamos el vagón que nos llevaría a nuestro destino, pude notar en el metro el aire acondicionado, las cámaras de seguridad en los vagones, las calcomanías algo descoloridas con el símbolo de 'zona wi-fi gratis', y a su vez las 9 líneas del metro de Caracas dibujadas en un estilo moderno en la parte superior del vagón las cuales nos hacía sentir orgullosos de nuestro país una vez más por ser el único en Latinoamérica en procurar llevar el metro no solamente a la capital sino que todos los estados tenían su metro, con menos líneas obviamente aunque igual de bien gerenciadas que el de Caracas.

Nos tomamos varias fotos en la fila antes de entrar al concierto y se escuchaba en el fondo un grupo de rock Venezolano que no reconocí, practicando como teloneros de Red Hot Chili Peppers y pude ver a lo lejos a la GHP (Guardia de Honor Presidencial) como custodios impolutos del evento quienes no permitían que se enfocara ni tomara fotos a una tarima específica, ya que se rumoraba que el presidente de la Republica iba a asistir, teniendo mucha lógica, ya que contaba mi amiga de manera jocosa que en sus días de estudiante en Cambridge, el ahora presidente por pura casualidad cantó al frente de Bono de U2, al ser el único estudiante Venezolano en la facultad de Derecho, haciéndose notar por un cover con cuatro de la canción ‘Summer Rain’ en un acto de bienvenida a los nuevos estudiantes de la facultad, impresionando a Bono quien estaba de incognito en la multitud, pensando que era un Ukelele afinado de una manera algo inusual, lo cual declaro para sorpresa de los venezolanos en una entrevista a la prensa días después.

La GPH que custodiaba el evento, se remonta a la época de la gesta independentista Venezolana como compañía de Húsares, y por ley eran los encargados de la custodia personal y de seguridad del primer mandatario y Comandante en Jefe de las Fuerzas Armadas, siendo una de las ramas militares de la Republica cuyo proceso de admisión era estricto de por demás, y para ser miembro de sus filas a excepción de las otras fuerzas, el aspirante debía poseer formación académica superior (mínimo TSU), para ser parte de sus filas en todos los niveles, desde conscripto pasando por suboficial hasta oficial, la política estaba prohibida por ley y casi al nivel de taboo en las fuerzas armadas y el país se regía Constitucionalmente por los principios del Libertarismo desde el tercer periodo presidencial de Renny Ottolina casi a finales del siglo XX. El militar y todo funcionario público y miembro de cualquier fuerza de orden público o de seguridad del estado, inspiran respeto como autoridad y también por sus méritos académicos a diferencia del país vecino Brasil (Un chofer de bus), nuestro presidente era un carajo estudiado que representaba lo mejor de nosotros.

Se vanagloriaban en las escuelas de formación de oficiales como la ‘ELITE’ juvenil Venezolana, implantando estos institutos militares un pensum académico de estudios y militar a la altura de academias militares extranjeras como West Point del U.S Army ofreciendo recíprocamente programas de intercambios de estudios en todos los institutos militares profesionales y de seguridad del estado Venezolano, recibiendo cadetes de todo el mundo a formarse en nuestras aulas lo que hablaba de un nivel de calidad de vida comparable a los de Australia, habiendo polémica en los medios por una supuesta lista de espera para el ingreso, donde los números extranjeros por convenio e intercambio superaban casi el doble el contingente estudiantil nacional.

Estando ya en el concierto, mi amiga saluda de abrazo a una chama que se acercó a nosotros la cual hablaba rápidamente con acento que para mi era desconocido hasta ahora, mientras de fondo RHCP tocaba Can’t Stop, ellas aun conversaban y noté que uno de mis amigos se me queda mirando sonriendo y acercándose hacia mí, diciéndome al oído, ‘esta fue una sorpresa que te preparamos, no nos gusta que estés solo marico, eres demasiado depinga y te queremos burda’, me presenta mi amiga a la chama y resulta ser una Chilena, de nombre Ignacia, ligeramente mayor que yo pero al rato de haber hablado y roto el hielo gracias a la música me propuso irnos al pasto a hablar con más serenidad, mientras nos dirigíamos a sentamos en la grama, sentía como me latía el corazón y le escribí a mi amigo ‘mamaguebo, es perfecta’, lo que 5 segundos después regrese la mirada a la tarima y vi claramente como leía el mensaje, se lo mostraba a los otros panas y se reían todos a carcajadas, haciendo mi amigo un extraño gesto con su lengua a modo de ‘misión cumplida’, nos sentamos y cuando nos disponíamos a comenzar a hablar, ambos soltamos un suspiro al unísono lo cual hizo que se sonrojara, mientras Anthony Kiedis dirigía con las palmas el cambio de ritmo de la canción anterior, a un ritmo mas lento con el opening de guitarra tocando Snow (Hey Oh), haciendo exaltar a la muchedumbre del concierto a gritos de alegría.

La chama en efecto era algo mayor que yo, con 32 años me contaba que conoció a nuestra amiga en común en clase de yoga hace semanas y que sus padres eran dueños de una empresa minera multinacional que gano una concesión en Venezuela recientemente, y para supervisar mejor las operaciones mineras en el sur del país, su padre había decidido tramitar los papeles para la visa familiar para que su esposa e hija lo acompañaran en los cinco años que dura la concesión, ella al igual que yo es Abogada y como llego a Venezuela hace poco pues se planteo la posibilidad de hacer un post grado aquí, lo que no me mencionó fue la especialidad que quería estudiar.

Hablamos que jode de todo un poco y en fin, super depinga la chama, luego de que ‘The Killers’ despidieran el día de festival cantando ‘Human’. La chama hacía mención de que el presidente no llego nunca, me reí de su comentario mientras me dispuse a llamar un Uber ya que la chama no quería devolverse a esa hora en metro ya que venia traumada por las cosas medio locas que pasaban en los vagones a las altas horas de la noche en su país de origen. El Uber por suerte llego rápido, un chamo con acento portugués (Quizá un inmigrante Brasileño escapando del régimen narco comunista) manejaba el WV Gol color negro que nos iba a llevar a casa de ella, le pregunte si me podía llevar a mi casa después que la dejáramos a ella a lo cual me dijo que si, dándome cuenta hasta ese punto que este carro era un año mas nuevo que el mío, el cual después de haber cobrado mis pasantías en la fiscalía antes de graduarme y completando con un dinero que junte vendiendo unas skins viejas de cs go por steam (Por alguna razón ahora valían mucha plata y en su momento eran un common drop).

En fin, recorde pude comprarme mi carrito de agencia un par de años atrás y que debia cambiarle los neumaticos pronto, sintiendome super indeciso por la cantidad de cauchos y tipos de estilos que le podia adaptar ya que el mercado de modding en el pais y especialmente para este vehiculo se habia disparado desde que jovenes como yo eramos los conductores mas frecuentes para este modelo por ser accesible para la juventud.

Hablábamos de cualquier vaina en el camino y me pregunto si había comprado para los otros días del evento también, a lo que respondí que sí, pero solamente para el del día siguiente ya que las otras bandas de los otros días me daban ladilla y ese era el día que entre medio del evento se iba a presentar Linkin Park, y quería escuchar entre otras cancones a Chester Bennington y Mike Shinoda tocar en vivo la canción ‘One More Light’, a lo cual no me respondió nada, solamente reacciono casi instantáneamente, con ojos llorosos apartando la mirada de mi hacia la ventana y agarrándome la mano entrelazándome sus dedos, pensé que había sido efecto del alcohol por las marronas (Solera Märzen) que nos habíamos tomado juntos en el concierto, en fin, tarde un momento en reaccionar y caer en cuenta que quizá esa canción tenia algún significado sentimental o quizás simbólico para ella, o murió algún familiar recientemente, no se. Me soltó la mano suavemente y me dijo que ella no había comprado para ese día y que se le paso el detalle de que se iba a presentar esa banda.
submitted by lord31173 to vzla [link] [comments]


2018.11.18 19:38 ProfessionalToner [OC] O que podemos aprender com a Índia, Austrália e EUA sobre o problema da concentração de Médicos

CUIDADO LÁ VEM TEXTÃO

Bom gente, li alguns textos e artigos sobre esses problemas em outros lugares do mundo e vou retratar minha visão sobre eles pra quem se interessa saber sobre esse problema e as possíveis soluções. (ao invés de ficar xingando bolsonaro ou xingando quem xinga bolsonaro, que não vai nos levar à lugar algum)
Ia postar no erre Brasil mas desisti, prefiro postar OC aqui e ter liberdade pra falar do que quiser sem medo.
Vou falar sobre a Índia, Austrália e EUA. Acho relevante olhar o problema sobre olhos de países geograficamente e financeiramente iguais ao nosso, porque isso influencia no problema.

ÍNDIA: India still struggles with rural doctor shortages 12/12/2015

Background: A Índia apresenta problemas similares ao nosso, possuem muitas escolas médicas que produzem muitos médicos por ano(410 escolas com 50.000 alunos/ano) porém apresenta problemas de distribuição:
8% of 25 300 primary health centres in the country were without a doctor, 38% were without a laboratory technician, and 22% had no pharmacist. Nearly 50% of posts for female health assistants and 61% for male health assistants remain vacant. In community health centres, the shortfall is huge—surgeons (83%), obstetricians and gynaecologists (76%), physicians (83%), and paediatricians (82%). Even in health facilities where doctors, specialists, and paramedic staff have been posted, their availability remains in question because of high rates of absenteeism.
Esses números são das unidades do país, ou seja, como se fosse em hospitais públicos e UBS aqui. Como podemos ver falta tanto médico geral como especialistas, e eles também tem problemas com absenteísmo.
Só uma nota rapidinho: A índia forma ótimos médicos. Muitos médicos de nome que atuam nos EUA vieram da Índia. É muito comum ver indianos atuando nos EUA.
Razões para a Falta de Médicos: O artigo fala básicamente o mesmo problema daqui: Atuar na atenção primária é desmoralizante e a formação médica foca na atenção terciária, logo os estudantes todos acabam invariavelmente aspirando a se tornarem especialistas ao invés de Médicos Generalistas.
“Working in the public health sector is often a demoralising experience for doctors because their professional lives are blighted by lack of professional development opportunities, accountability, and access to even basic medical resources necessary to perform an effective role”,
Soluções criadas por eles:
1) Fizeram muitas coisas que são feitas aqui: Trabalho Rural compulsório na graduação (Aqui nos temos o Internato Rural), Exigência de trabalho no interior para aceitação em cursos de pos-graduação (Isso foi questionado no governo passado mas descartado porque não tínhamos vagas suficientes em residência para fazer isso ficar viável) e incentivo monetário(Não sei se 11.800 seria suficiente, já que não difere muito do salário em capital ou adjacências, ou seja não é "incentivo").
2) Esse daqui é diferente e interessante, porém não existe nada parecido com o Brasil. Foi proposto a criação de um curso intensivo de menor para formar um "Assistente Rural" que seria um profissional com menor treinamento.
Foi controverso, alguns argumentaram que eles não conseguiriam apresentar o mesmo nível de cuidado de um profissional devidamente treinado. Outros argumentam se for bem estruturado, linkando esses profissionais com outros mais habilitados, poderia dar certo.
Contudo, essa solução já foi aplicada desde 2004 em alguns locais, e já temos uma ideia de como elas funcionariam:
“Cadres like RMA are important for strengthening rural service delivery but there are problems. For instance, in Chhattisgarh there is no clear career trajectory for the RMA, which leads to great dissatisfaction among graduates”
Ou seja, apesar de serem efetivos, ele sofrem dos mesmo problemas que os médicos: Não há trajetória de carreira e muitos ficam insatisfeitos com seu trabalho.
Também tem outro profissional semelhante formado por uma Insituição sem fins lucrativos da Índica. O presidente dessa instituição afirma que eles são importantes para formar o elo entre a comunidade e o sistema de saúde, contudo:
“At present, informal providers claim to be doctors and engage in potentially harmful practices which need to be curbed. This can happen by being cognisant of their existence and functions, not by maintaining a strategically ambivalent ostrich-like attitude that the mainstream has for them.”
Tem certos profissionais que estão mentindo serem médicos e praticando atividades ilícitas.
Seria essa uma solução viável para o Brasil? Não sei. Esse problema de profissional mentindo ser médico e praticando atos ilícitos seria muito comum aqui(Só ver quantas pessoas estão fazendo procedimentos estéticos sem terem aval para isso)

AUSTRÁLIA:Encouraging more doctors to go Rural - Australian Medical Association 24/01/2018

Background: 70% dos australianos vivem em grandes cidades. Também possuem concentração de médicos nos grandes centros, com 437:100k, comparado a 264:100k em áreas remotas.
Médicos do interior da Austrália trabalham mais que os médicos de grandes centros e tem média de idade de 55 anos. Dos médicos do interior, 40% são imigrantes.
A Austrália tem bem menos gente que aqui e também tem bem menos gente no interior que aqui, então diria que a situação deles não é tão tensa quanto aqui.(24 milhões de habitantes, com 7 milhões no interior)
Soluções criadas por eles: O texto é sobre um plano da Força Rural da Sociedade Australiana de Medicina. São 5 pontos que deverão ser implementados para aumentar a quantidade de médicos no interior. Aqui algumas palavras do presidente da AMA:
“Australia does not need more medical schools or more medical school places,” he said.
“Workforce projections suggest that Australia is heading for an oversupply of doctors.
“Targeted initiatives to increase the size of the rural medical, nursing, and allied health workforce are what is required.
Situação similar aqui(não diria similar, lá é mais saturado que aqui em termo de número de médicos segundo os números)
Bem, vamos as 5 medidas:
1 Encourage students from rural areas to enrol in medical school, and provide medical students with opportunities for positive and continuing exposure to regional/rural medical training;
Isso daqui eu acho essencial no Brasil. Nós temos que incentivar GENTE DO INTERIOR a fazer faculdade de Medicina.(Como? Bolsa, que tem clausula da pessoa ter que trabalhar no PSF da sua cidade) São eles que tem alguma chance de querer viver lá. Não da pra esperar uma pessoa que viveu em cidade grande a vida toda querer ir para o interior, isso não vai acontecer.
Quanto a "experiências positivas" eu acho importante também, permear a ideia que interior falta tudo,que você vai matar alguém por não ter as coisas e por estar sozinho repele muita gente.
Pra você ter ideia aqui no Brasil quando se fala em Internato Rural o pessoal fala "tem que aprender a resolver tudo na marra" "Consertar prolapso retal com fita adesiva" ou "vai aparecer uma mulher parindo e você vai ter que fazer o parto no meio do posto(Isso antes de você aprender a fazer parto no Internato de GO)"
2 Provide a dedicated and quality training pathway with the right skill mix to ensure doctors are adequately trained to work in rural areas;
Não muito o que comentar, Só firmando a qualidade no ensino para que o profissional possa atuar no meio rural.
3 Provide a rewarding and sustainable work environment with adequate facilities, professional support and education, and flexible work arrangements, including locum relief;
Isso aqui é interessante. Médico Rural na Austrália tem direito de sair da sua cidade para fazer aperfeiçoamentos. Ele é substituido por médico do governo enquanto sai e ainda recebe enquanto está fora. Mais informações
Ou seja, o médico tem qualidade de vida, pode viajar se quiser sem dar ruim, ele tem segurança do Estado que nada vai dar errado.
4 Provide family support that includes spousal opportunities/employment, educational opportunities for children’s education, subsidies for housing/relocation and/or tax relief; and
Olha aí uma coisa ótima a ser feita. Como fica a esposa do médico que tem que ir pro interior? Como fica os filhos que vão ter que ir pro interior? Com fica a casa? Realocação?
O governo Australiano ajuda nisso, acabando com alguns dos problemas de viver no interior. Diminuir impostos também é bom.
Provide financial incentives to ensure competitive remuneration.
Ou seja, eles tem incentivos monetários para tornar a carreira de médico rural tão competitiva quanto o Médico na Cidade. Atualmente, a remuneração do Mais médicos não é tão competitiva assim, sendo que dá pra tirar o mesmo ainda morando em capital.
Comentando algumas frases do Presidente da AMA:
“Rural workforce policy must reflect the evidence. Doctors who come from a rural background, or who spend time training in a rural area, are more likely to take up long-term practice in a rural location,” Dr Gannon said.
O cara está disposto a dar essas vantagens a quem merece: Quem veio de história de interior, quem fez internato no interior, quem se interessa no interior. Ou seja, ele não quer obrigar os médicos a se interessarem, ele quer oferecer vantagens para os que se interessam.
Cita também da importância de incentivar indígenas a fazerem medicina, para que possam trazer ao seu povo saúde.
The work environment for rural doctors presents unique challenges, and Governments must work collaboratively to attract a sustainable health workforce. This includes rural hospitals having modern facilities and equipment that support doctors in providing the best possible care for patients and maintaining their own skills.
Também está interessado em melhorar a estrutura de trabalho do médico, incluindo melhorando a internet para melhorar o trabalho.

EUA: Fixing the medical staff shortage problem in rural areas 20/06/2018

Background: Já sabem a saúde dos EUA né? Aquele negócio lindo. Eles também, pra variar, tem problemas com isso. Estimam que 60m de pessoas estão com problemas relacionados a falta de médicos. Diria que é mais similar ao Brasil do que a Austrália, mas o Sistema de Saúde é bem diferente lá e não sei se dá pra traçar paralelos.
Soluções criadas por eles:
Muito do já falado aqui: Aumentam a aceitação de pessoas que vireram do interior esperando que eles voltem e mais programas durante a graduação de experiência no interior.
Community Apgar Program (CAP), a recruiting structure developed by researchers, educators and clinicians at Boise State University. The CAP identifies strengths and opportunities for improving rural medicine within specific communities, as well as identifying specific challenges that could hinder future growth.
Tem um programa próprio pra ajustar as oportunidades de trabalho rural. Pelo que eu entendi o programa trabalha de forma a entender os problemas da Medicina Rural e traçar estratégias para aumentar o interesse e diminuir os problemas dessa área. Mais informações.
Another solution to the rural healthcare shortage is the use of locum tenens physicians, where medical providers travel to work in underserved areas on temporary assignments. More than 90 percent of hospitals in the U.S. use locum tenens to supplement their full-time staff.
Essa seria outra solução boa: Médicos sobre demanda. O médico é contratado temporariamente para fazer uma missão e voltar. O único problema é que Medicina de Família não é pra ser assim, pouca duração. O profissional tem que ser perene, sua atuação depende de estar familiarizado com a região e os moradores. Colocar médicos por 1 ano ou 2 iria atrapalhar muito isso.

CONCLUSÃO E TLDR

Caralho, não era pra eu ter falado tanta coisa, mas fui no gás. Enfim, o que eu aprendi vendo isso é que existem sim coisas a serem feitas para aumentar o incentivo do Médico ir para o interior, e também aprendi que esse problema existe em todo canto do mundo, não é por causa do Brasil ou porque tem "reserva de médico".
Das medidas, acho que as mais importantes pro sucesso seria a de procurar futuros graduandos de medicina de cidades do interior. Isso poderia ser feito com o ENEM, limitar as universidades públicas a aceitarem parte dos alunos como procedentes de regiões rurais. Isso iria adereçar o principal problema na minha opinião: Médico é gente, ele tem família e amigos, se ele nasceu e viveu no grande centro, não daria pra gente empurrar ele pro interior do Brasil.
Outras eu acho que seria boa seria ver esse negócio do Bolsonaro de "Médico do Estado" e fazer junto a isso uma Equipe pra analisar e manejar os problemas que médicos teriam para aturar no interior(algo parecido com as medidas do governo australiano e do Community Apgar program).
Já essas medidas de telemedicina e de um "Médico Tecnico do Interior" não sei se seria viável. São definitivamente ideais interessantes mas não sei se vai passar pelo CFM.
tl ;dr li 3 artigos sobre médico não querer ir pra roça. copiei e colei um monte de coisa. Pra acabar com o problema tem que colocar menino da roça pra fazer medicina e trabalhar pra fazer com que o trabalho de médico da roça não seja degradante.
Eu deveria estar estudando mas estou escrevendo essa merda.
Até mais, Glória a Deus.
submitted by ProfessionalToner to brasilivre [link] [comments]


2018.10.01 18:26 Confidencial La gran falsedad diabólica sobre la Virgen María

Después del diluvio del tiempo de Noé, los sobrevivientes se multiplicaron y constituyeron la gran ciudad de Babilonia. Satán halló su virgen en una hermosa hechicera llamada Semiramis... y se valió de ella para engañar a la humanidad hasta nuestros días.
Semiramis legó a ser reina de Babilonia y esposa de Nimrod. Históricamente Nimrod llegó a ser llamado esposa de su madre. Satán se valió de ambos para organizar un culto Satánico tan poderoso que se esparció por toda la tierra. Multitudes adoptaron a Semiramis como su diosa madre. Nimrod lo cita Moisés en la Biblia en Génesis 10:8.
A Semiramis y a Nimrod se les ocurrió la idea del confesionario y el celibato de los sacerdotes.
Nimrod recibió varios nombres, entre ellos “Moloc.” En su honor sacrificaban niños recién nacidos. Cuando mataron a Nimrod, la gente lloró.
Semiramis actuó rápidamente para sacarle ventaja a la situación. La Virgen falsa de Satanás dio a luz y proclamó que Nimrod había reencarnado. Le pusieron Tamuz. Llegó a ser dios sol, baal. Debido a esto algunos aun creen en la reencarnación.
Ella se convirtió en diosa con muchos nombres como Baalti, Gran Diosa Madre, Reina del Cielo, Mediadora, Madre de la Humanidad, Astarte, etc.
Con el paso del tiempo, en muchas naciones fueron apareciendo monumentos dedicados a la diosa y su hijo... porque cuando el pueblo de Babilonia se dispersó por toda la tierra, llevaron consigo el culto a la madre y el niño. Satanás había logrado establecer su propia y fatal religión mucho antes de que Jesucristo naciera. El mundo estaba en confusión.
Lugares donde se les veneraba: CHINA Shing Moo (santa madre); INDIA Devaki (diosa), Crishna (hijo); EFESO Diana (madre de los dioses identificada con Semiramis; EGIPTO Isis (diosa madre), Horus (hijo); ESCANDINAVIA (Disa), en las pintiras con un niño; GRECIA Afrodita (diosa) “la mediadora”; ROMA Venus (diosa), Júpiter (hijo); ISRAEL Astarot (diosa), Baal (hijo), (Jueces 2:13).
Aun en Tibet, China y Japón, los misioneros jesuitas se asombraron de encontrar la contraparte de la virgen y el niño que tan devotamente se adoraba en la Roma papal. (THE TWO BABYLONS por Hslop, publicado por Loizeaux Brothers, Neptuno, N.J., página 20).
Hay constancia de que aun en Africa la gran madre y el niño recibían honores de divinidad. A nivel mundial el culto era tan fuerte entre los paganos que no querían abandonar a la diosa madre. BABILONIA MISTERIO RELIGIOSO por Woodrow, p. 15
Cuando el catolicismo romano se empezó a establecer por el año 300 y que luego fue proclamado oficialmente por el emperador Teodosio I en el año 392 después de Cristo, sus líderes sabían que si introducían la adoración a la diosa madre en su sistema religioso, un sinnúmero de paganos se convertirían al catolicismo.
¿Quién podía tomar el lugar de la gran madre del paganismo?
María, la madre de Jesús, era la persona indicada. Poco a poco la adoración de la diosa pagana fue convirtiéndose en adoración de María.
La antigua religión babilónica afirmaba que la diosa madre era la única que podía dominar al hijo.
El mismo concepto satánico fue incorporado al catolicismo... Jesús esta enojado y solo María puede calmarlo..., es como si los católicos temieran a Cristo y que solo María puede llevarlos al cielo.
Jesucristo dijo: Venid a mí todos los que estáis trabajados y cargados que yo os haré descansar... (Mateo 11:28); y... el que a mí viene no lo hecho fuera (Juan 6:37).
La “Madre de Dios” que los católicos adoran no es la María de la Biblia. Satanás logró engañarlos para que adoraran a su diosa falsa, la “Reina del Cielo”.
En estos últimos tiempos, la adoración a la diosa madre satánica es clave para unir a las religiones en una sola. Casi 1.000 millones de musulmanes se unirían porque la Virgen María fue cuidadosamente situada en su libro sagrado, el Corán. Aun los de la “Nueva Era” se refieren a un Madre/Padre dios. Los que quieren unir todas las religiones en una sola son paganos que hacen la voluntad del diablo, quieren acabar con la libertad imponiendo una falsa religión satánica.
Los poderes satánicos se hacen pasar por María en apariciones de la “virgen” en todo el mundo, incluso en los países comunistas, para poner el mundo a los pies de Satanás, sabe que le queda poco tiempo y esta desesperado.
El apóstol Pedro dijo de Jesús el Cristo: Y en ningún otro hay salvación; porque no hay otro nombre bajo el cielo, dado a los hombres, en que debamos ser salvos.
Las familias católicas han sido traicionadas a través de los siglos. Dios mismo dice:... Salid de ella, pueblo mío, para que no seáis partícipes de sus pecados, y para que no recibáis de sus plagas... (Apocalipsis 18:4).
La Biblia contradice las enseñanzas paganas de la Virgen María. Jesús dijo: Yo soy el camino, la verdad y la vida; nadie viene al Padre, sino por mí (Juan 14:6).
Porque hay un solo Dios y un solo mediador entre Dios y los hombres, Jesucristo hombre (1Timoteo 2:5).
Porque por gracia sois salvos por medio de la fe, y esto no de vosotros, pues es don de Dios; no por obras para que nadie se gloríe (Efesios 2:8,9).
Cree en el Señor Jesucristo y serás salvo tú y tu casa (Hechos 16:31).
Las falsas enseñanzas sobre la virgen madre de dios son enseñanzas diabólicas que nada tienen que ver con lo que enseña la Biblia. El que insulta a este personaje a quién insulta es al diablo, pero nada tiene que ver con Dios, los que le defienden tampoco sirven al verdadero Dios creador, sirven a su dios pagano de confusión.
submitted by Confidencial to podemos [link] [comments]


2018.09.18 07:25 Zetusleep5390 La leyenda de los estudios en el callejón del aguacate.

La leyenda de los estudios en el callejón del aguacate.
Los últimos señores Mexicas habían llorado ya la pérdida de las tierras que algún día los acogieron y fueron testigo de la gloria de Azcapotzalco, que por aquellos días era el señorío responsable de estos parajes del sur de la Ciudad de México.
https://preview.redd.it/ytfbhd0wmxm11.jpg?width=1829&format=pjpg&auto=webp&s=0d378d702fb3361927e955cfac275b117cb743ce
Don Hernán Cortes había invitado a capitanes, soldados y aliados a un enorme banquete con vino de Castilla y cochinos de Cuba. Años después, Bernal lamentaría en sus crónicas de la conquista que los lugares fueron insuficientes y por otras cosas acaecidas aquella noche, hubiese preferido que nunca se llevara a cabo. La más macabra de las cosas acaecidas es el origen de esta historia. La noche fue agridulce, estuvo manchada por la sangre aunque no tuvo lugar batalla alguna. Las crónicas y la historia se han esforzado por borrar los terribles hechos que en aquella noche larga de Coyoacán costaría la vida de dos inocentes. No sólo las quejas por el espacio ahogaron la noche gloriosa de Cortés. Pasadas las 11 de la noche todas las antorchas se extinguieron, como por acto de magia la penumbra abrazó el patio del real de Cortés, el embrujo lo rompió el llanto desesperado de uno de los niños que jugaba en los pasillos, ese llanto centró la atención de todos los presentes que corrieron a avivar las antorchas y velas para restablecer la iluminación de aquel lugar. Los perros que habían acompañado a Cortés, tesoro preciado del conquistador, ladraron con violencia estridente que heló la sangre de todos los asistentes. Dos espadas de madera fueron halladas en el suelo, ante la mirada atónita y desesperada del resto de pequeñines que no atinaban a decir nada más que: “Julian y Rodolfo, ¡la noche se los ha tragado!”.
Entre llantos y confusión una puerta se cerró, como señalando el punto de escape de esa oscuridad que se había tragado a los pequeños.
Dos soldados liberaron a los perros, los canes corrieron velozmente por la puerta que señalaba el punto de escape -en todo momento ladrando con violencia y autoridad, como si sus ladridos fueran a detener al mal que ya todos buscaban-. Una comitiva liderada por Don Rodolfo De Escalante salió acompañando a los canes para apresar al responsable y dar con el paradero de los dos hijos varones del capitán español. Corrieron todos por caminos rurales y parcialmente empedrados, en espera de los caballos, carruajes y coches que algún día transitarían esas calles (algunas de las cuales al día de hoy siguen manteniendo tan rudimentario camino) como lo son los palacios y casonas españolas de estilo colonial que por aquellos días no eran sino cimientos, hoy testigos de la historia de México que nacía con la Nueva España tras la muerte de Tenochtitlán.
Finalmente, uno de los perros tomó camino por lo que hoy en día sería el final de la calle Francisco Sosa, donde la calle se convierte en la Cerrada Francisco Sosa; lugar en el que hoy se levanta un muro de piedra que en una esquina guarda un antiguo altar a la virgen del Rosario, sobre el que se elevan las ramas de un árbol de aguacate. Aquel perro paró y comenzó a ladrar en la penumbra con desesperación. La comitiva apresuró el paso y todos como una marcha coordinada pararon súbitamente ante una escena francamente dantesca. El perro que los había guiado tenia las orejas gachas, no dando crédito el animal a lo que sus ojos veían: eran las piernas y brazos del pequeño Julian De Escalante. El perro se lanzó contra un ente que estaba parado en la penumbra, desapareció para no ser visto más.
La pierna derecha del pequeño, cubierta en sangre, antecedía en fila a la pierna izquierda que a su vez estaba antes del brazo derecho y luego el izquierdo; donde la pequeña mano del inocente terminaba señalando hacia adelante en dirección a aquel ente de espaldas anchas y tamaño descomunal. El ruido que salía de aquella bestia era el de un coyote hambriento devorando a su presa. En sus anchas espaldas el torso y rostro de dolor del pequeño Julian que aún agonizaba, al borde de perder la consciencia el niño lloraba con desesperación y a los pocos segundos de que los soldados llegaron a su encuentro el pequeño perdió la conciencia. Un grito rompió el hechizo: “dadme la cara, ¡hideputa!” gritó un arcabucero de la comitiva, quien al mismo tiempo descargó en contra de la criatura. Aquel ente volteó despacio, entre sus brazos el cuerpo del pequeño Rodolfo De Escalante, de quien quedaba todo menos las vísceras que devoraba aquella criatura infernal. Los ojos de aquel ente eran de un rojo tan ardiente como las brazas que cocinaron los cochinos que ahora vomitaban todos los presentes a tan grotesco espectáculo. Varios de los soldados que componían la comitiva no pudieron contener las lágrimas y la desesperación, quedaron desarmados ante la barbarie que atestiguaban pues no hubo horror en las guerras que muchos ya habían vivido que se equiparara a lo que estaban presenciando. El cuenco que contenía las vísceras del niño le servían de plato ceremonial para beber la sangre del pequeño, a quien tomó entre sus brazos y alzó dejándolo suspendido para drenar todo su líquido vital.
El arcabucero entre llantos cargó nuevamente el arcabuz y arremetió contra la bestia. No pareció dañarla en absoluto. La reacción que aquella afrenta suscitó fue que el cuerpo del pequeño Rodolfo terminó recargado en una de las rodillas de la monstruosa aparición que arrancó de su espalda el torso de Julian y mordió su cuello para drenarlo también, el sonido de aquello era espantoso y toda vez que hubo bebido la última gota de sangre tomó de la cabeza los restos del niño, con violencia sin más lanzó el tronco del infante en dirección a la comitiva que inmóvil e impotente no daba crédito a lo que estaba viviendo, fue tal la fuerza con la que realizó el lanzamiento que la cabeza se desprendió del torso y quedó en la mano de ese monstruo. Así fue que abrió la boca de la cabeza, desprendió la quijada y lanzó a la oscuridad el resto de la pequeña cabeza. Dicha mandíbula sirvió entonces como un cuchillo ceremonial, la bestia tomó el hueso que había obtenido de Julian y rompiendo el esternón del pequeño Rodolfo accedió a su corazón, lo sacó. Lo sostuvo en sus manos y lo elevó como ofrenda a los dioses de esas tierras, ante todos los presentes de un sólo bocado devoró ese órgano. Del cielo cayó un rayo, como dictando sentencia de aquel rito se escuchó el aullido de un coyote proveniente de esa fiera, el suelo se abrió y el ente lanzó una bocanada de sangre hacia el cielo y desapareció al sonido de un extraño vocablo náhuatl que retumbó en los oídos de todos los presentes: NETZONCUILIZTETLATZACUILTILIZTLI (un aliado luego lo tradujo para todos, la venganza se ha consumado). Aquella sangre bañó una pequeña planta recién sembrada en la esquina de la muralla que limitaba los terrenos que pertenecían a Don Rodolfo De Escalante.
Don Rodolfo yacía en el piso, con el gesto de quien ha sido absolutamente derrotado. El peor castigo aún estaba por llegar. Su esposa Aura había sido avisado por alguien de la comitiva de lo ocurrido y a toda velocidad puso marcha por la noche, su hermoso vestido de gala no fue obstáculo para la desconsolada carrera de una madre que no quería dar veracidad a lo contado… hasta que llegó y se encontró con la horrible escena. El llanto desconsolado de la madre fue tal que los testigos se persignaron y llorando se esfumaron dejando en la absoluta soledad a la pareja. La madre tomaba las manos del pequeño Julian, acariciaba el rostro de Rodolfo, su llanto era incesante y su dolor no tenía parangón. Los días con sus noches que siguieron a tal atrocidad fueron para la mujer, agonía e infierno en vida. Los días los pasaba Doña Aura de rodillas en aquella discreta planta, que algún día sería un árbol de aguacate, lamentando sin parar la irremediable perdida de sus dos hijos. Por las noches dos esclavos tenían que salir por ella para cargarla al interior de la casa cuyas ventanas eran el vitral de aquel dolor indescriptible que consumió a Doña Aura. Las únicas palabras que salían de su boca era un doloroso testimonio de su pérdida: “¡mis hijos!”, constante recordatorio que avivó el odio y la locura en el corazón de Don Rodolfo. La falta de comida y el sufrimiento de la pobre madre la consumió a penas seis meses después. A un costado del aún tierno aguacate, Doña Aura pidió ser enterrada para estar con sus pequeños para toda la eternidad. Los restos mortales de los pequeños también fueron trasladados a ese lugar por instrucción de Don Rodolfo. La barda de piedra aún no terminada ganaba altura y la casa de los De Escalante iba tomando forma, cuya ala principal hoy permanece en aquel sitio, sitio desde donde hoy se cuentan las macabras historias que habitan en las oscuras horas de la noches. Las historias para no dormir.
Terrorífica historia es la de Don Rodolfo y los De Escalante en la Nueva España. Rodolfo y Juan De Escalante fueron dos hermanos provenientes de Toledo que se habían unido a la expedición de Cortés con el afán de llevar el negocio de su familia a las Indias. La familia De Escalante poseía una forje de armas que en buena parte fueron responsables de la muerte de miles de habitantes de las tierras que conquistaron los españoles. Los hermanos escalaron rápidamente entre los soldados de Cortés por su fiereza e inclemencia contra los conquistados. Los hermanos escribían cartas de jubilo y esperanza de expansión para la herrería, por supuesto que dejaban fuera los temibles detalles de sus proezas militares en Cuba, las Antillas, La Villa Rica de la Veracruz y Tenochtitlán. Fue Tenochtitlán el inicio de una serie de desgracias para los hermanos, serie que no culminó hasta extinguirse la vida de Don Rodolfo… quizás.
América tenía preparado un reclamo de sangre insaciable para los De Escalante, el primero en pagar ese peaje fue Don Juan, a quien Cortés había encomendado la conquista definitiva del Señorío de Azcapotzalco. Precisamente fue en Coyoacán donde los soldados que comandaba cayeron en manos de fieros guerreros águila que no tuvieron piedad sino de Don Juan, a quien presentaron ante el señor Cuahupopoca quien ordenó su inmediata decapitación y ofrecimiento ceremonial. El cuerpo de Don Juan nunca fue hallado, los totonacos que habían acompañado a los españoles en aquella empresa dieron parte de la crueldad que sufrieron los capturados a Cortés, quien vio en este suceso el pretexto perfecto para ordenar el sitio definitivo de Tenochtitlán y la toma definitiva de los Señoríos aledaños. Don Rodolfo De Escalante pidió a Cortés dirigir personalmente al bergantín que desembarcaría para la carga contra Iztapalapa y Coyoacán. Don Rodolfo sometió con brutal crueldad esas tierras que no tuvieron otra opción que pasar al bando de los conquistadores para culminar la toma definitiva de la gran Tenochtitlán. Aquella fue la primer venganza que Don Rodolfo juró en América, no sería la última.
Desolado tras la muerte de sus dos varones y su señora, Don Rodolfo envió a la pequeña Carmen de vuelta a España para ser cuidada por su hermana Doña Julia De Escalante viuda De Torrecillas. Don Rodolfo permaneció en la Nueva España supervisando la construcción de su fortaleza que habría de servir de casa, encomendó construir montado en la pared un altar a la virgen del Rosario, altar que aún permanece en la esquina que inicia el callejón del aguacate y cuya virgen en algunas noches, muchos cuentan, llora sangre.
Don Rodolfo montó guardia por las noches, desde que terminó la novena en honor a sus pequeños hasta el día de su muerte. En la esquina donde encomendó su altar, Don Rodolfo pasaba las noches rezando, entre los habitantes indigenas de esas tierras surgió la advertencia de no cruzar esa esquina al caer la noche pues aquellos que osaban poner un píe en aquella propiedad no volvían a ser vistos jamás. Durante el restante de la longeva vida de Don Rodolfo desaparecieron 46 niños y 20 jóvenes que se esfumaron por completo de esas tierras, hasta el día de su muerte, cuando sus criados dieron cuenta de los horrores que aquellas pobres almas sufrieron. Las osamentas fueron mortero para fortalecer la pared, dentro de la casa los gritos de auxilio eran ignorados mientras en su estudio de los horrores Don Rodolfo extraía la sangre abdominal para consumirla, mientras que la carne forraba sillas y mobiliario del estudio y los huesos se los daba a sus perros como juguetes o premios. Los sesenta y seis muertos, como toda la población indígena de esas tierras era para Don Rodolfo de Escalante el rostro del enemigo responsable de su dolor y tragedia.
Para 1537 el muro y la casa estaban terminados, un Rodolfo con aspecto de ermitaño prohibía a sus esclavos y criados hablar de lo que acontecía durante los días, sólo permitía que salieran a los jardines a regar con un balde que él les daba el aguacate que empezaba a formarse en árbol en la esquina de la propiedad.
Cuarenta años después de aquella fatídica noche de septiembre, noche en que Don Rodolfo lo perdió todo, un estruendo demoniaco llegó hasta la casa de Don Rodolfo, los criados y esclavos dicen que el diablo mismo le visitó para reclamar su alma. En la madrugada de aquel día Don Rodolfo echó a reír en la esquina de su casa, sentado como un niño contemplando su aguacate estremeciendo a todos los que le escuchaban, con una daga que había traído consigo de Toledo puso fin a su vida. La lectura de su testamento dejó en propiedad toda su Hacienda a su hija Carmen De Escalante de Rodriguez, quien decidió limpiar un poco su conciencia transformado aquella casa en una residencia para enfermos que formó parte de la herencia de los De Escalante en México hasta la década de los ochentas.
La casona de los De Escalante vio pasar por sus cuartos a miles de heridos y enfermos que padecieron en aquel lugar. Siglos de dolor abrazan la casa que hoy es hogar de nuestros estudios. El pasar del tiempo se ha encargado de hacer crecer la leyenda de este sombrío lugar.
Muchos años después de los sucesos que comenzaron todo un descendiente de los De Escalante decidió volver con su familia a la vieja casona de Coyoacán. Gustavo Escalante era padre de familia de Emilio, Benito e Irma, esposo de Beatriz Rodriguez. La familia vivió días felices desde el final de la primer década hasta la oscura noche del 20 de septiembre de 1929.
Don Gustavo fue un abogado de origen Español, un hombre bastante respetado por sus colegas y la sociedad en general, tenía muy buenos contactos y su familia vivía una muy buena posición en México. Sin embargo, existió un lado oscuro de Gustavo, una obscena obsesión por el ocultismo. En ocasiones desaparecía por semanas enteras para visitar brujos negros en Catemaco Veracruz. La inquietud que le robaba el sueño era la maldición que aquejaba a su familia desde que su ancestro, Don Rodolfo De Escalante, sembrara el terror en los corazones de los habitantes indigenas de esas tierras y se enemistara con sus dioses jurándoles la más fiera de las venganzas.
Fue así que un brujo le dio a Gustavo una Ouija para que contactara con su ancestro y esclareciera sus inquietudes en torno a los acontecimientos que dieron origen al sufrimiento de muchas generaciones de De Escalantes que por siglos se rehusaron a habitar en México temiendo un trágico final. Muchos siglos habían transcurrido ya y Gustavo estaba determinado a poner fin de una vez por todas al maleficio.
Aquella oscura noche del 20 de septiembre de 1929, Gustavo llegó a casa y pidió a toda su familia reunirse en el salón principal de su residencia. Sobre la mesa de su precioso comedor no había más que 4 velas negras y una tabla con letras escritas en ella. Gustavo explicó para sorpresa de todos el misterioso propósito de sus constantes viajes a Veracruz. Sus hijos por aquel entonces ya alcanzaban como mínimo la adolescencia siendo Benito el menor de ellos con 16 años. Beatriz no sabía muy bien como interpretar la extraña petición de su esposo, los hijos lo tomaron con cierta intriga y curiosidad. Cuando el padre de familia terminó la historia pidió que se apagaran las luces y se encendieran las velas para formar una suerte de circulo en torno al tablero. Todos tomados de las manos dijeron las palabras que el brujo había preparado para Gustavo. Con voz de mando y cierta esperanza dijo: Estamos aquí reunidos, generaciones de Escalantes que exigimos hablar con el alma de Don Rodolfo de Escalante, Capitán español que conquistó estas tierras y habitó hasta el día de su muerte en esta casa.
Todos los integrantes de la familia estaban tomados de las manos, expectantes a una respuesta por parte del tablero. Un frío como jamás habían experimentado los atravesó a todos, las luces que a la distancia se veían se apagaron súbitamente, un silencio sepulcral reinó en la sala… únicamente lo descompuso el sonido de los pabilos de las velas que se extinguieron una a una, como si alguien o algo estuviera soplando para apagarlas. Irma trató de soltar la mano de su padre, Gustavo le gritó: NO, NO DEBEMOS ROMPER LA CONEXIÓN. La pobre no lograba salir de su espanto pero decidió hacer caso a su padre, quien guiaba la sesión con extraña y natural destreza en el oculto asunto. De pronto el oráculo que era sostenido por Gustavo comenzó a moverse. Deletreo letra a letra su respuesta: S-A-N-G-R-E. Se miraron incrédulos todos pero ninguno quiso romper la conexión. Gustavo volvió a preguntar: Don Rodolfo ¿está usted aquí con nosotros? El oráculo nuevamente se movió deletreando la palabra: M-U-E-R-T-E. Nadie daba crédito de lo que estaba sucediendo en aquella oscura noche. Emilio, un joven de 20 años, decidió que había sido suficiente seguirle la corriente a la excentricidad de su padre y sin más soltó la mano de madre y su hermano Benito, al tiempo que dijo: “¡En verdad espera, padre, que no nos demos cuenta que no está buscando más que la manera de asustarnos! Me voy a dormir, ya tuve suficiente locura por un día”. Caminó hacia la puerta corrediza, pesada puerta de madera que dividía el salón principal del estudio de su padre, se cerró violentamente.
Beatriz la madre cayó desmayada, Emilio no podía creer lo que había visto, no había explicación alguna para que una puerta corrediza tan pesada como esa se cerrara abruptamente sin que nadie la empujara. Así fue que sin pensarlo le pidió a su hermano Benito que le ayudara a abrirla, Benito corrió rápidamente a interesarse por su madre que yacía desfallecida en el piso a un lado de la mesa.
Irma no podía parar de llorar, privada por un profundo e inenarrable horror era testigo de una de la escena más escalofriante de su vida. Ninguna leyenda de horror que conociera se comparaba ya con lo que estaba viviendo, ni siquiera las exploraciones que de niños hacían los hermanos en las noches para visitar el árbol de los susurros, pues Emilio les había contado que por la noche si se ponía mucha atención en el tronco del árbol de aguacate en el que terminaba su jardín se podían escuchar los lamentos de una mujer y unos niños, así como desgarradores gritos de horror. Ninguno de los asistentes estaba preparado para lo que tendrán lugar aquella oscura noche.
Cuando Emilio se percató de que su madre estaba tirada a un lado de la mesa corrió a ayudar a Benito, ambos le pidieron ayuda a su padre… nadie les contestó. Alzaron la cara para ver si su padre se encontraba bien, o si también había sido derribado, víctima del miedo ante una situación que comenzaba a pintar para peor. Para asombro de los hermanos, el lugar en donde ellos esperaban encontrar a su padre estaba vacío, sólo asomaba por los ventanales del comedor que daban al jardín la sombra del árbol de aguacate al final de su jardín. Gustavo había desaparecido. Sin dar mayor importancia a la desaparición del jefe de familia, los hermanos esquivaron a una horrorizada Irma que no podía salir de la conmoción. Todo mientras el tablero seguía activo y funcionando como un portal. Llevaron a la madre hasta un pequeño sillón que se encontraba en la sala principal de la casa y decidieron abrir uno de los grandes ventanales de la casa, pensando que quizá un poco de aire fresco reanimaría a la señora.
Cuando Emilio y Benito abrieron el ventanal se percataron de la figura de un hombre que estaba sentado, como contemplando el aguacate, ambos pensaron de inmediato en que su padre habría salido a tomar un respiro al jardín, sobrecogido por la emoción del momento… estaba parcialmente en lo correcto. Cuando decidieron llamarlo el hombre volteó, no vieron más que un ente completamente oscuro del que no se podían distinguir más que un par de brazas ardientes en donde deberían estar sus ojos. Sin dar crédito a lo ocurrido, continuaron su intento por reanimar a su madre. Emilio entonces le dijo a Benito que iría al botiquín por alcohol. Emilio echó a correr y atravesó sin mayor problema el umbral que antes estaba bloqueado por las pesadas puertas corredizas que separaban la sala del estudio y el resto de la casa. Benito, decidió atender al mismo tiempo a su hermana Irma; sin embargo, Irma también había desaparecido. Sorprendido por el hecho, pero sin ánimo de dejar a su madre sola, Benito empezó a llamar por su nombre a su hermana, fue entonces que escuchó carcajadas infantiles, nuevamente en el jardín. Benito estaba convencido de que su imaginación le estaba jugando una mala pasada, se llevó ambas manos al rostro para frotarse los ojos, al abrirlos nuevamente vio claramente a su padre sosteniendo a Beatriz con una mano y empuñando una daga en la otra. ¡PADRE, ¿QUÉ ESTÁ HACiENDO? Grito, e inmediatamente, Gustavo cortó de un sólo tajo la garganta de su hermana para dejarla tumbada al lado del árbol regando éste con la sangre que emanaba a borbotones del cuello de la joven. Benito no podía creer lo que estaba pasando, fue entonces que Gustavo lo miró fijamente y echó a reír.
¡Benito, muévete carajo, que mi mamá no se despierta! –gritó Emilio– súbitamente Benito salió de su asombro sin poder articular palabra alguna. Fue entonces que desde la segunda planta de la casa escucharon al padre llamándoles, este les decía que llevaran a su madre al patio para que el césped húmedo y el aire fresco la reavivara. Cuando Emilio se dispuso a seguir la instrucción de su padre Benito lo detuvo. ¡Mi papá está como loco, acaba de matar a Beatriz… cabrón, vámonos de aquí, hay que sacar a mi mamá! le dijo Benito a Emilio. Ignorando lo que su hermano le imploraba lo apartó y cargó a su madre, como quien carga un costal de papas salió por la ventana que apenas tenía una caída de 30 cm respecto al jardín y la acostó justo en el medio. Al intentar reintegrarse Gustavo apareció detrás de él, tomó al joven de la cabellera, le alzó la cara y de un sólo tajo lo degolló; con una fuerza sobre natural lo lanzó al tronco del árbol, cubriendo éste con la sangre que emanaba con potencia del cuello del joven. Benito subió a toda velocidad a su cuarto, el muchacho no podía dejar de pensar que todo era un mal sueño y tendría que despertar eventualmente. Su idea fue correr a su habitación, quizá contemplándose a sí mismo durmiendo: despertaría.
En el jardín, el cuerpo de Beatriz seguía tirado, sin conciencia alguna de lo que estaba sucediendo, fue así que Gustavo la recogió, tomándola entre sus brazos la cargó hasta la base del árbol, empuñando su daga se la enterró de forma violenta en el corazón. Inmediatamente dejó caer el cuerpo de su mujer, todavía con la daga clavada en el pecho, ya en el piso con la maestría de un cirujano (o quizá la de un carnicero) rompió la barrera torácica de la mujer, extrajo su corazón y lo contempló… mientras el cuerpo sin vida regaba con más sangre las raíces de el árbol de aguacate.
Benito presenció aquel horror desde su ventana. Buscando la salida de su pesadilla únicamente se hundió aún más en la misma. Benito sabía que la situación que vivía era límite, debía de enfrentarla para sobrevivir así fue que puso marcha a toda velocidad al jardín. Era Benito quien tenía que enfrentar a un Gustavo que aquella noche parecía más un demonio que su padre, fue así que antes de salir al jardín tomó la ouija de la mesa. Lo que había empezado todo tendría que terminarlo. A toda velocidad se lanzó en dirección a su padre para golpearlo con la tabla y así desarmarlo; sin embargo, en un reflejo ante el ataque inminente el padre clavó la daga en la tabla. La fuerza del golpe de aquella daga contra la tabla fue más la de una explosión que la de un simple pedazo de acero afilado rompiendo una tabla de madera. Un chillido horrendo se escuchó en lugar del sonido de la madera rompiéndose. Benito y Gustavo quedaron tirados en el jardín. El esfuerzo final y absoluto sería recomponerse para asestar el golpe final al oponente, cuando Benito intentó hacer lo propio, Gustavo estaba encima de él. Lo miro fijamente y le dijo: ¡Hijo, tienes que ser tú quien termine con esto, no traigas más dependencia maldita a este mundo!.
Benito intentaba quitarse a Gustavo de encima, la daga empuñada en su mano ahora tenía como base el tablero ouija… Gustavo retiró su brazo para tomar impulso y cuando todo parecía perdido para el muchacho… el padre de un sólo golpe y sin meditación se clavó el cuchillo en la sien.
El cuerpo sin vida de Gustavo escurría sangre en la cara de Benito, el joven con apenas 16 años no podía terminar de entender como toda su vida se había venido abajo en a penas minutos de una oscura y desafortunada noche de septiembre. Benito perdió la conciencia.
Debido a la posición social de la familia De Escalante y a algunos colegas del licenciado Gustavo De Escalante y Casas, los periódicos no publicaron más que una esquela recordando a “Gustavo de Escalante y Casas, padre de familia de Emilio e Irma De Escalante Rodríguez, esposo de Doña Beatriz Rodríguez Martínez, a quienes sobrevive el joven Benito De Escalante Rodríguez. Perdieron la vida durante un intento de robo a su propiedad. Qué en Paz Descansen…” el periódico daba información sobre los horarios de la novena que se ofrecería por el descanso eterno de la familia. La versión oficial de la historia fue esa. Benito único testigo y superviviente sabía que la realidad había sido otra, pero nunca hasta el día de su muerte quiso contar lo ocurrido. El relato de aquella oscura noche lo guardó en una caja junto a otra memoria oscura. La caja sólo decía: “no abran nunca esta caja de la media noche”. Clavado en ese baúl de madera estaba el arma homicida, una preciosa daga antigua con una empuñadura de fina manufactura que tenía el escudo de armas de la familia De Escalante.
El 6 de septiembre de 1986 el cuerpo del capitán del Heroico cuerpo de fucileros Benito De Escalante Rodriguez fue encontrado por su asistente doméstica en su casa en el barrio de Santa Catarina en la delegación Coyoacán, murió de causas naturales según lo indicado su certificado de defunción.
Su casa en el número 34 de la calle Francisco Sosa estuvo abandona muchos años. Las únicas visitas que recibía la propiedad eran el sin fin de curiosos y amantes de lo paranormal que se daban cita en las madrugadas para comprobar si el llanto de sangre de la virgen del Rosario, que se encontraba en un altar cubierto por las ramas y hojas de un antiguo árbol de aguacate, eran reales. O bien, si los lloros y quejas de dolor de una madre y sus hijos eran audibles entrada la media noche. O si el hombre de la capa se aparecía por aquella esquina a las 3 con 33 de la madrugada. Finalmente la delegación Coyoacán tomó posesión del inmueble y fue rentado como espacio para oficinas. En la oficina, que hoy es un estudio se encontró el baúl con la daga, donde escrita estaba la historia antes contada y una carta cerrada que decía “el niño”.
El niño 
Todas las tardes al volver del cuartel tenía la única certeza de que me encontraría al mocoso regordete jugando con sus amigos fuera de mi casa. Por años toleré que ese infeliz chamaco me imitara y me siguiera como marchando a mi lado, pidiendo tocar mi uniforme e ignorando mi atenta petición de que me dejara en paz. Pero yo nunca creí ser un asesino, odiaba a ese niño sí, pero nunca lo suficiente como para matarlo. Escribo esta confesión que espero no sea leída nunca, porque no puedo más con la culpa, pero sobre todo con la imagen maldita del escuincle regordete que me sigue a todos lados a donde voy.
El día 15 de septiembre de 1949, lo recuerdo pues volvía de la ajetreada jornada del desfile militar, toqué la puerta del número 15 de la privada Mondragón. Hasta ese lugar había seguido al condenado chamaco. Me atendió un señor, no tendría más de 40 años, con algo de sorpresa el muy maricón pensó que tenía algún problema que el ejercito iba a resolver. Le aclaré que mi visita tenía como objetivo resolver un asunto urgente. Quería saber si el niño malcriado y regordete era su vástago. Toda vez que el imbécil me confirmó que la dolencia ésa era su niño, le pedí que le ordenara que dejara de estarme fastidiando, le advertí que no quería volver a ver a su hijo y a su panda de amigos jugando cerca de mi propiedad nunca más. Tengo derecho a estar solo, a no escuchar el infernal chillido de esos mal nacidos cuando quiero retirarme a descansar. Como no podía ser de otra manera, me juró por su madre que la molestia no se repetiría, me ofreció pasar a su casa, tomar un café… nomás no me ofreció a su esposa porque no tuvo oportunidad. Le dije que lo único que quería de él era que su niño no me estuviera jodiendo y no se apareciera más por mi casa y mi calle. Se le pusieron sus ojos rojos y me extendió la mano, como si yo quisiera estrechar la mano sudada de un blandengue como ése, di la media vuelta y le dije: estás advertido, cabrón.
Antes de matarse mi padre me dio el mejor consejo de la vida: no traigas dependencia maldita a este mundo.
Ciertamente no tolero la compañía de mujeres que no sea por más de unas horas, desnudas y en la cama, como para qué carajos querría yo además a un niño.
El día 20 de septiembre de 1949, pasaban las 1800 horas cuando regresé de una caminata por el barrio. Ahí estaba ese engendro del demonio, jugando a las canicas en solitario. Le grité: “le advertí a tu padre que no quería volverte a ver aquí, mocoso”. Lleno de ira me abalancé hacía él. La cara de espanto que tenía la pequeña bestia ése era castigo suficiente. Pero aún hoy a tres años de lo que pasó no puedo entender lo que se apoderó de mí, ese día.
Todo lo que hice, si es que yo lo hice fue en calidad de espectador, cuando tomé al niño era para llevarlo de las orejas con el bueno para nada de su padre, con el afán de que le dieran una merecida chancliza, juro que esa era mi intención.
Primero le tomé de la oreja y cuando lo quise arrastrar el mocoso empezó a llorar. Ese tipo de mariconerías francamente me encabronan pero no como para tomarlo del cuello. Mis manos, las dos apretaron su cuello y cargaron al niño en la esquina de mi casa, parecía que se lo estaba entregando a la virgen, el olor de los orines de ese mocoso era penetrante, pero parecía que no me importaba que sus meados fueran a manchar mi uniforme, porque con los dos brazos lo cargué más hasta que escuché finalmente como el pescuezo le tronó. Juro que cuando volví en mí el niño estaba tirada burlándose de mí. Abrí el portón de mi casa y cuando iba a entrar a mi sala para tomarme un tequila escuché un golpe muy fuerte, era un coche que se había estampado contra el muro exterior de mi casa, abajo del coche estaba el cuerpo del mocoso ése… La cruz y la policía dijeron que el conductor tratando de esquivarlo se lo llevó y lo mató, pero yo sé que eso no fue así, como también sé que el empedrado de la calle no deja que los coches tomen mucha velocidad, no sé cómo es que el conductor de ese Cadillac también se murió.
Creo que estoy perdiendo la razón, pero también creo que la maldición de la que tanto hablaba mi padre es real. Juro por la memoria de mi madre que los acontecimientos de ese día me tuvieron como mero espectador, pero aún así no puedo quitarme de la cabeza la imagen de ese niño entre mis manos, sus ojos que se apagaron cuando le tronó el cuello. Todo lo demás que pasó ese día ya no sé si es verdad, o sólo un sueño. ¿Yo maté a ese niño? ¿Qué se apoderó de mí, llenando mi ser de tanta rabia? Ya no sé si es verdad, pero necesito limpiar mi conciencia.
Ese niño viene a joderme la existencia, todas las madrugadas a las 3 me levanto, lo quiera o no. También, lo quiera o no lo veo y lo escucho jugando con sus canicas en la esquina donde murió.

submitted by Zetusleep5390 to Hparanodormirpodcast [link] [comments]


2017.09.15 04:53 albedrio La cama se paga aparte

El nuevo novio de mi ex se ha instalado en mi casa, ¿puedo desahuciarle? La vivienda había sido adjudicada a la esposa en el momento de la disolución matrimonial, quien como usuaria del piso puede consentir la permanencia de un tercero La Audiencia Provincial de Madrid ha resuelto un caso en el que el exmarido pretendía desahuciar al compañero sentimental de su exmujer, que convivía con ella en la vivienda que le fue adjudicada en el divorcio para que residieran ella y sus hijos menores. La pareja sentimental de su ex se instaló en el piso y no abonaba ninguna renta. A lo que hay que añadir que la casa era de titularidad exclusiva del esposo.
Casos como éstos son numerosos en la vida real, y es que es lógico que las parejas, tras la ruptura, rehagan su vida sentimental. No obstante, hay situaciones que podemos ver, desde un punto de vista humano, como ilógicas o quizás injustas, todo depende de la perspectiva.
Lo que dijo el Juzgado
Ya el Juzgado de Primera Instancia desestimó la demanda interpuesta por el exmarido. Éste intentó que se echara al "ocupante" del piso mediante un desahucio "por precario" esto es, por utilizar el inmueble, sin pagar renta a cambio, y sin ser titular de ningún derecho (ni ser propietario ni ser arrendador). La nueva pareja vivía en el piso, evidentemente, con el consentimiento y autorización de su exmujer.
El exmarido consideraba además que había sufrido un empobrecimiento por culpa de dicha situación, y exigió que se le indemnizara con 11.000 euros, calculada a razón de 640 euros mensuales, que sería el importe de un alquiler de similares características. Se daba la circunstancia de que el hijo del demandado convivía también junto con los hijos comunes de ambos cónyuges.
La sentencia rechazó la demanda al entender que el derecho del demandado, actual pareja de su ex, provenía del consentimiento por convivencia, derivado de su relación de afectividad con la persona que tenía el uso del inmueble; y tampoco cabía hablar de enriquecimiento injusto del demandado o empobrecimiento correlativo del exmarido.
MÁS INFORMACIÓN El nuevo novio de mi ex se ha instalado en mi casa, ¿puedo desahuciarle? ¿Puedo demandar a mi pareja por infiel? El nuevo novio de mi ex se ha instalado en mi casa, ¿puedo desahuciarle? Cómo resolver los conflictos entre padres e hijos y entre cónyuges sin ir al juzgado Otros casos similares resueltos por la justicia
Por su parte, la Audiencia echa mano de otros casos similares resueltos por la justicia para fundamentar su fallo. Así, en otra sentencia dictada por la Audiencia Provincial de Madrid de 5 de mayo de 2011, se dijo que sí existía legitimidad en la ocupación del inmueble por el tercero aunque no exista consentimiento del propietario, dada la atribución judicial del derecho al uso de la vivienda. Asimismo, se rechazaba que existiera un daño patrimonial para el titular de la finca. Añade que aunque la queja sea humanamente comprensible, es jurídicamente inatendible. Se trata de un sentimiento de injusticia por la utilización de la vivienda por una tercera persona que no paga nada por ello.
Frente a este criterio, otras sentencias, como la dictada por la Audiencia Provincial de Almería de 19 de marzo de 2007, entienden que se ha producido una modificación esencial de las circunstancias que en su momento se tuvieron en cuenta para establecer el uso y disfrute. Se indicaba que si el cónyuge al que se le atribuye el uso del inmueble quiere fundar una familia con una tercera persona, lo oportuno sería liquidar la sociedad de gananciales, formando un nuevo hogar y renunciar al privilegio del que venía disfrutando dada su anterior situación.
El derecho al uso de la vivienda
La sentencia señala además que el derecho al uso y disfrute de la vivienda atribuido al progenitor que tiene la custodia de los hijos menores no solamente es para el cuidado o guarda de los mismos, sino también para que establezcan en él su domicilio familiar. Se trata por tanto, de un reducto de intimidad, donde el progenitor al que se le atribuye el uso, pueda establecer relaciones estables de pareja con quien estime conveniente o relaciones familiares con otros miembros de su familia.
En definitiva, la facultad del titular del derecho a usar la vivienda ampara no solo el impedir la entrada o permanencia a quien estime conveniente, sino también permitir la entrada y permanencia en su domicilio a cualquier persona siempre que no perjudique los derechos e intereses de los hijos (lo que sería objeto de revisión vía modificación de medidas).
Además, el Código Civil no contempla la convivencia marital como causa de extinción del derecho de uso sobre la vivienda, incluso cuando no haya hijos comunes.
¿Y qué hay de una posible indemnización?
Tampoco prosperó el recurso en este punto, pues no se dan a juicio del tribunal los requisitos necesarios. El marido no acreditó que su ex hubiera reducido sus gastos ordinarios como agua, luz, gas, etc, al compartirlos con otra persona. Además, el hecho de que la pareja conviva sin pagar alquiler no supone un empobrecimiento para el exmarido, pues no ha visto empeorar sus expectativas con esta nueva situación. en definitiva, sigue sin poder utilizar la casa para sí o arrendarla a un tercero, porque el uso está atribuido a la exesposa con los hijos durante su minoría de edad.
¿Laguna legal?
La propia sentencia indica que en este punto nada dice el Código Civil, a diferencia del derecho civil autonómico, como la ley valenciana o la ley vasca de relaciones familiares en supuestos de separación o ruptura de los progenitores. En ambos casos sí se pueden contemplar situaciones similares con el fin de evitar resultados que pueden ser ajenos a la equidad o justicia.
Posibilidades de resarcimiento
En cuanto a la compensación económica a una situación como la que se plantea en este caso, pasaría por la solicitud de rebaja de la pensión a través del proceso matrimonial de "modificación de medidas". Ante una circunstancia sobrevenida como ésta sería posible rebajar la pensión dado que el compartir el uso de la vivienda con su nueva pareja, supone un ahorro o beneficio económico a un tercero.
En relación con este punto, la sentencia cita una reciente resolución del Tribunal Supremo, de 19 de enero de 2017, que redujo la pensión de alimentos por considerar que el progenitor que tiene la custodia de los hijos y el tercero con el que convive, entendidos como nueva familia, se benefician del uso de la vivienda familiar adjudicada a los niños, y por lo tanto, la contribución del padre debe ser menor.
Al menos el marido no fue condenado a las costas del juicio, y es que el asunto es considerado como jurídicamente dudoso por el propio tribunal.
submitted by albedrio to Albedrio [link] [comments]


2017.03.20 20:32 dorna24 la historia de margaret keane. La pintora que "no pintaba nada".

Tú también pintas? le preguntó alguien a Margaret. Esas palabras estallaron en su cabeza y la artista entró en estado de shock. Ahí estaba, en un club de jazz rodeada de sus propias pinturas, las mismas que su marido Walter estaba vendiendo haciéndose pasar por el pintor. Así empezó la pesadilla de Margaret Keane, la artista que pinta niños y mujeres con los ojos grandes llenos de tristeza y que ha inspirado la última película de Tim Burton, Big Eyes. Ahora es una artista mundialmente conocida y aclamada pero durante algo más de una década fue prisionera de su fama.
A principios de los 60, Keane era uno de los artistas más famosos de los Estados Unidos por sus pinturas de niños y mujeres con ojos grandes. Él mismo decía que nadie podía “pintar ojos como Walter Keane”. La gente ansiaba poder colgar de las paredes de su casa uno de esos cuadros big eye. Pero nadie sabía que no era él sino Margaret, su mujer, la artista que había detrás de las pinturas. La mentira de Walter fue tan lejos que incluso relata en su autobiografía que, cuando conoció a Margaret, ésta lo alabó por lo bien que pintaba. “Me encantan tus pinturas. Eres el mejor artista que he visto jamás” cuenta Walter que le dijo Margaret. En realidad, estas palabras nunca salieron de la boca de la artista. No sólo los compradores no sabían que Walter estaba vendiendo los cuadros de su mujer como si fueran suyos sino que ella tampoco era consciente de lo que estaba sucediendo hasta que en el The Hungry I, el club donde Walter vendía los cuadros, alguien le preguntó si ella también pintaba, como su marido. Se sintió humillada, estaba acostumbrada a los desprecios de Walter pero esto sobrepasaba los límites. De vuelta a casa, enfadada por el engaño, le pidió que parara de mentir a la gente y amenazó con marcharse. Pero él, que dominaba el arte de la manipulación a la perfección, le dijo que necesitaban el dinero. “Es más probable que la gente compre un cuadro si piensa que está hablando con el artista. La gente ya piensa que yo pinté los big eyes y si de repente les digo que fuiste tu, empezarán a demandarnos”, le dijo. A partir de entonces, Margaret pasó a ser la esclava de Walter, rol que ocupó durante los siguientes 10 años, en los que sufrió humillaciones e incluso fue amenazada de muerte por su marido.
Nunca contó la verdad y nunca reconoció que la mujer que tenía al lado era una artista. Margaret se limitaba a acompañar a su marido a las entrevistas mientras él contaba mentiras sobre los big eyes y alardeaba de su talento. Era un hombre narcisista, celoso y dominante y Margaret una mujer insegura, una presa fácil para Walter. Le pidió que le enseñara a pintar los big eyes pero Walter no pudo aprender a pintar como su mujer. “Cuando no conseguía hacerlo, la culpa era mía. Lo intenté de verdad, pero fue imposible”. Margaret estaba atrapada, quería marcharse pero no sabía cómo y Walter estaba destrozando su autoestima. “Estas mejor con la boca cerrada” o “estás horrible” eran algunas de las palabras que le dedicaba Walter a su esposa cuando tenían alguna cita o tenían que salir de casa. Durante 1960, el período de más éxito de los big eyes, se mudaron a una nueva casa más lujosa pero la vida de Margaret siguió siendo igual de horrible, incluso peor. Margaret no salía de casa, pasaba los días encerrada pintando 16 horas al día, lo único que la hacía feliz, mientras Walter disfrutaba de la vida a su manera. “Siempre había tres o cuatro personas nadando desnudas en la piscina. A veces iba a la cama y había tres chicas”, pero a ella estaba anulada y nada de esto le importaba. Margaret pintaba en una habitación con las cortinas cerradas y, cuando Walter estaba fuera de casa, llamaba cada hora para asegurarse de que no se había fugado. “No me dejaba tener amigos. Si intentaba alejarme de él, me seguía. Teníamos un chihuahua y como yo quería mucho a ese perro, le pegaba, así que al final tuve que darlo”, cuenta la artista. Los big eyes que pintaba Margaret mostraban expresiones cada vez más tristes. Esos niños mostraban los sentimientos que no podía expresar de ningún otro modo. En 1965, después de 10 años de matrimonio, se divorciaron pero Margaret siguió pintando en secreto para Walter. La artista se mudó a Hawaii y desde entonces sus big eyes recuperaron poco a poco la alegría que habían perdido, dejando ver pequeñas sonrisas mientras nadaban entre peces tropicales. En octubre de 1970, harta de que su exmarido se aprovechara de sus obras, Margaret contó toda la verdad en una entrevista radiofónica. Walter se enfadó y atacó a Margaret diciendo que era una borracha y contando todo tipo de historias inventadas como que la había pillado teniendo sexo con los asistentes en un parking, algo que parecía encajar más en su estilo de vida. “Estaba loco”, dice Margaret. Para demostrar que ella era la pintora que había detrás del estilo big eye, lo retó a pintar en público en la Union Square de San Francisco. Él la demando y desapareció 12 años en Europa. El juez desestimó la demanda y Walter apareció en los 80 asegurando que Margaret se había adjudicado la autoría de los big eyes porque lo daba por muerto. Harta de la situación, Margaret fue la que demandó a Walter en esta ocasión. Ella con 58 años y él con 70, fueron retados por el juez a dibujar un niño con ojos grandes al estilo big eye. Walter se presentó con un maletín de pinturas, los pinceles y todo, pero dijo que tenía una lesión en el hombro, por lo que le resultaba imposible pintar y Margaret pintó el cuadro en 53 minutos. La artista ganó el juicio y Walter fue condenado a pagarle 4 millones de dólares. No llegó a ver nunca ese dinero pero todo el mundo sabía que los big eyes eran suyos y con eso le bastaba.
Walter murió en el año 2000 y la historia de Margaret quedó un poco abandonada pero Tim Burton, gran fan de la artista, se ha encargado de sacarla a la luz otra vez con su última película Big Eyes, que salió a la gran pantalla el 25 de diciembre. Amy Adams y Christoph Waltz encarnan a Margaret y a Walter y la misma Margaret Keane hace un cameo representando a una mujer mayor sentada en el banco de un parque. Aunque al principio no sabía muy bien cómo encajar la película por el parecido que tenía Christoph con Walter y ver que Amy estaba pasando por lo que ella pasó, con el tiempo pensó que la película era fantástica. A día de hoy, Margaret vive en Sonoma, cerca de San Francisco y, a sus 79 años de edad, sigue pintando sus big eyes. “Los ojos que pinto en los niños son la expresión de mis más profundos sentimientos. Los ojos son el espejo del alma”. http://lamonomagazine.com/historia-margaret-keane/ http://www.bbc.com/mundo/noticias/2014/12/141128_cultura_margaret_walter_keane_ojos_gigantes_pelicula_finde2014_jg https://es.wikipedia.org/wiki/Margaret_Keane https://elrobotpescador.com/2014/11/30/una-historia-de-machismo-y-latrocinio-el-fraude-mas-grande-de-la-historia-del-arte/
submitted by dorna24 to podemos [link] [comments]


2016.12.13 01:18 alforo_ "Mensajeros de la Paz" es una ONG que dirige el sacerdote responsable de una Fundación del PP

El Otro País
Como la estrategia de la araña, el Gobierno Partido Popular (PP) que preside José María Aznar, utiliza cualquier resquicio que puede para introducirse en sectores suceptibles de captar votos cara a las convocatorias electorales, aprovechándose de grupos franquistas desechados, Organizaciones No Gubernamentales (ONG), asociaciones o plataformas ultraderechistas, recicladas en demócratas de toda la vida; también, al mismo tiempo, el PP usa estas organizaciones sin ánimo de lucro de negocios y pagar en 'especias' todos los imprescindibles apoyos electorales y políticos.
Es el caso de Mensajeros de la Paz, una ONG cuya presidenta de honor es Ana Botella, mujer de Aznar, presidente de Gobierno. En la revista Claro Oscuro, una de las que tiene Mensajeros de la Paz, publicación superlujosa donde las haya, el cura ultraderechista Ángel García Rodríguez, presidente ejecutivo de esta ONG, dice que Mensajeros de la Paz está trabajando en 22 países, contamos con 296 hogares funcionales donde tenemos acogidos a más de 2.300 niños y jóvenes, después de haber atendido a 21.000. Asimismo se han atendido más de 4 millones (sic) de llamadas de personas mayores a través del Teléfono Dorado, además de los 3.000 ancianos que atendemos en nuestras residencias. En la publicación, dedicada a la Edad Dorada, Claro Oscuro informa sobre la Universidad Nacional de Educación a Distancia (UNED) que dirigen en La Bañeza, León, por decisión del Gobierno a propuesta de Ana Botella.
Mensajeros de la Paz abarca un complejo entramado de asociaciones y fundaciones, cuyos dirigentes son altos ejecutivos, propietarios de empresas y destacados dirigentes del PP, sobre todo. Los estatutos declaran su aconfesionalidad y ausencia de ánimo de lucro; sin embargo, Mensajeros de la Paz supera cada año la cifra de trescientos mil millones de pesetas contables en activos, patrimonio y movimientos bancarios. Ángel García Rodríguez, sacerdote diocesano, es quien lleva el timón del barco multimillonario, cuyos negocios penetran en la Cooperación Internacional, en programas públicos para la infancia, jóvenes, mujeres y pensionistas, Teléfono Dorado, atención residencial, programas educativos (privados y concertados), programas preventivos, socio-sanitarios y una gran nómina de beneficiosas firmas, con apoyo económico y político del Gobierno Aznar.
Mensajeros de la Paz fue constituida y registrada como ONG en 1972, por iniciativa de Ángel García Rodríguez. En pleno franquismo, este cura fue apoyado por el almirante Luis Carrero Blanco, vicepresidente del Gobierno en la dictadura. Ángel García aprovechó sus lazos evangélicos para construir un imperio, con la cobertura de la misericoria de Dios como reseña en sus publicaciones. En los estatutos de Mensajeros de la Paz dicen que no tienen afán de lucro, es laica y, además, es apolítica.
Estafas en el nombre de Dios
Pero al cerrarle la puerta a la verdad, la realidad se cuela por la ventana. Para entenderlo, reseñemos algunos detalles sin importancia. El beneficio medio anual que obtiene Mensajeros de la Paz, la ONG sin ánimo de lucro, supera los seis mil millones de pesetas libres de impuestos; entre sus afiliados hay una pléyade de falangistas, ex-militantes de Fuerza Nueva, viejos activos de la Guardia de Franco, ex-jóvenes cachorros fascistas que fueron procesados por sus hazañas heróicas, guerrilleros de Cristo Rey, policías de la Brigada Político-Social (BPS), somatenes, nostálgicos franquistas y sobre todo una numerosa corte de miembros del Opus Dei.
El Padre Ángel, así le llaman sus acólitos, celebra anualmente, con misas, los aniversarios de la muerte del dictador, de José Antonio Primo de Rivera, fundador de Falange; de Luis Carrero Blanco, su admirado protector; y por supuesto, del beato José María Escrivá de Balaguer, fundador del Opus Dei y santo devoto del Padre Ángel.
La ONG que gestiona Ángel García Rodríguez, Mensajeros de la Paz, es el auténtico vivero de cachorros del PP, que antes eran activos duros contra los antifranquistas militantes. Hoy, esta ONG sin ánimo de lucro, hace proselitismo para el PP como hace campañas electorales a favor del partido aznarista, pues no en vano la preside su protectora y patrocinadora. Durante las campañas electorales, el Padre Ángel remite cartas a sus afiliados y personas acogidas en las residencias de ancianos que él regenta con dinero que sale de los Presupuestos Generales del Estado; en esa carta les dice que elija lo que usted considere mejor, pero hágalo pensando en Dios Nuestro Señor y en quien vele por nuestra fe cristiana como el Partido Popular del Señor Don José María Aznar López.
Las millonarias cuentas corrientes de Mensajeros de la Paz, la ONG sin ánimo de lucro, no aguantan las más clementes auditorías; el negocio de Dios, como le llama el Padre Ángel, tiene tantas ramificaciones que, para Hacienda y sus inspectores, la gestión resulta muy opaca, y hemos querido incoar expedientes a Mensajeros de la Paz, pero lo impiden desde arriba. Otra cosa será que alguien vaya por vía judicial. Los ingresos ilegales de esta ONG son mil veces superiores a las cantidades declaradas; y sus recursos legales, uno de los más altos. Mensajeros de la Paz recibe de la Agencia de Cooperación mucho más dinero que el que declaran oficialmente; sumando a las subvenciones legales, partidas de ayuntamientos (Madrid se lleva la palma), comunidades autónomas, grandes bancos, cajas de ahorro, ministerios, multinacionales y grandes empresa, la cantidad administrada por el Padre Ángel resulta incalculable. Una de las entradas, en partidas millonarias indeclaradas, procede de los Fondos Reservados.
El patrimonio inmobiliario de esos Mensajeros de la Paz supera los trescientos edificios, cedidos por ayuntamientos (José María Álvarez del Manzano, alcalde del PP en Madrid, es quien más indulgencias plenarias tiene), instituciones públicas; como también de algunos albaceatos que apodera el Padre Ángel, legados testamentarios, donaciones pías y hasta de préstamos a fondo perdido.
Entre sus bienhechores nunca podría faltar la Casa Real, con los apoyos del rey, la reina, príncipe, infantas-princesas y respectivos consortes. Tampoco (cosas veredes Sancho) Felipe González, Manuel Chaves y José Bono; por exótico, reseñaremos el apoyo recibido de Mijail Gorbachov. El Padre Ángel también logro engatusar a la UNESCO. Entre las firmas más destacadas que apoyan el negocio de Ana Botella y del Padre Ángel, están las cuestionadas multinacionales McDonald's y Disneyland; como Telefónica, que regala integramente el Teléfono Dorado para consultas permanentes; Iberia, que resuelve los viajes píos a Roma, Lourdes y Fátima; Airtel y, cómo no, Radio Televisión Española (RTVE), ente que dirige el conspicuo González Ferrari, al que en el Pirulí rebautizaron como voz de su amo y bienpagáo. RTVE retransmite en directo actos públicos organizados por Ana Botella y el Padre Ángel, como la lectura ininterrumpida de la Biblia (del lunes al jueves de Semana Santa, que pueden seguir por teléfono, televisión en directo, videoconferencia e internet); o la inaguración de la UNED (Universidad de La Bañeza, en León), regida por Mensajeros de la Paz.
Entre las actividades educativas organizadas por el Padre Ángel, destaca el Día de los Abuelos, celebrado en los jardines de su complejo residencial, los belenes fantásticos de cada Navidad, las citas programadas con famosos, visitas al Real Madrid con la Fundación Pequeño Deseo, constituida por RBA Internacional, multinacional de la industrial cultural, para que el joven Alfonso visitara el Estadio Bernabeu; concurso de disfraces y bailes, comidas fraternales con paellas gigantes y un extenso repertorio educacional que patrocinan sociedades multinacionales, grandes bancos, entidades financieras e instituciones públicas.
Los Convenios de Colaboración de la ONG los gestiona Ana Botella desde su lujoso despacho en la sede de Mensajeros de la Paz (General Vara del Rey, número 9, en Madrid); además de Iberia y Fundación Telefónica, están los acuerdos suscritos con Fundación Cofares, AENA, Antena 3TV, Fundación Puleva, Azucarera Ebro Agrícolas, Fundación Madritel y otros onerosos con ayuntamientos, fundaciones y patronatos para dirigir residencias de personas mayores. El patrimonio personal del Padre Ángel resulta incalculable; tan creíble como su nepotismo; familiares suyos trabajan con él y aunque es el Padre Ángel quien rige todos sus negocios, con Mensajeros de la Paz a la cabeza, sus allegados gestionan los trabajos, la contabilidad y labores invisibles, como hace Nieves Tírez Jiménez, bracito derecho le dicen, que es, además, la secretaria personal del avispado cura sin ánimo de lucro.
Además de Ana Botella y el Padre Ángel García, cabezas visibles de Mensajeros de la Paz, a la ONG pertenecen ministros y ex-ministros, franquistas y tardos; miembros de Tácito; Álvarez del Manzano, alcalde de Madrid, y María Eulalia Miró, su esposa, que a su vez es presidenta de Mensajeros de la Paz en Madrid; Ana Rodríguez Mosquera, presidenta honoraria en su comunidad y esposa de José Bono, presidente de Castilla-La Mancha; asimismo, pertenecen o han colaborado con Mensajeros de la Paz, varios personajes de menor calibre, como Concepción Dancausa, Secretaria General de Asuntos Sociales; Javier Urra, Defensor del Menor en Madrid; Lidia San José, Belinda Washintong, Paz Padilla, Matías Prats, Lina Morgan, Luisa Fernanda Rudí, Esperanza Aguirre, Carmen Posada, las actrices Florinda Chico y Miriam Díaz-Aroca.
Caras visibles, mundillo oscuro
Asimismo, forman parte de su entramado Sandra Mayers, deportista y militante de derecha; los cardenales Ángel Suquía y Marcelo Martín, franquista el último de aquí te espero, encarnizado fustigador del también cardenal Enrique Tarancón, al que llamó rojo de los infiernos cuando éste exigió como presidente de la Conferencia Espiscopal española, democratizar profundamente la estructura del Estado y en consecuencia el verticalismo de la Iglesia católica.
En la nómina de colaboradores de Mensajeros de la Paz, está Rodrigo Rato, vicepresidente del Gobierno; Miguel Ángel Cortés, secretario de Estado; Eduardo Zaplana, presidente de la Comunidad de Valencia; Camilo Lorenzo, obispo de Astorga; para rizar el rizo, figura el cardenal Pio Laghi, nuncio papal en Argentina durante la dictadura militar de Videla, al que calificó de cruzado de Dios, haciendo que fuese bajo palio en varias misas celebradas por él; asimismo, bendijo su acción política, pues lo hace para gloria del Señor Jesucristo, como denunciaron Madres de Plaza de Mayo. La lista es tan extensa que es difícil pormenorizarla. Con el botón de muestra parece suficiente.
El patrimonio fundacional de Mensajeros de la Paz era de 366.715 pesetas. Sin embargo, según la contabilidad oculta que figura dentro de la documentación de esa ONG, aquella cantidad es ridícula, pues la cifra es más de doscientos mil millones en su presupuesto anual. El uno de abril de 1997, Mensajeros de la Paz alquiló una planta en Madrid, en el número 47 de la calle Goya, pagando 2.700.000 pesetas al mes a Josefina Cimino Varela, la propietaria, que entonces residía en Santander.
Los ingresos de Mensajeros de la Paz en 1978 llegan a 75.877.510 de pesetas con gasto de 75.674.875. Es decir, la contabilidad cuadrada. Ese año, Mensajeros de la Paz organizó un concierto del que obtuvo 800.000 pesetas de beneficio, al que hay que sumar 7.240.243 pesetas, que figura textualmente en otra cuenta como beneficio de bingos. Ese año, Mensajeros de la Paz recibió 38.688.181 pesetas legales-oficiales de subvenciones. Pero en 1979, la cifra legal se disparó. El presupuesto de Mensajeros de la Paz fue de 51.574.250 de pesetas; según la documentación que corresponde a ese año fiscal, los beneficios de bingos eran 96 millones de pesetas redondas; en 1997, Mensajeros de la Paz declaró unos ingresos de 267.490.912 en pesetas, cantidad de las que 255.500.036 procedían de subvenciones públicas legales, gastando 114.612.148 de pesetas, quedando un saldo a su favor de más de 150 millones de pesetas.
Sólo el patrimonio inmobiliario que administra Mensajeros de la Paz (concesion de instituciones públicas, organismos estatales y Conferencia Episcopal española), está valorado oficialmente en más de novecientos mil millones de pesetas. Por ejemplo, el seminario de La Bañeza, en León, cedido por el Obispado de Astorga (16.000 metros cuadrados construidos y 12.000 útiles), está valorado en 35.900 millones de pesetas por el Colegio de Arquitectos.
Las relaciones con el PP
La presidencia honorífica de Ana Botella la ejecuta Ricardo de León Egües, también responsable de la Fundación Humanismo y Democracia que preside el democristiano Javier Rupérez, actual embajador del Gobierno PP en Washington, amigo y protector de la ultraderecha anticubana, y animador aquí de opositores fascistas anticubanos como Carlos Alberto Montaner y Guillermo de Gortázar, diputado por el PP éste último, casado con Pilar del Castillo, actual ministra de Cultura, y enlace del presidente José María Aznar con la Fundación Nacional Cubano-Americana, muchos de cuyos dirigentes fueron procesados en Estados Unidos por tráfico de armas, asesinatos mafiosos, atentados políticos y narcotráfico. La Fundación Humanismo y Democracia tuvo en sus filas a José María Aznar desde el 4 de mayo de 1994 hasta el 11 de noviembre de 1996, llevando ya cinco meses presidiendo el Gobierno.
En su momento, la Coordinadora de Organizaciones No Gubernamentales de Cooperación para el Desarrollo (CONGDE) manifestaba su extrañeza por la casualidad de que León Egües estuviera en Mensajeros de la Paz y al mismo tiempo fuese responsable de la Fundación Humanismo y Democracia. Ricardo de León Egües perteneció al Gobierno Autónomo navarro cuando Juan Cruz Alli tomó posesión de la presidencia del mismo, el 25 de septiembre de 1991. Ricardo de León Egües fue asesor del Ejecutivo autonómico y, después, aunque nombrado por Alli, sería consejero para el Bienestar Social a petición del presidente Aznar, que tiene con Unión del Pueblo Navarro (UPN) un acuerdo de fusión en la Comunidad. La Fundación Humanismo y Democracia nació el 13 de octubre de 1977, según escritura pública número 3.929, formalizada por José María Prada González, notario de Madrid. La integraban Fernando Álvarez de Miranda, que fue Defensor del Pueblo; Óscar Alzaga y Rafael Arias Salgado (después ministro de Fomento con el primer Gobierno del PP); Luis Vega Escandón, que presidió la Jornada de la Asamblea de las Asociaciones La Cruz de los Ángeles y Mensajeros de la Paz el 31 de marzo del año 1973 en Oviedo; José Luis Cudos Samblacat, así como Iñigo Cavero, Geminiano Carrascal Martín, Julen Guimón, Modesto Fraile, Pilar Salarrullana y Luis Gómez-Acebo, ucedistas y aliancistas y algún componente de Tácito que ayudó a José María Aznar a encarrilar al PP en su ficticio viaje hacia el centro. Javier Rupérez, embajador del Ejecutivo en Washintong, donde tiene muchos amigos, es presidente de la Internacional Liberal; uno de sus vicepresidentes de la Internacional es el contrarrevolucionario Carlos Alberto Montaner, quien tiene una biografía encubierta de oscuras acciones y plagios literarios y que, públicamente, en directo (en un programa que condujo Mercedes Milás), amenazó al sacerdote jesuita José Ignacio Ellacuría pocas semanas antes de que fuese asesinado junto a sus compañeros en la capital salvadoreña. La vida y milagros de Montaner corresponden a otro capítulo. El 14 de mayo del año 1985, el democristiano Javier Tussell fue nombrado director de la Fundación Humanismo y Democracia. Tussell recibió el encargo de establecer relaciones con la Fundación Konrad Adenauer, que coordinaría Carlos Moro Moreno, delegado de Gobierno en Castilla-La Mancha. Poco años después, Carlos Moro Moreno sería implicado en el escándalo del lino, tras ser acusado por José Bono como un cazaprima por recibir comisiones para manipular estos cultivos. Una finca familiar, dedicada a la explotación agrícola, sufre un incendio, perdiendo algunas hectáreas; cuando las llamas asolaban la tierra, el capataz no dejó entrar a los bomberos, diciéndoles que tenía la orden del amo y que tenía controlado aquel fuego cuando la dotación estaba viendo que el siniestro total aún estaba en pleno auge. Pero entre compensaciones de las aseguradoras, las subvenciones públicas y los pagos estatales, el incendio supondría un monto superior al beneficio obtenido en las cinco últimas temporadas.
Una línea 900 de Telefónica
La luz de crear Mensajeros de la Paz le vino a la cabeza a Ángel García Rodríguez, en 1963. El Padre Ángel estudiaba en el seminario diocesano de Oviedo. Ángel García Rodríguez se preguntó qué haría, dice en charlas pastorales. Nueve años después, fundaba su organización en compañía de María Antonia Camacho Vacas, José Manuel Alfonso Ramos, Domingo Pérez Fernández, Azucena Aguado Calvo, Miguel Coviella Corripio, Miguel Jover Bellod, Amparo Pintado Cespedes y Rodrigo Pérez Perela. Parte de los fundadores crea el 23 noviembre del año 1996, la asociación Edad Dorada, con el número 161.791 en el Registro Nacional de Asociaciones del ministerio de Interior. En Mensajeros de la Paz y Asociación Edad Dorada, coinciden el Padre Ángel y María Antonia Camacho Vacas.
Asociación Edad Dorada-Mensajeros de la Paz (nombre completo) se declara independiente, aconfesional y apolítica (artículo segundo de los estatutos), sin ánimo de lucro (artículo cuarto), con proyección e implantación mundial en países en vías de desarrollo. Esta ONG escrituraba un patrimonio fundacional de 500.000 pesetas. Pero en 1999 tenía previsto ingresar unos 976 millones, de los que casi 618 figuran en el apartado subvenciones, donaciones y legados, aparte de los 437 millones por los ingresos de patrocinadores y colaboradores. Mensajeros de la Paz tienen aún más facetas, pues además de presentarse como ONG, organización benéfica, fundación caritativa y asociación, auspicia la Fundación Teléfono Dorado, que explota, como su nombre indica, el Teléfono Dorado que según dicen ellos ha recibido más de tres millones y medio de llamadas para paliar la soledad de personas mayores. Esta Fundación, constituida en agosto de 1998, también está presidida por el Padre Ángel, e integrada por Pedro Mella Fernández, vicepresidente; María de las Nieves Tírez Jiménez, secretaria general de la Fundación y secretaria personal del propio sacerdote; José Ramón Campos Mulero, Antonio Rodríguez Peña y Francisco Limonche Valverde, quienes figuran como vocales y asesores.
Francisco Limonche Valverde es alto cargo de Telefónica Internacional, compañía multinacional que expanden en Latinoamérica, con muchos intereses comerciales en aquel continente. Gracias a la solidaridad de las personas que nos ayudan, es posible que esta Asociación avance en su espíritu fundacional, se lee en una una revista de la Asociación Teléfono Dorado.
Gracias a la gestión directa de Ana Botella con su amigo Juan Villalonga, quien actualmente reside en Miami con el billón de pesetas que obtuvo por irse de la firma, Telefónica contribuye a la tarea de solidaridad con la Línea 900 (900 22 22 23) cuyo importe por llamadas corre siempre a cuenta de Telefónica, mientras los trabajadores de SINTEL continúan esperando pacientemente que resuelvan el desaguisado de una de las grandes estafas de la democracia.
Según el Padre Ángel, el equipo de operarios que atienden las llamadas constituye un equipo integral compuesto por psicólogos, médicos y personas desinteresadas.
Todo este trabajo se nutre de voluntarios. Durante la noche, las líneas son desviadas al domicilio particular de algunos voluntarios. Sin embargo, según varias denuncias archivadas, esos empleados del Padre Ángel, al tiempo que atienden el Teléfono Dorado, someten a las personas solitarias que les llaman a un premeditado y completo interrogatorio, previamente asesorados por el Padre Ángel y el consentimiento de Ana Botella, con preguntas sobre su estado psíquico, necesidades espirituales y estado legal de sus viviendas, si son propietarios, de cualquier otro patrimonio y, sobre todo, de la pensión que reciben. La mayoría firma la tutela para las gestiones correspondientes; cuando mueren, según una cláusula, esa propiedad pasa a engrosar el patrimonio de Mensajeros de la Paz-Edad Dorada. Según el Padre Ángel García, uno de los problemas más graves de todos nuestros mayores es la soledad.
Ana Botella con despacho lujoso
Pero lo que el Padre Ángel no dice es que tiene también un teléfono comercial, 906, el Teléfono de la Solidaridad, cuyo lema es llama y te sentirás reconfortado y solidario. Quienes se sientan animado con ese ardid, escucharán un fragmento de la Biblia grabado con la voz del Padre Ángel. El precio de cada llamada al Teléfono de la Solidaridad, según Telefónica, es 47'24 pesetas el minuto. Sin embargo, según informan al final de la lectura religiosa, el coste de la consulta es 93 pesetas por cada minuto. Mensajeros de la Paz tiene por objeto acoger en Hogares Funcionales a menores privados de ambiente familiar o abandonados, a jóvenes con problemas, en dificultad social y a personas mayores que se encuentran solas, junto a proyectos de cooperación internacional, según puede leerse textualmente en la ficha que la CONGDE (Coordinadora de las ONG) posee. La sede social está en el centro de Madrid, en pleno Rastro madrileño. El edificio, cedido a perpetuidad por el Ayuntamiento de Madrid, como no podía ser menos, nunca pasaría desapercibido; pintado de verde, reza en letras amarillas que allí está Mensajeros de la Paz, Teléfono Dorado y, bajo un dibujo de su gran teléfono, figura el número 900 22 22 23. Mensajeros de la Paz comparte el edificio con las oficinas de la Asociación Provida, franquista y ultramontana organización que tiene en su lucha contra el aborto la bandera de sus enjuagües, miserias y negocios.
El Estado Mayor del Padre Ángel, que tiene allí uno de sus despachos dorados, está en la primera planta. Por supuesto, Ana Botella, presidenta de honor, tiene también su lujoso bufete, provisto de todas las comodidades, incluido un sofá terapéutico para descansar durante las pausas de su tarea, sobre todo entre los momentos tensos en los que despacha las cuentas del negocio con el Padre Ángel, único capítulo en el que no intervienen nadie más que ellos dos, y siempre solos. Según comentarios del Padre Ángel a quien quiere oirle, doña Ana Botella utiliza simbólicamente los despachos para atender llamadas de personas mayores.
Allí siempre hay revuelos de personas, la mayoría de la tercera edad, mientras los teléfono no paran de sonar. Todos corren de un lado a otro. La entrada está decorada con imágenes religiosas y retratos del Padre Ángel, su fundador. La mano derecha de este avispado cura es Nieves Tírez Jiménez, su secretaria, socia en la Fundación Teléfono Dorado, que es quien coordina la apretada agenda de inauguraciones, actividades sociales y visitas a campos de refugiados, levantados por soldados y voluntarios. Programas financiados, dirigidos y coordinados siempre por el ministerio de Defensa, el PP y el Gobierno Aznar como campañas de imagen que divulgan sus adelantados en prensa, radio y televisión, con nombres y apellidos, una de cuyas copias confidenciales está en nuestro poder, que haremos pública cuando lo consideremos más oportuno.
Este singular cura, quien afirma que no le gusta ponerse el alzacuellos, dice que no descuido mi obligación como sacerdote. Su despacho está presidido por una talla en madera de la Virgen, remozada con flores de plástico. Las paredes de su oficina están repletas de fotografías suyas con muchos dirigentes políticos que han estado en los gobiernos desde la cuestionada transición hasta hoy. Desde Felipe González y José María Aznar, Camilo José Cela, el rey Juan Carlos, la reina Sofía, los príncipes y otros miembros de la familia real hasta José Bono y un nutrido iconostasio de personajes ligados a la vida pública, social y, como dice el Padre Ángel en su propio endiosamiento, famosos de siempre que nos dan mucha cancha en prensa; por supuesto, la presidenta Ana Botella es la actriz de todas sus paredes.
Pero el Padre Ángel pretende ser la cara amable de la ONG, aunque no ha podido a pesar de su pardo protagonismo y su obsesión por fotografiarme con las personalidades que nos visiten, para promocionar nuestras insuperables obras cristianas para mayor gloria del Santo Dios, Nuestro Señor. Asturiano, nacido en Mieres el 13 de marzo de 1937, lo que no está claro es hasta dónde llega ese ministerio cristiano, estatutariamente laico; y es que, nunca mejor dicho, Dios está en todas partes. Mensajeros de la Paz cuenta con unas cien residencias de la tercera edad repartidas por todo el territorio del Estado español, numerosos pisos tutelados y casas de acogida. Más de treinta pisos tienen en Madrid, donde Mensajeros de la Paz ha obtenido también, a través de innumerables subvenciones, legales y encubiertas, más de dos mil ochocientos noventa millones de pesetas, y sólo en el año 1999.
Humanización y Comercio
El Padre Ángel tiene buenas relaciones con la nobleza y los dirigentes políticos. Él mismo declaraba que no puedo decir que sea aconfesional o apolítico; nosotros no le preguntamos a la gente de qué religión es, pero tampoco le decimos que no sea católica. Nosotros somos del Gobierno español, esté quien esté. En Méjico o allá donde tengamos un proyecto, lo mismo de los mismo. Prueba de ese eclecticismo es que en la página web de Mensajeros por la Paz, diseñada, regalada y financiada por Telefónica, bajo el calificativo de nuestros amigos, están las fotos del Padre Ángel con personajes del más ramplón espectro político y social, destacando el relieve de las que figura con los famosos, como él denomina a toda la corte de impresentables que abarrotan las revistas del corazón o, lo que es parecido, esas publicaciones antiperiodísticas, ruines y dañinas, que desgraciadamente invaden la vida de este país. y ha nombrado a las primeras damas de cada comunidad autónoma española presidentas de honor de la citada organización.
El nuevo luminoso proyecto para que los mayores no se sientan solos, fue inaugurado hace a mediados de 1999 bajo los auspicios de la infanta Mercedes de Borbón, con apoyo de Alicia Koplowitz, que cedió los terrenos, abriendo el Centro Terapéutico de Animales de Compañía para mayores; perros y gatos para la Tercera Edad. En el luminoso complejo del Padre Ángel y Ana Botella participan la Organización Nacional de Ciegos Españoles (ONCE), Fundación Purina y la Escuela de Adiestramiento de la Guardia Civil, así como otras instituciones, destacando entre ellas el ministerio de Interior, cuya aportación económica procede de los Fondos Reservados. Las iniciativas sobrepasan la frontera. Mensajeros de la Paz y el Padre Ángel están presentes en Benin, Bolivia, Brasil, Costa de Marfil y Costa Rica; en Ecuador, Guatemala, México, Miami, Panamá, Perú, Tanzania, Kenia y Uganda, como consta en el Registro Nacional de Asociaciones del ministerio de Interior. Otra de las iniciativas que ha tenido a bien instaurar el Padre Ángel ha sido el Día de los Abuelos. Para ello quiso contar con el apoyo de las grandes superficies comerciales; sin embargo, algunas se negaron a secundar la iniciativa porque es para negocios de Ana Botella y el Padre Ángel, lo que provocó la ira del cura, quien decidió hacerles la guerra, como quedaba patente en varios artículos de Júbilo, otra de las publicaciones de Mensajeros de la Paz, esa ONG que dice no tener ánimo de lucro.
Cuando una voluntaria le preguntó al Padre Ángel por qué, el cura dijo que el objetivo es humanizar la figura de los abuelos; a lo que la voluntaria replicó con otra pregunta, diciéndole que ¿desde cuándo la humanización pasa por patentes y marcas? El Padre Ángel no cejó en su empeño y, contra viento y marea, el Día de los Abuelos lo celebra desde la primera edición con diferentes actos en cualquier territorio de nuestro país al que lleguemos.
Para el Padre Ángel, el Día de los Abuelos bien vale una misa, como la que tuvo lugar en Santiago de Compostela, dentro de la catedral, concelebrada por dos abuelos que se ordenaron al enviudar, y que legaron todo su patrimonio a favor de Mensajeros de la Paz.
Aquella misa cantada fue retransmitida, por mandato de Ana Botella a Javier González Ferrari, a través de TVE, la privada Televisión Española del PP. Pocos días antes, el Padre Ángel se entrevistó con Manuel Veiga, presidente de la Asamblea de Extremadura, al que pidió que actuase de portavoz ante otros presidentes de parlamentos autonómicos, para que reconocieran oficialmente la fiesta. El Padre Ángel también consiguió que el Papa bendijera su iniciativa; contó también con el apoyo de la Casa Real; como homenaje, el Padre Ángel y Ana Botella decidieron nombrar Abuelos de Oro al rey y a la reina.
Como es fácil comprobar, el Padre Ángel y la propia Ana Botella aprendieron la lección del dictador y saben que hay que tenerlo todo atado y bien atado.
El negocio de Mensajeros de la Paz es un saco sin fondo, cuyas cuentas millonarias benefician a unos y otras. Pero aquel vivero del PP también tiene los pies de barro. Las vinculaciones de Mensajeros de la Paz con la Confederación Católica de Padres de Alumnos (CONCAPA) que fundó Carmen Alverar, con la Iglesia católica, sobre todo con su cúpula, son verdades axiomáticas; es decir, que no es necesario demostrarse. Pero más vinculados están a los Servicios Secretos según un Informe Confidencial del Cesid, para los que han hecho trabajos cuando se les ha solicitado de manera oficiosa y personal. Como se verá, todo queda en casa, pues el espionaje lo hacen de forma habitual y sistemática. Mucho espiar a rebeldes, rojos y ocupas y después resulta que al Servicio Secreto del Estado se le cuela la delincuencia en la cresta del propio Gobierno. La policía identificó al intérprete, protegido por el Padre Ángel (quien acompañaba al presidente José María Aznar y Ana Botella en su promocionada visita a los refugiados albaneses que tenían acogidos), como a un mafioso kosovar que estaba buscando. Gran sorpresa para quienes le seguían la pista, al verlo en televisión; era de toda confianza en la ONG denominada Mensajeros de la Paz. fuente:http://www.losgenoveses.net/Nacionalcatolicismo/padreangel1.html
submitted by alforo_ to podemos [link] [comments]


2016.06.05 19:48 ShaunaDorothy EE.UU.: Cacería de brujas asesina “Delincuentes sexuales” marcados por el estado: Parias de por vida (Febrero de 2014)

https://archive.is/HdHvI
Espartaco No. 40 Febrero de 2014
Durante las últimas décadas, la policía sexual de este país ha capturado a cerca de un millón de personas. Se les encarcela, se les humilla públicamente y se les pone en peligro mediante los registros de “delincuentes sexuales” en Internet, se les rastrea con tobilleras de GPS, se les expulsa de sus propias comunidades y se les obliga a vivir bajo los puentes o en los bosques. Se han convertido en parias sociales, en los leprosos de la actualidad.
Incluso mientras el matrimonio gay —y los boy scouts (abiertamente) gays— son cada vez más aceptados, el esfuerzo de los gobernantes por legislar el sexo y la “moralidad” parece no tener fin. Su más reciente expresión es el frenesí azuzado contra un supuesto brote de incorregibles “depredadores sexuales”, especialmente los que supuestamente tienen como blanco a niños en Internet (es decir, un mundo fantástico) o a través de la pornografía (también pura fantasía). No hay tal epidemia; sin embargo, parece haber un gran número de policías infiltrados al acecho en los chat rooms. Se ha victimizado a miles sólo por mirar pornografía o por intentar comunicarse con otros, por no hablar del sexo consensual con menores, nada de lo cual sería un crimen en una sociedad racional.
Tal como ocurrió con la histeria de los años ochenta y noventa sobre las supuestas redes satánicas de abuso de menores en las guarderías, el depredador de Internet es un mito manufacturado por el gobierno y los medios. Incitando y manipulando el miedo y las actitudes sociales atrasadas, su finalidad subyacente es legitimar y fortalecer los poderes del estado capitalista. Mientras los políticos demócratas y republicanos sermonean sobre “proteger a nuestra niñez”, los imperialistas estadounidenses bombardean a niños en todo el mundo y millones pasan hambre incluso en este país, donde la tasa de mortalidad infantil llega al lugar 51 del mundo.
Entre las innovaciones legales más perniciosas, diseñadas para aumentar el control del gobierno, están las leyes federales que firmó el presidente demócrata Bill Clinton a mediados de los noventa y que le exigen a los delincuentes sexuales liberados que se registren en Internet y notifiquen a la comunidad su paradero. Otro estatuto le exige a las autoridades estatales que transmitan sus datos y huellas digitales al FBI para que éste forme una base de datos nacional. También está el “confinamiento civil”, que permite mantener a los prisioneros recluidos más allá del término de sus sentencias. Con estas leyes, los convictos de delitos sexuales se ven inmersos en un laberinto kafkiano de presunta culpabilidad, ostracismo social, castigos preventivos, miedo y violencia, frecuentemente de por vida.
Para Charles Parker de Jonesville, Carolina del Sur, y para su esposa, registrarse como delincuente sexual fue una sentencia de muerte. En julio, Jeremy Moody halló el nombre de Parker en el registro y ubicó su hogar en un mapa, se dirigió ahí y disparó y apuñaló a la pareja. “No he venido a robarte. He venido a matarte porque eres un abusador de niños”, dijo Moody, quien tiene la palabra “skinhead” [cabeza rapada] tatuada en el cuello. (Parker no había sido convicto por abuso de menores.) Posteriormente, Moody admitió que se preparaba para matar a otra persona que figuraba en el registro.
Un caso de estudio: Los Friedman
Hace poco volvió a las noticias el caso de Arnold Friedman y su hijo adolescente Jesse, documentado en la escalofriante película nominada al Oscar de 2003 Capturando a los Friedman. La película muestra cómo los dos hombres de Long Island, víctimas del abuso policiaco, la histeria de la comunidad y el sesgo judicial, fueron obligados a confesar en falso decenas de casos de abuso de menores que supuestamente ocurrieron en las clases de computación de Arnold, con la ayuda de Jesse. Un amigo adolescente de éste, Ross Goldstein, también fue condenado a trece meses de prisión tras ser obligado a confesar y a hacer acusaciones falsas contra Jesse.
Los cargos de esa cacería de brujas iban desde lo inverosímil hasta lo imposible. Como lo puso Jesse Friedman, un niño de diez años que asistía a las clases semanalmente alegó que había sido forzado a tener sexo anal u oral 30 veces en un periodo de diez semanas y —tras reinscribirse— fue violado 41 veces a lo largo del siguiente año. Entre lo que un cargo describía como abusos en grupo se incluía el “salto de rana”, en el cual Arnold y Jesse supuestamente sodomizaban a toda la clase de niños desnudos saltando de uno al otro. Pese a las historias de violencia física, abuso verbal y sexo forzado frente a toda la clase, no se presentó una sola evidencia: ni moretones ni ropa manchada de sangre. Ni uno solo de los padres expresó la menor sospecha hasta que la policía llegó a sus casas a interrogar a sus hijos.
El único hecho incuestionable es que en 1987 los agentes aduanales interceptaron un paquete dirigido a Arnold Friedman que contenía pornografía infantil, lo que llevó a la policía a allanar el hogar de los Friedman en el suburbio de Nueva York de Great Neck. La policía confiscó unas 20 revistas de pornografía infantil tomadas de varias partes de la casa y una lista de los niños que asistían a las clases de Arnold.
¡Al poseer pornografía infantil, Arnold Friedman no cometió crimen alguno! Fotografías, sexo de fantasía, entretenimiento: la pornografía no hace daño a nadie. ¿Cuántos de nosotros podríamos librarnos de la prisión si los “pensamientos desviados” se castigaran con cárcel? Al contrario de ciertos feministas y de los maoístas del Revolutionary Communist Party [Partido Comunista Revolucionario], quienes quisieran prohibir la pornografía sobre la espuria base de que provoca violencia contra la mujer, nosotros reconocemos que las leyes antipornografía dañan a todos al legitimar la censura y desatar la interferencia estatal en la vida privada. Nos oponemos a las leyes contra la pornografía y a las leyes contra los “crímenes sin víctimas”, como la prostitución, las drogas y las apuestas. ¡El gobierno debería sacar los ojos, oídos y narices de las alcobas y de las vidas privadas de la gente!
Según la retorcida lógica que esta sociedad promueve, Arnold Friedman, espectador de pornografía, debía ser por lo tanto un abusador de menores, por lo que fue condenado a una sentencia de diez a 30 años de prisión y murió en la cárcel en 1995, aparentemente por suicidio. Jesse recibió una sentencia de seis a 18 años tras las rejas. Lo liberaron en 2001 después de trece años, sólo para que comenzara una cadena perpetua de persecución legal y social.
Ya antes de que comenzara el juicio, las autoridades promovieron la noción de que cada uno de los estudiantes de Arnold debía ser considerado una víctima. Cientos de padres de familia histéricos se apiñaron en reuniones comunitarias exigiendo asesoría sobre cómo ayudar a sus hijos. Se les dijo que fueran a terapia. Años después, muchas supuestas víctimas testificaron respecto al terrible daño que sufrieron ellos y sus familias cuando el estado los obligó a inventar historias, y luego por la subsiguiente “terapia” basada en esas ficciones.
En 2013, la oficina del mismo fiscal que condenó a los Friedman revisó el caso en respuesta a una acusación de calumnia que el Tribunal de Apelaciones del II Distrito emitió en 2010. El tribunal escribió: “Aquí las actas indican una ‘probabilidad razonable’ de que Jesse Friedman fuera injustamente sentenciado”. Para la revisión de la fiscalía, Ross Goldstein (a quien los documentos legales se refieren como Kenneth Doe) habló por primera vez en 23 años. En un documento de nueve páginas dirigido al fiscal de distrito, afirmó: “Ninguno de los sucesos que Kenneth Doe supuestamente describió o que se atribuyen a él tuvo lugar en realidad”. Goldstein reunió a numerosos ex alumnos que hoy afirman que en las clases no ocurrió absolutamente nada y que la policía los intimidó para que rindieran falsos testimonios. Sin embargo (predeciblemente), el resultado del autoexamen fue que la oficina del fiscal se absolvió a sí misma de cualquier falta en el proceso.
La sexualidad infantil y el estado
El caso Friedman, una tragedia incesante para toda una familia, subraya varias cuestiones políticas importantes. El enfoque de la Spartacist League deriva de nuestra concepción marxista del mundo y nos enfrenta con el moralismo burgués y con frecuencia también con muchos grupos autodenominados socialistas. La sexualidad humana es muy amplia, pero su práctica está condicionada por cada sociedad particular. La sociedad burguesa estadounidense, con su componente de fanatismo religioso, destina una cantidad considerable de energía a delimitar los apetitos sexuales en nombre del orden social. Con sus policías, jueces y prisiones, la intervención del estado en las relaciones sexuales privadas tiene como fin imponer la moralidad que profesa la burguesía, y con frecuencia transforma una experiencia inofensiva y muchas veces positiva en una pesadilla. El estado burgués no es ni un árbitro neutral ni un protector de la ciudadanía; existe para asegurar la conservación del dominio capitalista.
La premisa de muchas leyes contra el sexo es que los niños son seres asexuales. De manera absurda, los púberes y los adolescentes con las hormonas desbocadas son considerados niños. De hecho, la sexualidad es parte de la constitución humana desde la infancia. Como discutimos con amplitud en el artículo “Unholy Alliance of Feminists and Christian Right—Satan, the State and Anti-Sex Hysteria” (La impía alianza de los feministas y la derecha cristiana—Satanás, el estado y la histeria antisexo, Women and Revolution No. 45, invierno-primavera de 1996), los niños son pequeños animales inquisitivos que en su camino a la madurez llevan a cabo experiencias y observaciones sexuales y de todo tipo. Tal como ocurre con otras especies de primates, el sexo entre los humanos tiene un amplio componente de aprendizaje. Hoy, en gran parte del país se le niega a la juventud el acceso oportuno a los métodos anticonceptivos y a la educación sexual, dejándola vulnerable a los embarazos no deseados y a las enfermedades de transmisión sexual. Si intenta actuar como la televisión e Internet le enseña, se mete en problemas.
Las leyes contra el estupro varían mucho de un estado a otro, pero todas criminalizan toda actividad que un tribunal considere sexual por el solo hecho de que un menor (alguien que no haya llegado a la “edad de consentimiento”) participe en ella, independientemente de si lo que suceda sea o no consensual. La ley mezcla deliberadamente el sexo consensual con el ataque sexual violento y con la violación. Cualquiera que sea hallado culpable de haber tenido sexo con un menor, o cualquier cosa considerada contacto sexual, se considera automáticamente un delincuente violento. La designación “depredador” puede aplicarse cuando un tribunal decide que una relación fue establecida o promovida con fines de “victimización”.
El único lineamiento para cualquier relación sexual debería ser el consentimiento efectivo —es decir, el entendimiento mutuo de las partes participantes— independientemente de la edad, el género o la preferencia sexual. Sin duda, determinar incluso lo más básico —por ejemplo, si un acto tuvo lugar realmente y si fue consensual— puede ser problemático a veces. Y ciertamente hay muchos casos en que la víctima de una violación o de un abuso violento puede recurrir a la ley. Al mismo tiempo, como alguna vez comentó el dramaturgo irlandés Brendan Behan en un contexto diferente: “Nunca he visto una situación tan terrible que un policía no pueda empeorar”. Además, desentrañar las cuestiones de la sexualidad humana del entramado de prejuicios sociales es casi imposible en esta sociedad dividida en clases y razas. Libre de la crueldad y la fría indiferencia que resultan de la búsqueda de ganancia, una sociedad socialista buscaría un enfoque científico a estas cuestiones difíciles.
Enciérrenlos...
Las leyes antisexo han creado una enorme masa de blancos potenciales, alimentando pesquisas con vastas sumas de dinero para trabajo encubierto y alentando procesos fraudulentos mediante el uso de oscuras invenciones siquiátricas y “testigos expertos”. En consecuencia, cada vez más víctimas caen en las fauces del sistema carcelario estadounidense, que ya es el mayor del mundo. Las cifras de la guerra contra los “depravados” sexuales se suman a las de la anterior “guerra contra el crimen” y a la continua “guerra contra las drogas”, eufemismos para nombrar la persecución legal racista que ha cuadruplicado la población carcelaria a cerca de 2.2 millones de personas al día de hoy, de las cuales casi la mitad son negras.
Desde los años setenta hasta hoy, el número de personas encarceladas como delincuentes sexuales se ha multiplicado. El libro Sex Panic and the Punitive State (Pánico sexual y el estado punitivo, University of California Press, 2011), de Roger N. Lancaster, aporta una investigación útil que describe el desarrollo de estos pánicos y muestra con precisión cuán vasto es el archipiélago de víctimas de la persecución sexual estatal. Lancaster escribe: “Nacionalmente, los casos reportados de abuso infantil saltaron de seis mil en 1976 a 113 mil en 1985 y a 350 mil en 1988: la cifra se multiplicó 58 veces en doce años”. Apuntando al terror irracional al “desconocido que acecha”, en un artículo publicado en el New York Times del 20 de agosto de 2011 titulado “Sex Offenders: The Last Pariahs” [Delincuentes sexuales: Los últimos parias], señaló: “El riesgo de que un niño sea asesinado por un depredador sexual desconocido es comparable al de morir fulminado por un rayo”. Lancaster también señala que “la mayoría de los perpetradores de abusos sexuales son miembros de la familia, parientes cercanos, amigos o conocidos de la familia de la víctima”.
Las cacerías de brujas antisexo han sido usadas para deshacerse de elementos básicos que los estadounidenses habían aprendido a considerar inherentes a la democracia, así como la “guerra contra el terrorismo” ha destripado toda una gama de derechos constitucionales. Como puede verse en el caso Friedman, lo primero que se pierde es la privacidad, seguida de la presunción de inocencia, cuando los acusados son satanizados. Luego se marca a los convictos de por vida. Hoy, cerca de 750 mil personas están en el registro de Internet que instituyó la “Ley Megan” de la era Clinton, promulgada tras el brutal asesinato de la pequeña Megan Kanka de siete años en un ataque sexual en 1994.
Al salir de la cárcel, Jesse Friedman —quien para empezar no había hecho nada— fue clasificado como “depredador sexual violento nivel III”, es decir, como alguien en alto riesgo de reincidir y como una amenaza a la seguridad pública. Como tal, tuvo que abandonar su casa tres veces. Con respecto a las restricciones de residencia, que le prohíben la proximidad con niños, escribió en su página web: “Si miras un mapa, te darás cuenta de que eso significa prácticamente cualquier parte. En algunos estados y ciudades se me prohibiría estar en cualquier lugar ‘donde se sabe que los niños se congregan’, incluyendo bibliotecas, museos, acuarios, playas e incluso eventos deportivos públicos”. “La Ley Megan”, escribió, “es el exilio social”.
Otros miles han sido convertidos en parias de manera similar. En Southampton, un destino vacacional para las celebridades neoyorquinas y los tiburones de Wall Street, unos 40 hombres convictos de diversos delitos sexuales se ven obligados a vivir en dos tráilers alejados de los centros habitados. Sólo uno de los tráilers tiene regadera y los que viven en el otro tienen que tomar el autobús dos veces por semana para ducharse.
La novela agudamente realista de Russell Banks, Lost Memory of Skin (La memoria perdida de la piel, HarperCollins, 2011), explora el horrendo mundo de los nuevos parias. El héroe es un joven tímido e ingenuo al que se le llama “el Chico”, cuyo fiel compañero y único amigo es su iguana Iggy. El Chico va a conocer a “brandi18”, con quien había tratado sólo por Internet, sólo para encontrarse con que en casa de ella lo esperan el padre de Brandi y cinco policías. Tras ser arrestado y condenado, se halla a sí mismo sin hogar, viviendo bajo un puente junto a otros “delincuentes sexuales”, pepenando comida de los basureros. En nombre de políticos que buscan un encabezado de prensa, la policía allana incluso ese lugar diminuto, sucio y semioculto, con resultados trágicos. A estos hombres del puente se les obliga implacablemente a recargar constantemente sus tobilleras de monitoreo:
“Toma media hora cargar completamente la batería del monitor, y durante esa media hora el Chico se siente íntimamente conectado a los demás millones de delincuentes sexuales, jóvenes, viejos y de otras edades...todos los cuales han conectado sus tobilleras electrónicas a contactos y están sentados en alcobas, salas y sótanos de casas, apartamentos y remolques, en estacionamientos, refugios de indigentes, parques públicos, aeropuertos, estaciones de tren, salas de espera, oficinas, en las trastiendas de restaurantes de comida rápida, bajo pasos a desnivel y puentes peatonales —como si todos ellos fueran hojas temblorosas en las ramas grandes y pequeñas de un vasto árbol eléctrico cuya sombra cubriera todo el país—”.
...y tiren la llave
Las diversas leyes estatales y federales de “confinamiento civil” que se han aprobado desde 1990 son una burla de la noción de “cumplir tu sentencia” y de la pretendida rehabilitación. Por ejemplo, la “Ley Adam Walsh de Protección y Seguridad de los Niños” de 2006 posibilita la detención indefinida de cualquier prisionero federal —incluso si nunca ha sido convicto de ningún delito sexual— que haya cumplido su sentencia pero sea considerado mentalmente “anormal” y se crea probable que cometa algún delito sexual en el futuro.
En el artículo “When the Feds Decide Who’s Sexually Dangerous” [Cuando los federales deciden quién es sexualmente peligroso], publicado en The Atlantic (20 de mayo de 2010), Wendy Kaminer señala: “Quienes confían en la burocracia federal y creen que los funcionarios usarán su poder adecuadamente, con imparcialidad y buena fe, pueden sentirse protegidos por él; a los demás debe preocuparles que el gobierno pueda detener ciudadanos indefinidamente, sin juicios con jurado, basándose en especulaciones sobre su futura peligrosidad”. Díganselo a los prisioneros de Guantánamo.
Bajo algunas leyes estatales, los sometidos a confinamiento civil pueden tener derecho a un proceso ante un juez, pero no a un juicio con la posibilidad de preparar una defensa. La mayoría no recibe “tratamiento” y prácticamente nadie obtiene algo de él. ¡Incluso se dio el caso de un hombre de Wisconsin de 102 años que no pudo someterse a tratamiento por fallas en la memoria y problemas de oído!
Hasta 2007, dos mil 700 hombres estaban recluidos en centros de confinamiento civil. Para escapar de las garras de estas instituciones penales/“terapéuticas” en las que se encuentran sepultados, algunos prisioneros incluso solicitan ser castrados, como lo relata el artículo “The Science of Sex Abuse” [La ciencia del abuso sexual] de Rachel Aviv (The New Yorker, 14 de enero de 2013). La primera persona detenida bajo la Ley Adam Walsh, Graydon Comstock, cuestionó la legislación en un caso ante la Suprema Corte en 2010. Aviv observa: “Para cuando el caso fue atendido, cuatro años después de que la sentencia criminal de Comstock expirara, él tenía ya 67 años y padecía del corazón, de diabetes e incontinencia. Ya dos veces había solicitado ser castrado, creyendo que la operación ayudaría en su caso, pero se le dijo que no estaba médicamente justificada”. En años recientes, la Suprema Corte ha refrendado diversos estatutos del confinamiento civil.
El poderoso análisis de Aviv de los horrores del confinamiento civil gira en torno al caso real de un soldado solitario llamado John, que se hizo amigo en un chat room de “Indy-Girl”. Sí, era un policía encubierto. El soldado, invitado a un tentador picnic al aire libre, rápidamente fue capturado por la Unidad Militar de Investigaciones y el FBI. John fue sentenciado a 53 meses en una prisión federal por poseer pornografía infantil y por “usar Internet para inducir a un menor a tener sexo”. Pero entonces fue cuando empezaron sus verdaderos problemas.
Tras salir en libertad condicional, John recayó y volvió a mirar pornografía con menores, por lo que rápidamente fue sentenciado a otros dos años en prisión. Seguía preso cuando el Congreso aprobó la Ley Adam Walsh, por lo que se le transfirió a una prisión médica de Massachusetts y, sin audiencia legal, se determinó que era de “alto riesgo”. Así pasaron cuatro años. En 2011 comenzó su audiencia de confinamiento civil. Al año siguiente, un juez dictaminó que John era demasiado peligroso para ser liberado y lo condenó a un “confinamiento terapéutico” indefinido en el sistema carcelario federal. Desde entonces sigue en ese limbo, donde una “terapia” diaria lo alienta a declarar cada vez más historias fantasiosas para ganarse la aprobación de los siquiatras, historias que sólo contribuyen a incriminarlo. Vivir en una tienda de campaña bajo un puente parece un destino preferible.
Nuevas brujas, nuevos inquisidores
En Estados Unidos, con su vena profundamente puritana y su insidioso racismo, la combinación de sexo y raza siempre ha sido usada como medio de control social. El mito del hombre negro depredador acosando a mujeres y niños blancos se conjuró para mantener aterrorizada a la población negra cuando la ley linchadora imperaba en el Sur de Jim Crow. Con frecuencia se ha recurrido a leyes antisexo para poner a hombres negros tras las rejas, incluyendo a celebridades como el boxeador Jack Johnson en 1912 y a Michael Jackson en 1994 y de nuevo diez años después.
Las cruzadas antisexo fueron una de las armas que se usaron para revertir las conquistas de las luchas por los derechos civiles y para apagar el descontento social de los años sesenta y principios de los setenta, especialmente el provocado por la Guerra de Vietnam. Tras tomar posesión en 1977, el gobierno demócrata de Jimmy Carter desató un asalto de reacción social interna mientras llevaba a la Casa Blanca el fundamentalismo religioso de los “renacidos”. Bajo el lema de los “derechos humanos” lanzó también la Segunda Guerra Fría del imperialismo estadounidense con el objetivo de destruir a la Unión Soviética.
La siguiente década presenció una de las cacerías de brujas más terribles y peculiares de la historia estadounidense: la histeria respecto al “abuso satánico” en las guarderías, que le arruinó la vida a cientos de hombres, mujeres y niños. El auge de esta cacería de brujas, que se extendió hasta principios de los años noventa, coincidió con la reacción reaganista —la cual, entre otras cosas, intentó enviar a las mujeres de vuelta a los hogares—. Se recortaron los fondos para el bienestar social y otros programas sociales, como las guarderías y preescolares para madres trabajadoras, provocando enormes dificultades y daños a las mujeres y los niños. El pánico del “abuso satánico” sirvió para encubrir un abuso real por parte del gobierno.
En el juicio más largo de la historia estadounidense, que se extendió de 1986 a 1990, el caso de la escuela preescolar McMartin, los niños testigos contaron historias de sacrificios animales, orgías, pasadizos secretos, mutilación de cadáveres y otras ficciones. El caso comenzó en 1983, y para el año siguiente el gran jurado había reunido 354 declaraciones que implicaban hasta 369 supuestas víctimas, mientras la policía anunciaba una enorme conspiración criminal. Más de 70 personas fueron condenadas injustamente. Mientras tanto, decenas de otros casos de “satanismo” barrieron el país, desde el condado de Kern en California, hasta Fells Acres en Massachusetts y la guardería Little Rascals de Carolina del Norte. En estos casos no se encontró evidencia alguna. Los acusados eran completamente inocentes, como señalamos entonces (a diferencia de prácticamente todo el resto de la izquierda) al defender a los trabajadores de las guarderías. Los Friedman fueron arrestados en medio de esa cacería de brujas.
Los liberales y feministas burgueses ayudaron a impulsar esa locura. Aunque se presentan como protectores de las mujeres y los niños, su remedio es pedirle al estado leyes más numerosas y más duras, así como más vigilancia policiaca. La versión más extrema de esa misma política fue el libro de 1975 de Susan Brownmiller, Against Our Will [Contra nuestra voluntad], famoso por su aseveración de que la violación es la principal forma en que todos los hombres controlan a todas las mujeres. Su propuesta: más mujeres policías.
En los años setenta y ochenta, los florecientes escuadrones de dios, dirigidos por gente como el fundamentalista católico Patrick Buchanan y el líder de la Mayoría Moral Jerry Falwell, se movilizaban contra el aborto y declaraban que el sida era un castigo de dios a los gays. Mientras los fanáticos de derecha sitiaban las clínicas de aborto, los feministas apuntaban contra la pornografía y un imaginario abuso satánico. Al impulsar este programa antisexo, los “progresistas” entablaron una alianza temporal con los evangélicos.
El estado respondió gustoso. En 1974, el demócrata Walter Mondale promovió la Ley de Prevención y Tratamiento del Abuso Infantil, que obligaba a los terapeutas, maestros y trabajadores sociales a informar a la policía de cualquier indicación de abuso. Así, se suponía que cientos de miles de educadores y trabajadores sociales actuarían como auxiliares de la maquinaria de represión del estado capitalista. En los años ochenta, el procurador general de Reagan, Edwin Meese, lanzó una gran campaña contra la pornografía, con bastante ayuda de sus aliados liberales. Con Internet, las cosas no hicieron sino empeorar. En los últimos quince años, las sentencias federales por posesión de pornografía infantil han aumentado en extensión más de 500 por ciento y pueden ameritar hasta cadena perpetua, la sentencia que suele darse al homicidio en primer grado.
Entre las feministas más prominentes que impulsaban las reaccionarias campañas antiporno estaba la fundadora de la revista Ms., Gloria Steinem, quien empezó su carrera como informante de la CIA. La despreciable Steinem también se subió con furor al tren del ritual satánico y la memoria reprimida. A mediados de los ochenta financió una excavación que los padres de familia de la escuela preescolar McMartin realizaron en busca de los (inexistentes) túneles y calabozos de los que habían hablado sus hijos bajo coerción. En 1993, Ms. salió con el encabezado: “El abuso ritual de las sectas existe —¡Créanlo!”.
En 1995, Steinem narró el documental de HBO The Search for Deadly Memories. Los apócrifos “recuerdos recuperados” de abuso cumplieron una función perniciosa en numerosos casos. Estos “recuerdos reprimidos”, como los llaman los trabajadores sociales fraudulentos, son la versión secular liberal de la histeria religiosa. Como materialistas convencidos, no nos lo creímos. Como señalamos en “Satan, the State and Anti-Sex Hysteria”, las técnicas que supuestamente revelan traumas reprimidos han demostrado ser excelentes para inducir recuerdos falsos, especialmente en niños pequeños y susceptibles. En ocasiones, es la policía quien implanta los supuestos recuerdos en el curso de los interrogatorios, como ocurrió en el caso Friedman. Los traumas verdaderos realmente trauman a la gente, que tiende a recordarlos.
El sexo, el matrimonio y la familia
¿Cómo es que la expansión de la tolerancia (salvo en reaccionarios endurecidos y fanáticos religiosos) respecto al matrimonio gay puede coexistir con una implacable cacería de brujas antisexo? Esto se debe a que el matrimonio, un contrato legal, es uno de los principales sostenes sociales del estado burgués. En una presentación el pasado mayo, David Thorstad, quien en 1978 estuvo entre los fundadores de la North American Man/Boy Love Association (NAMBLA), señaló la desbandada del movimiento radical gay:
“El anterior desafío a la heterosupremacía, dirigido a liberar la sexualidad reprimida de todos, ha sido remplazado por un enfoque conservador y convencional por la aceptación de la sociedad capitalista heterosupremacista. Donde esto es más obvio es en la búsqueda del matrimonio y la participación abierta en instituciones opresivas como el ejército, así como los llamados a fortalecer las fuerzas represivas del estado mediante las leyes contra los llamados crímenes de odio”.
Así, en la búsqueda de la respetabilidad burguesa, las marchas del orgullo gay acogen contingentes de policías gays, cuyo trabajo incluye el arresto de “delincuentes sexuales”. Mientras tanto, los organizadores de las marchas vetan a organizaciones como NAMBLA, que llama por la despenalización de las relaciones consensuales entre hombres adultos y menores de edad.
A diferencia de los feministas, el establishment gay y, asquerosamente, la mayor parte de la izquierda “socialista”, nosotros siempre hemos defendido a NAMBLA y a sus miembros tanto de la represión estatal como de la victimización por parte de los patrones. Se trata de algo más que una cuestión de “libertad de expresión”. Muchísimos jóvenes, torturados y confundidos por sus propios sentimientos, en conflicto con la severidad represiva de esta sociedad, encontrarían reconfortante hablar de estas cosas con personas más experimentadas, como lo han hecho generaciones anteriores. En esta época, sin embargo, tener cualquier tipo de intimidad intergeneracional es jugar con fuego.
En un artículo titulado “Youth, Sexuality and the Left” [Juventud, sexualidad y la izquierda], Sherry Wolf de la International Socialist Organization (ISO, Organización Socialista Internacional) se sumó al linchamiento de Thorstad acusándolo de ser “el más constante y sonoro defensor de la pederastia en la izquierda” (socialistworker.org, 2 de marzo de 2010). Conservando la premisa reaccionaria de las leyes de la edad de consentimiento, Wolf cita su libro Sexuality and Socialism: History, Politics and Theory of LGBT Liberation [Sexualidad y socialismo: Historia, política y teoría de la liberación LGBT]: “Es incongruente que un niño dé verdadero consentimiento, libre de la desigualdad de poder, a un hombre de 30”. El artículo de Wolf continúa: “En nuestra sociedad, los adultos y los niños no se enfrentan como iguales en lo emocional, lo físico, lo social o lo económico. Los niños y los adolescentes más jóvenes no tienen la madurez, la experiencia ni el poder necesarios para tomar decisiones verdaderamente libres en sus relaciones con los adultos. Sin ello, no puede haber verdadero consentimiento”.
No importa que la mayoría de las relaciones entre adultos no cumpla con este criterio de consentimiento. En cuanto a la afirmación de Wolf de que “los adolescentes maduran a distintas edades”, ¿quién debe determinar la edad adecuada para la actividad sexual en una especie en la que esta edad ha estado, durante el 99 por ciento de su existencia, muy por debajo de la supuesta “edad de consentimiento” de la actualidad? Bajo el inhumano status quo capitalista, se asume que es el estado. Para los comunistas, es el ABC el oponernos a la intervención del gobierno en la vida privada de la gente y defender a cualquier grupo que luche por aumentar la libertad en las relaciones sexuales. Esto es una expresión del ideal de la vanguardia leninista como tribuno del pueblo. La ISO y cía. bailan a un son diferente, acomodándose a los valores burgueses y a la cacería de brujas contra aquéllos cuyas proclividades sexuales se consideran verboten [prohibido, en alemán en el original].
En El origen de la familia, la propiedad privada y el estado (1884), Friedrich Engels rastreó el surgimiento simultáneo de la familia y el estado como medios que la clase propietaria usó para consolidar y reproducir su poder cuando emergió de la sociedad humana primitiva. La monogamia de la esposa era necesaria para asegurar la paternidad para la transmisión hereditaria de la propiedad. Actualmente, la familia sigue siendo la principal fuente de opresión de la mujer. A los niños, la familia debe imbuirles la sumisión y el respeto por la autoridad, lo que frecuentemente engendra frustración y violencia. Como escribimos en “Satan, the State and Anti-Sex Hysteria”: “Las proclividades sexuales de las especies gregarias de mamíferos, como la nuestra, claramente no encajan con la rígida monogamia heterosexual que constituye el fundamento ideológico de la institución de la familia, reforzada por la religión organizada”.
La mayor parte del terrible daño que se inflige a los jóvenes y las mujeres tiene lugar en el seno de la familia. Sin embargo, en esta sociedad capitalista, la familia suele ser lo único que le queda a uno. Son escasos los servicios alternativos que la sociedad provee para criar a los hijos o cuidar a los enfermos y a los ancianos.
El fanatismo antisexo y la perversa persecución estatal persistirán mientras imperen la propiedad privada y la producción por ganancias. El estado capitalista no puede ser reformado para que sirva a los intereses de los explotados y los oprimidos. Debe ser barrido y sobre sus ruinas debe erigirse un estado obrero basado en la expropiación de los medios de producción. Para erradicar la opresión de la mujer y de los homosexuales, se requiere construir una sociedad socialista donde las funciones de la familia sean colectivizadas —guarderías y cocinas comunales, atención médica gratuita y de calidad, etcétera— liberando a la mujer de la carga de la crianza de los niños y de la esclavitud doméstica. En cuanto a lo que una sociedad racional conservaría de las relaciones sexuales, y de las relaciones sociales en general, los marxistas compartimos la amplitud de la visión que expresó el fallecido Gore Vidal (a quien tanto echamos de menos) en su artículo “Pink Triangle and Yellow Star” (Triángulo rosa y estrella amarilla, The Nation, 14 de noviembre de 1981):
“Cualquiera que sea el arreglo al que llegue la sociedad del futuro, debe reconocerse que los niños que lo necesiten serán criados con bastante más cuidado que hoy, y que a los adultos que no deseen ser padres ni madres debe dejárseles en paz”.
http://www.icl-fi.org/espanol/eo/40/delincuentes.html
submitted by ShaunaDorothy to Espartaco [link] [comments]


2016.01.07 20:35 Confidencial LAS MAFIAS IMPERIALISTAS FALSIFICAN EL ISLAM

Desde el principio de ésta religión como de otras, las mafias opresivas han falsificado la creencia de las religiones que han sido constituidas con el fin de liberar la humanidad de la esclavitud y la opresión impuesta por el imperialismo opresor, también para evitar las peleas y muertes entre los humanos. Esto ha sucedido con las orientales, pero también con las occidentales como la judaica, la cristiana y la Islámica. Cambiando la fe han conseguido someter a la humanidad bajo el yugo de los opresores, creando confusión, división, fanatismo, esclavitud, enfrentamientos y guerras. Todo lo contrario para lo que han sido creadas.
Actualmente hablan de unir todas las religiones, pero es para que sigan al servicio del imperialismo y no se liberen, si verdaderamente quieren unirlas solo tienen que volver a los principios eliminando todas las mentiras que han introducido y ponerlas al servicio de la paz, de la verdadera justicia social, de las clases más desfavorecidas y de los derechos humanos que han sido para lo que han sido creadas y no usarlas para seguir utilizándolas para servicio de hombres opresores, creando división, manipulación, esclavitud y enfrentamiento.
Este es el ejemplo de una de las más grandes y más recientes.
LA HISTORIA DEL ISLAM
Islam... el camino a Dios por sumisión
[Arte: caracteres árabes]
 ¡“En el nombre de Dios [árabe: Allah, Alá], el Compasivo, el Misericordioso!” Esa es la traducción del versículo del Corán citado arriba. Después vienen las siguientes expresiones: “Alabado sea Dios, Señor del universo, el Compasivo, el Misericordioso, Soberano del día del Juicio. A Ti solo servimos y a Ti solo imploramos ayuda. Dirígenos por la vía recta, la vía de los que Tú has agraciado, no de los que han incurrido en la ira, ni de los extraviados” (El Corán, sura 1:1-7). 
2 Estas palabras forman al-Fátihah (el “Exordio”; literalmente: “La que abre”), el primer capítulo o sura del libro sagrado musulmán, el Corán. Puesto que de cada seis personas de la población del mundo más de una es musulmana, y los musulmanes devotos repiten estos versículos por lo menos cinco veces en sus oraciones diarias, estas palabras tienen que estar entre las más recitadas de la Tierra.
3 Según una fuente, hay más de 900.000.000 de musulmanes en el mundo, lo cual hace que solo la cristiandad sobrepase al islam en la cantidad de miembros. Quizás sea la religión de más rápido crecimiento entre las principales del mundo, una que sigue extendiéndose en África y en el mundo occidental.
4 El nombre islam es significativo para el musulmán, porque quiere decir “sumisión”, “sometimiento” o “rendición” a Alá [Dios]. Según un historiador, “expresa la actitud más íntima de los que han escuchado la predicación de Mahoma”. “Musulmán” significa ‘uno que cumple o practica islam’.
5 Los musulmanes creen que su fe es la culminación de las revelaciones dadas a los hebreos y cristianos fieles de la antigüedad. Sin embargo, sus enseñanzas difieren de las de la Biblia en algunos puntos, aunque en el Corán hay referencias tanto a las Escrituras Hebreas como a las Escrituras Griegas. Para entender mejor la fe musulmana tenemos que saber cómo, dónde y cuándo empezó.
“Corán” o “Alcorán” significa “Recitación”. Debe señalarse que el idioma original del Corán es el árabe. A menos que se indique lo contrario, las citas que damos aquí están tomadas de la traducción del Corán al español por Julio Cortés; el primer número representa el capítulo o sura (azora), y el segundo es el número del versículo o aleya.
El Corán y la Biblia
“Él te ha revelado la Escritura con la Verdad, en confirmación de los mensajes anteriores. Él ha revelado la Tora [Los cinco libros de Moisés] y el Evangelio antes, como dirección para los hombres, y ha revelado el Criterio.”—Sura 3:3, 4.
“Casi todas las narraciones históricas del Corán tienen sus paralelos bíblicos. Entre los personajes del Antiguo Testamento figuran prominentemente Adán, Noé, Abrahán (mencionado unas 70 veces en 25 diferentes suras, con su nombre como título para el sura 14), Ismael, Lot, José (a quien se dedica el sura 12), Moisés (cuyo nombre aparece en 34 diferentes suras), Saúl, David, Salomón, Elías, Job y Jonás (cuyo nombre lleva el sura 10). La historia de la creación y caída de Adán se menciona cinco veces; el diluvio, ocho; y Sodoma, ocho. En realidad, el Corán manifiesta más paralelismo con el Pentateuco [los cinco libros de Moisés] que con cualquier otra parte de la Biblia.
”De los personajes del Nuevo Testamento solo se hace referencia a Zacarías, Juan el Bautista, Jesús (Isa) y María. ”Un estudio comparado de las narraciones coránicas y bíblicas, no revela ninguna dependencia verbal [ninguna cita directa].”—History of the Arabs (Historia de los árabes).
Sin embargo, véase el párrafo 30, sobre Sura 21:105.
Mahoma recibe su llamamiento
6 Mahoma (Muhammad) nació en La Meca (árabe: Makkah), Arabia Saudí, alrededor de 570 Era Cristiana. Su padre, Abdallah, murió antes de que Mahoma naciera. Su madre, Amina, murió cuando Mahoma tenía unos seis años de edad. En aquel tiempo los árabes practicaban una forma de adoración de Alá que tenía como centro el valle de La Meca, en el lugar sagrado de la Caaba, un edificio sencillo de forma cúbica donde se veneraba un meteorito negro. Según la tradición islámica, “la Caaba fue construida originalmente por Adán en conformidad con un prototipo celestial y después del Diluvio fue reconstruida por Abrahán e Ismael” (History of the Arabs [Historia de los árabes], por Philip K. Hitti). Llegó a ser un santuario donde había 360 ídolos, uno por cada día del año lunar.
7 Mientras crecía, Mahoma puso en tela de juicio las prácticas religiosas de su tiempo. John Noss, en su libro Man’s Religions (Las religiones del hombre), dice: “A [Mahoma] le perturbaban las riñas incesantes en beneficio declarado de la religión y del honor entre los jefes de la tribu quraysí [Mahoma pertenecía a esta tribu]. Estaba menos satisfecho aún con los elementos sobrevivientes de la religión árabe antigua, el politeísmo y el animismo idolátricos, la inmoralidad en las convocaciones y ferias religiosas, el beber, el jugar por dinero y bailar que eran la costumbre acepta, y el enterrar vivas como indeseables a las recién nacidas, algo que no solo se practicaba en La Meca, sino en toda Arabia”. (Sura 6:137.)
8 Mahoma recibió el llamamiento para ser profeta cuando tenía unos 40 años. Él acostumbraba ir solo a una gruta cercana —llamada la caverna Hira— para meditar, y afirmó que en una de aquellas ocasiones se le llamó a la obra de profeta. La tradición musulmana dice que, mientras estaba allí, un ángel que después fue identificado como Gabriel le ordenó que recitara en el nombre de Alá. Mahoma no respondió, de modo que el ángel ‘lo asió enérgicamente y apretó tanto que Mahoma no podía soportarlo’. Entonces el ángel repitió el mandato. De nuevo Mahoma no respondió, de modo que el ángel ‘le apretó la garganta’ de nuevo. Esto ocurrió tres veces antes de que Mahoma empezara a recitar lo que llegó a considerarse la primera de una serie de revelaciones de que está hecho el Corán. Otra tradición cuenta que la inspiración divina le fue revelada a Mahoma como el tañido de una campana (The Book of Revelation [El libro de la revelación] de Ṣaḥīḥ Al-Bukhārī).
Revelación del Corán 9 ¿Cuál se dice que fue la primera revelación que recibió Mahoma? Las autoridades islámicas por lo general concuerdan en que esta consistió en los primeros cinco versículos del sura 96, que dicen en la traducción de Rafael Cansinos Asséns del Corán, bajo el título de “El coágulo (Al-Alak)”:
“¡En el nombre de Alá, el piadoso, el apiadable! Lee el nombre de tu Señor, que creó: Creó al hombre de un coágulo de sangre. Lee; y tu Señor (es) el más generoso. Que te enseñó la caña. Enseñó al hombre lo que no sabía”.
10 Según la fuente árabe The Book of Revelation, Mahoma contestó: “No sé leer”. Por lo tanto, tuvo que aprenderse de memoria las revelaciones para poder repetirlas y recitarlas. Los árabes eran diestros en el uso de la memoria, y por eso esto no fue difícil para Mahoma. ¿Cuánto tiempo le tomó recibir todo el mensaje del Corán? Por lo general se cree que las revelaciones le vinieron durante un período de unos 20 a 23 años, desde aproximadamente 610 E.C. hasta su muerte en 632 E.C.
11 Varias fuentes musulmanas explican que tan pronto como Mahoma recibía cada revelación la recitaba a los que por casualidad se hallaban cerca. Estos, a su vez, se aprendían de memoria lo revelado y lo mantenían vivo por recitación. Puesto que entre los árabes era desconocida la fabricación del papel, Mahoma hizo que unos escribas pusieran por escrito las revelaciones en los materiales primitivos entonces disponibles para ello, como omóplatos de camellos, hojas de palmera, madera y pergamino. Sin embargo, no fue sino hasta después de la muerte del profeta cuando el Corán adquirió su forma actual, bajo la guía de los sucesores y compañeros de Mahoma. Esto sucedió durante la gobernación de los primeros tres califas o líderes musulmanes.
12 El traductor Muhammad Pickthall escribe: “Todos los suras del Corán se habían puesto por escrito antes de la muerte del Profeta, y muchos musulmanes se habían aprendido de memoria todo el Corán. Pero los suras escritos estaban esparcidos entre la gente; y cuando en una batalla murieron muchos de los que sabían de memoria todo el Corán, se hizo una colección de todo el Corán y se puso por escrito”.
13 La vida islámica está gobernada por tres autoridades: el Corán, la Hadiz y la Sharia. Los musulmanes creen que el Corán en árabe es la forma más pura de la revelación, porque dicen que el árabe fue el idioma que Dios usó al hablar mediante Gabriel. Sura 43:3 dice: “Hemos hecho de ella un Corán árabe. Quizás, así, razonéis”. Por eso, para los musulmanes “cualquier traducción del Corán a otra lengua no puede sino desfigurar el texto”, dice el orientalista Jacques Jomier. De hecho, algunos eruditos islámicos rehúsan traducir el Corán. Su punto de vista es que traducir es siempre traicionar, y por lo tanto, “salvo en casos contados, el conjunto de los doctores de la ley prohíbe formalmente todo empleo litúrgico del Corán en traducción”, dice el mismo orientalista.
Las tres fuentes de enseñanza y guía
El Corán o Alcorán, del cual se dice que fue revelado a Mahoma por el ángel Gabriel. El significado y las palabras del Corán en árabe se consideran inspirados.
La Hadiz, o Sunna, “los actos, dichos y aprobación silenciosa (taqrīr) del Profeta fijados durante el segundo siglo [A.H.] en la forma de hadices escritas. Por lo tanto, una hadiz es el registro de una acción o de dichos del Profeta”. También se puede aplicar a las acciones o dichos de cualquiera de los “Compañeros [de Mahoma] o los Sucesores de estos”. En una hadiz, solo el significado se considera inspirado.—History of the Arabs (Historia de los árabes).
La Sharia, o derecho canónico, basada en principios del Corán, reglamenta religiosa, política y socialmente toda la vida del musulmán. “Todos los actos del hombre se clasifican en cinco categorías legales: 1) lo que se considera deber absoluto (farḍ) [que implica recompensa por obrar o castigo por no obrar]; 2) actos dignos de elogio o meritorios (mustaḥabb) [que implican una recompensa, pero ningún castigo por omisión]; 3) actos permisibles (jā’iz, mubāḥ), que en sentido legal son indiferentes; 4) acciones reprensibles (makrūh), que se desaprueban, pero no se castigan; 5) actos prohibidos (ḥarām), la realización de los cuales exige castigo.”—History of the Arabs.
Expansión islámica
14 Mahoma fundó su nueva fe en lucha contra grandes obstáculos. La gente de La Meca, aun de su misma tribu, lo rechazó. Después de 13 años de persecución y odio, él trasladó su centro de actividades hacia el norte a Yatrib, que entonces llegó a conocerse como al-Madinat (Medina), la ciudad del profeta. Esta emigración o hégira (hiŷra) en 622 E.C. señaló un punto significativo en la historia islámica, y posteriormente aquella fecha fue adoptada como el punto de partida del calendario islámico.
15 Con el tiempo Mahoma prevaleció cuando La Meca se rindió a él en enero de 630 E.C. (8 A.H.) y Mahoma llegó a ser su gobernante. Con las riendas del poder seglar y religioso en las manos, pudo limpiar de la Caaba las imágenes idolátricas y establecerla como el foco de las peregrinaciones a La Meca, que continúan hasta la actualidad.
16 Pocas décadas después de la muerte de Mahoma en 632 E.C. el islam se había esparcido hasta Afganistán y aun a Túnez en África del norte. Para principios del siglo VIII la fe coránica había penetrado en España y llegaba hasta la frontera francesa. Como declara el profesor Ninian Smart en su libro Background to the Long Search (Antecedentes de la larga búsqueda): “Considerado desde un punto de vista humano, el logro de un profeta árabe que vivió en los siglos VI y VII después de Cristo es asombroso. Según el parecer humano, de él provino una nueva civilización. Pero, por supuesto, para el musulmán la obra era divina y el logro era de Alá”.
La muerte de Mahoma lleva a desunión
17 La muerte del profeta ocasionó una crisis. Él murió sin dejar un hijo varón y sin designar claramente un sucesor. Como dice Philip Hitti: “El califato [puesto de califa] es, por lo tanto, el problema más antiguo con que tuvo que encararse el islam. Todavía es cuestión discutida. Según las palabras del historiador musulmán al-Shahrastāni [1086-1153]: ‘Nunca ha habido una cuestión islámica que haya causado más derramamiento de sangre que la del califato (imāmah)’”. ¿Cómo se resolvió el problema allá en 632 E.C.? “Abu Bakú, fue designado (el 8 de junio de 632) sucesor de Mahoma por alguna forma de elección en que participaron los jefes que estaban presentes en la capital, al-Madinat” (History of the Arabs). 18 El sucesor del profeta sería un gobernante, un jalifa o califa. No obstante, la cuestión de quiénes eran los verdaderos sucesores de Mahoma se convirtió en causa de divisiones en las filas del islam. Los musulmanes sunníes aceptan el principio de un puesto electivo más bien que el de descendencia del profeta. Por lo tanto, creen que los primeros tres califas, Abu Bakr (suegro de Mahoma), Omar (consejero del profeta) y Otmán (yerno del profeta), fueron los sucesores legítimos de Mahoma.
19 Objetan a esa alegación los musulmanes chiítas (shiítas), quienes dicen que el verdadero liderato viene por el linaje del profeta y mediante su primo y yerno, Alí ibn Abu Talib, el primer imam o imán (líder y sucesor), quien se casó con la hija favorita de Mahoma, Fátima. Del matrimonio de ellos vinieron los nietos de Mahoma llamados Hasán y Husein. Los chiítas también afirman “que desde el principio Alá y su Profeta habían designado claramente a Alí como el único sucesor legítimo, pero que los primeros tres califas lo habían privado por fraude de su puesto legítimo” (History of the Arabs). Claro, los musulmanes sunníes no opinan así.
20 ¿Qué le pasó a Alí? Durante su gobernación como el cuarto califa (656-661 E.C.) surgió una lucha por la jefatura entre él y el gobernador de Siria, Muawiya. Combatieron, y luego, para evitar más derramamiento de sangre entre musulmanes, sometieron su disputa a arbitraje. El que Alí aceptara un arbitraje debilitó su causa y apartó a muchos de sus seguidores, entre ellos a los jaridjitas (secesionistas), quienes se convirtieron en sus enemigos mortales. En el año 661 E.C., Alí fue asesinado con la punta envenenada de un sable por un fanático jaridjita. Los dos grupos (los sunníes y los chiítas) quedaron disgustados. La rama sunní del islam entonces escogió un líder de entre los omeyas, jefes acomodados de La Meca que no formaban parte de la familia del profeta.
21 Para los chiítas, Hasán, el primogénito de Alí y nieto del profeta, era el verdadero sucesor. Sin embargo, él abdicó y fue asesinado. Su hermano Husein llegó a ser el nuevo imán, pero él también murió a manos de soldados omeyas el 10 de octubre de 680 E.C. Su muerte o martirio (como lo consideran los chiítas) ha tenido un efecto significativo en el partido de Alí hasta nuestros días. Ellos creen que Alí era el verdadero sucesor de Mahoma y el primer “imán [líder] protegido divinamente de error y pecado”. Para los chiítas Alí y sus sucesores eran maestros infalibles que tenían “el don divino de la impecabilidad”. El grupo mayoritario de los chiítas cree que ha habido solo 12 verdaderos imanes, y el último de estos, Mahomet al-Muntazar, desapareció (878 E.C.) “en la cueva de la gran mezquita de Samarra sin dejar prole”. Así, “llegó a ser ‘el oculto (mustatir)’ o ‘el imán esperado (muntaẓar)’. Al debido tiempo aparecerá como el Mahdi (guiado divinamente) para restablecer el islam verdadero, conquistar todo el mundo e introducir un milenio breve antes del fin de todas las cosas” (History of the Arabs).
22 Cada año los chiítas conmemoran el martirio del imán Husein. Tienen procesiones en las cuales algunos se cortan con cuchillos y espadas, y se causan sufrimiento de otras maneras. En los últimos tiempos los musulmanes chiítas han recibido mucha publicidad debido a su celo por las causas islámicas. No obstante, representan solo cerca del 20% de los musulmanes del mundo, que en su mayoría son sunníes. Pero ahora examinemos algunas enseñanzas del islam y notemos qué efecto tiene la fe islámica en la conducta diaria de los musulmanes.
Dios es supremo, no Jesús 23 Las tres principales religiones monoteístas del mundo son el judaísmo, el cristianismo y el islam. Pero para cuando apareció Mahoma hacia el principio del siglo VII Era Cristiana., desde el punto de vista de él las primeras dos religiones se habían apartado de la senda de la verdad. De hecho, según algunos comentaristas islámicos el Corán da a entender un rechazamiento de los judíos y de los cristianos cuando declara: “No [la vía] de los que han incurrido en la ira, ni de los extraviados”. (Sura 1:7.) ¿A qué se debe esto?
24 Un comentario sobre el texto coránico declara: “El Pueblo del Libro se extravió: Los judíos al violar su Pacto, y calumniar a María y Jesús y los cristianos al elevar a Jesús el Apóstol a igualdad con Dios” mediante la doctrina de la Trinidad. (Sura 4:153-176, AYA.)
25 La enseñanza principal del islam, por su absoluta sencillez, es lo que se conoce como la shahada o confesión de fe, que todo musulmán sabe de memoria: “La ilāh illa Allāh; Muḥammad rasūl Allāh” (No hay más dios que Alá; Mahoma es el mensajero de Alá). Esto concuerda con la expresión coránica: “Vuestro Dios es un Dios Uno. No hay más dios que Él, el Compasivo, el Misericordioso”. (Sura 2:163.) Esta idea se expresó 2.000 años antes en el antiguo llamamiento a Israel: “Escucha, oh Israel: Jehová nuestro Dios es un solo Jehová”. (Deuteronomio 6:4.) Jesús repitió este mandato, el mayor, que está escrito en Marcos 12:29, unos 600 años antes de Mahoma, y en ninguna parte afirmó Jesús ser Dios o igual a Él. (Marcos 13:32; Juan 14:28; 1 Corintios 15:28.)
26 Respecto a la unicidad de Dios el Corán declara: “Creed, pues, en Dios y en sus apóstoles, y no digáis: ‘Trinidad’. Absteneos de ello y será mejor para vosotros; porque, Dios es un dios único”. (Sura 4:171, CA.) No obstante, debemos señalar que el cristianismo verdadero no enseña una Trinidad. Esa es una doctrina de origen pagano que introdujeron apóstatas de la cristiandad después de la muerte de Cristo y los apóstoles.
Las Seis Columnas de la Fe
  1. Fe en un solo Dios, Alá (Sura 23:116, 117)
  2. Fe en los ángeles (Sura 2:177)
  3. Los libros sagrados: la Torá, el Evangelio, los Salmos, los Rollos de Abrahán, el Corán
  4. Fe en muchos profetas, pero un solo mensaje. Adán fue el primer profeta. Otros han sido Abrahán, Moisés, Jesús y “el sello de los profetas”, Mahoma (Sura 4:136; 33:40)
  5. Fe en un día del juicio, cuando se levanten de las tumbas a todos los muertos (Sura 15:35, 36)
  6. Fe en la omnisciencia y presciencia de Dios, y en que él determina todo lo que sucede. Sin embargo, el hombre tiene libertad de elección en sus actos. [Las sectas islámicas están divididas sobre la cuestión del libre albedrío] (Sura 9:51)
Alma, resurrección, paraíso e infierno
27 El islam enseña que el hombre tiene un alma que pasa a un más allá. El Corán dice: “Dios llama a las almas cuando mueren y cuando, sin haber muerto, duermen. Retiene aquéllas cuya muerte ha decretado”. (Sura 39:42.) Al mismo tiempo, el sura 75 está dedicado totalmente a “La Resurrección”. En parte dice: “¡Juro por el día de la Resurrección! ¿Cree el hombre que no juntaremos sus huesos? Pregunta: ‘¿Cuándo será el día de la Resurrección?’ Ese tal [Alá], ¿no será capaz de devolver la vida a los muertos?”. (Sura 75:1, 3, 6, 40.)
28 Según el Corán, el alma puede tener diferentes destinos, que pueden ser: o un jardín celestial paradisíaco, o el castigo de un infierno ardiente. Como declara el Corán: “Preguntan: ‘¿Cuándo llegará el día del juicio final?’ ¡El día en que sean torturados en el fuego! ‘Se les dirá: “¡Sufrid vuestra tortura! ¡He aquí lo que pretendíais urgir!”’”. (Sura 51:12-14, CA.) “Tendrán [los pecadores] un castigo en la vida de acá, pero en la otra tendrán un castigo más penoso. No tendrán quien les proteja contra Dios.” (Sura 13:34.) Se presenta la pregunta: “Y ¿cómo sabrás qué es? ¡Un fuego ardiente!”. (Sura 101:10, 11.) Este terrible destino se describe con lujo de detalles: “Por cierto que, a quienes niegan nuestras aleyas les introduciremos en el fuego infernal. Cada vez que su piel se haya abrasado, se la cambiaremos por otra piel, para que experimenten el suplicio; porque, Dios es poderoso, prudente”. (Sura 4:56, CA.) En otro lugar dice: “Por cierto que, el infierno será una emboscada, donde permanecerán siglos. En que no probarán sueño ni más bebida, que agua hirviente e icor”. (Sura 78:21, 23-25, CA.)
29 Los musulmanes creen que el alma de un difunto pasa a la Barzakh o “Barrera”, “una barrera que participa de lo temporal (tiempo intermedio entre la hora de la muerte y la hora de la resurrección)”. (Sura 23:99, 100.) El alma está consciente allí experimentando castigo si la persona ha sido impía, o disfrutando de felicidad si ha sido fiel. Pero los fieles también tienen que experimentar alguna tortura debido a los pocos pecados que hayan cometido durante su vida. En el día del juicio, cada uno se encara con su destino eterno, que pone fin a este estado intermedio.
30 En contraste con eso, a los justos se les prometen los jardines celestiales del paraíso: “A quienes creen y obren bien, les introduciremos en Jardines por cuyos bajos fluyen arroyos, en los que estarán eternamente, para siempre”. (Sura 4:57.) “Por cierto que, hoy los dilectos del Paraíso se entregarán al júbilo; ellos con sus esposas estarán en gratas umbrías, acodados sobre los sofás.” (Sura 36:55, 56, CA.) “Hemos escrito en los Salmos, después de la Amonestación, que la tierra la heredarán Mis siervos justos.” La nota en este sura remite al lector a Salmo 37:29. (Sura 21:105.) En otra versión (AYA) también se remite a Salmo 25:13 y a las palabras de Jesús en Mateo 5:5. La referencia a esposas nos lleva ahora a otra pregunta.
¿Monogamia, o poligamia?
31 ¿Es la poligamia lo normal entre los musulmanes? Aunque el Corán permite la poligamia, muchos musulmanes tienen una sola esposa. Debido a las muchas viudas que hubo después de costosas batallas, el Corán hizo lugar para la poligamia: “Si teméis no ser justos con los huérfanos, casaos con las mujeres que os gusten: dos, tres o cuatro. Pero, si teméis no obrar con justicia, casaos con una sola o con vuestras esclavas”. (Sura 4:3.) Una biografía de Mahoma por Ibn-Hishām menciona que Mahoma se casó con una viuda acaudalada, Jadiya, que era 15 años mayor que él. Después de la muerte de ella, se casó con muchas mujeres. Cuando murió, dejó nueve viudas.
32 En el islam hay otra forma de matrimonio que se llama muta. Se define como “un contrato especial concertado entre un hombre y una mujer mediante oferta y aceptación de matrimonio por un período limitado y con una dote especificada como en el contrato para el matrimonio permanente” (Islamuna, por Muṣṭafā al-Rāfi‛ī). Los sunníes lo llaman un matrimonio de placer, y los chiítas lo llaman un matrimonio que ha de terminar en un período específico. La misma fuente dice: “Los hijos [de esos matrimonios] son legítimos y tienen los mismos derechos que los hijos de un matrimonio permanente”. Parece que esta forma de matrimonio temporal se practicaba en los días de Mahoma, y él permitió que continuara. Los sunníes insisten en que después se prohibió, mientras que los imamíes, el mayor entre los grupos chiítas, creen que todavía está en vigor. De hecho, muchos practican esta forma de matrimonio, especialmente cuando el hombre está alejado de su esposa por largo tiempo.
El islam y la vida cotidiana
33 El islam implica cinco obligaciones principales y cinco creencias fundamentales. Una de las obligaciones es que el musulmán devoto se vuelva hacia La Meca cinco veces al día en oración (salat). En el día de descanso musulmán (el viernes) los hombres acuden a la mezquita cuando oyen al almuédano convocarlos a la oración desde el alminar. Hoy día muchas mezquitas ponen una grabación en vez de tener a alguien que dé a voces la llamada.
34 La mezquita (árabe: masjid) es el lugar de adoración musulmán, descrito por el rey Fahd ibn Abdul Aziz de la Arabia Saudí como “la piedra angular del llamamiento a Dios”. Él definió la mezquita como “un lugar de oración, estudio, actividades legales y judiciales, consulta, predicación, guía, educación y preparación. La mezquita es el corazón de la sociedad musulmana”. Estos lugares de adoración se ven ahora por todo el mundo. Uno de los más famosos de la historia es la mezquita de Córdoba, España, que por siglos fue la mayor del mundo.
Conflicto con la cristiandad y dentro de ella
35 Desde el siglo VII el islam se extendió hacia el oeste al África del norte, hacia el este a Paquistán, India y Bangladesh, y al sur a Indonesia. Mientras se extendía, entró en conflicto con una Iglesia Católica militante, que organizó cruzadas para recobrar de manos de los musulmanes la Tierra Santa. En 1492 la reina Isabel y el rey Fernando de España completaron la reconquista católica de España. Los musulmanes y los judíos tendrían que convertirse, o serían expulsados de España. La tolerancia mutua que había existido bajo el dominio musulmán en España desapareció después bajo la influencia de la Inquisición católica. No obstante, el islam sobrevivió, y en el siglo XX ha experimentado un resurgimiento y gran expansión.
36 Mientras el islam se extendía, la Iglesia Católica pasaba por su propia agitación al tratar de mantener la unidad en sus filas. Pero dos vigorosas influencias estaban por irrumpir en el escenario de los acontecimientos, y estas fragmentarían aún más la imagen monolítica de aquella iglesia. Estas fueron: la imprenta y la Biblia en el idioma de la gente.
Las Cinco Columnas de la Observancia
  1. Repetir el credo (shahada): “No hay más Dios que Alá; Mahoma es el mensajero de Alá” (Sura 33:40)
  2. Oración (salat) hacia La Meca cinco veces al día (Sura 2:144)
  3. Caridad (zakat), la obligación de dar cierto porcentaje de los ingresos de uno y del valor de alguna propiedad (Sura 24:56)
  4. Ayuno (saum), especialmente durante la celebración de Ramadán, que dura un mes (Sura 2:183-185)
  5. Peregrinación (hayy). Una vez en la vida, todo varón musulmán tiene que hacer el viaje a La Meca. Solo la enfermedad y la pobreza son excusas lícitas (Sura 3:97)
El bahaísmo... en busca de la unidad mundial
1 El bahaísmo o behaísmo no es una secta del islam, sino una ramificación del babismo, un grupo de Persia (hoy Irán) que se separó de la rama chiíta del islam en 1844. El líder de los babistas fue Mirza Alí Mohamed, de Shiraz, quien se proclamó el Bab (“la Puerta”) y el imam-mahdi (“líder rectamente guiado”) de la línea de Mahoma. Fue ejecutado por las autoridades persas en 1850. En 1863 Mirza Husein Alí Nuri, miembro prominente del grupo babista, “se declaró ‘Aquel a quien Dios pondrá de manifiesto’, a quien el Bab había predicho”. También adoptó el nombre de Baha Allah (“Esplendor de Dios”) y formó una nueva religión, el bahaísmo.
2 Baha Allah fue desterrado de Persia y con el tiempo fue encarcelado en Acco (hoy Acre, Israel). Allí escribió su obra principal, al-Kitab al-Aqdas (El Libro Santísimo), y dio forma abarcadora a la doctrina del bahaísmo. Al morir Baha Allah, la dirección de aquella religión en ciernes pasó a su hijo Abd al-Baha, y después a su bisnieto, Shoghi Effendi Rabbani, y en 1963 a un cuerpo administrativo electo conocido como la Casa Universal de Justicia.
3 Los bahaístas creen que Dios se ha revelado al hombre mediante “Manifestaciones Divinas”, que son: Abrahán, Moisés, Krisna, Zoroastro, el Buda, Jesús, Mahoma, el Bab y Baha Allah. Creen que estos mensajeros fueron provistos para guiar a la humanidad por un proceso evolutivo en el cual la aparición del Bab inició una nueva era para la humanidad. Los bahaístas dicen que hasta la fecha su mensaje es la revelación más plena de la voluntad de Dios, y que es el instrumento principal dado por Dios que hará posible la unidad mundial. (1 Timoteo 2:5, 6.)
4 Uno de los preceptos básicos del bahaísmo es “que todas las grandes religiones del mundo tienen origen divino, que sus principios fundamentales están en completa armonía”. Estas “solo difieren en los aspectos no esenciales de sus doctrinas”. (2 Corintios 6:14-18; 1 Juan 5:19, 20.)
5 Entre las creencias bahaístas están la unicidad de Dios, la inmortalidad del alma y la evolución (biológica, espiritual y social) de la humanidad. Por otra parte, el bahaísmo rechaza el concepto común de los ángeles. También rechaza la Trinidad, la enseñanza hinduista de la reencarnación, y tanto la caída humana desde su estado de perfección como el rescate posterior de la humanidad mediante la sangre de Jesucristo. (Romanos 5:12; Mateo 20:28.)
6 La hermandad del hombre y la igualdad de las mujeres son rasgos principales del bahaísmo. Los bahaístas practican la monogamia. Por lo menos una vez al día rezan una de las tres oraciones reveladas por Baha Allah. Practican el ayuno desde la salida hasta la puesta del Sol durante los 19 días del mes bahaísta de ‘Alā, que cae en marzo. (El calendario bahaísta consiste en 19 meses, de 19 días cada uno, con algunos días intercalares.)
7 El bahaísmo no tiene muchos ritos fijos ni tiene clero. Quienquiera que profese fe en Baha Allah y acepte sus enseñanzas puede inscribirse como miembro. Los bahaístas se reúnen para adorar en el primer día de cada mes bahaísta.
8 Los bahaístas se ven como un grupo que tiene la misión de la conquista espiritual del planeta. Tratan de esparcir su fe mediante la conversación, el ejemplo, el participar en proyectos de la comunidad y en campañas de información. Creen en obediencia absoluta a las leyes del país donde residen, y aunque votan, no participan en la política. Prefieren el servicio no combatiente en las fuerzas armadas cuando les es posible, pero no son objetores de conciencia.
9 Como religión misional, el bahaísmo ha crecido rápidamente durante los últimos años. Los bahaístas calculan que por todo el mundo tienen casi 5.000.000 de creyentes, aunque de hecho el registro de adultos en su religión es de poco más de 2.300.000.
[Notas] Los musulmanes creen que la Biblia contiene revelaciones de Dios, pero que algunas fueron falsificadas posteriormente.
En español el nombre del profeta se ha escrito de varias maneras (Mahoma, Muhammad, Mahomet, Mohamed, etc.). Aquí usamos Mahoma.
Así, el año musulmán se da como A.H. (latín: Anno Hegirae, año de la huida), más bien que A.D. (Anno Domini, año del Señor).
Sobre el asunto del alma y el infierno de fuego, compárese esto con los siguientes textos bíblicos: Génesis 2:7; Ezequiel 18:4; Hechos 3:23.
submitted by Confidencial to podemos [link] [comments]


2015.12.05 13:13 qryq La encrucijada (6)

La sociedad tecnológica actual
La sociedad tecnotrónica puede ser el sistema del futuro, pero todavía no lo es; puede desarrollarse a partir de lo que ya existe aquí, y lo hará probablemente a menos que un número suficiente de individuos vea el peligro y rectifique el curso. Para que así suceda, es preciso entender con un detalle mayor la forma en que opera el sistema tecnológico actual y su efecto sobre el hombre.
¿Cuáles son los principios que guían este sistema tal y como es hoy? Dos son los principios que dirigen los esfuerzos y pensamientos de todos los que laboran con él. El primer principio es la máxima de que <>. Si es posible fabricar armas nucleares, deben fabricarse aun cuando puedan destruirnos a todos. Si es posible viajar a la Luna o a los planetas, debe hacerse aun a costa de dejar insatisfechas muchas necesidades aquí en la Tierra. Este principio implica la negación de todos los valores que ha desarrollado la tradición humanista, tradición que sostiene que algo debe hacerse porque es necesario para el hombre, para su crecimiento, su alegría y su razón, o porque es bello, bueno, o verdadero. Una vez que se acepta este principio de que las cosas deben hacerse porque técnicamente son posibles, todos los demás valores caen por tierra y el desarrollo tecnológico se convierte en el fundamento de la ética.
El segundo principio es el de <>. Pero el requisito de eficiencia máxima lleva como consecuencia el requisito de la mínima individualidad. Se cree que la máquina social trabaja más eficientemente cuando los individuos son rebajados a unidades puramente cuantificables, cuyas personalidades puedan expresarse en tarjetas de ticadas. Tales unidades pueden manejarse de modo más fácil mediante reglas burocráticas, porque no causan molestias ni crean fricciones. Mas para alcanzar este resultado, el hombre debe ser desindividualizado y enseñado a hallar su identidad en la corporación antes que en él mismo.
La cuestión de la eficacia económica precisa de una consideración cuidadosa. El ser económicamente eficiente, es decir, usar la menor cantidad posible de recursos a fin de obtener el máximo efecto, debiera colocarse en un contexto histórico y evolutivo. Obviamente, el problema es más importante en una sociedad en la que la escasez material es el hecho primario de la vida, pero en la medida en que los poderes evolutivos de una sociedad adelanten, disminuirá su importancia.
La segunda línea de investigación sería examinar atentamente el hecho de que la <> es un elemento conocido únicamente en unidades que ya existen. Puesto que no sabemos gran cosa de la eficiencia o ineficiencia de aproximaciones no ensayadas se debe tener cuidado al enjuiciar las cosas que pudieran entrar en el terreno de la eficiencia. Más aún, se debe tener sumo cuidado al considerar y especificar el área y el período de tiempo que se examina. Lo que puede parecer eficiente, gracias a una definición estrecha, puede ser muy ineficiente si se amplia el tiempo y el alcance de la discusión. En economía, para ilustrar el caso, hay una conciencia en aumento de los llamados "efectos circunvecinos": esto es, efectos que van más allá de la actividad inmediata y que, a menudo, se pasan por alto a la hora de considerar los beneficios y los costos. Un ejemplo sería evaluar la eficiencia de un proyecto industrial particular sólo de acuerdo con los efectos inmediatos de esta empresa, olvidando, por ejemplo, qué desperdicios depositados en las corrientes cercanas y en el aire representan una seria y costosa ineficiencia en relación con la comunidad. Se necesita, por ende, desarrollar claramente normas de eficiencia que tomen en cuenta el tiempo y el interés de la sociedad como un todo. Finalmente, es menester tener presente al elemento humano como factor básico dentro del sistema cuya eficiencia tratamos de examinar.
Otra costumbre general en el trabajo organizado consiste en suprimir de continuo los elementos de creatividad (que implican un componente de riesgo o incertidumbre) y el trabajo de grupo dividiendo y subdividiendo las tareas hasta tal punto que no pueda, o no se requiere, ningún juicio o contacto interpersonales. De ningún modo se quiere decir que los trabajadores y técnicos sean inmunes a este proceso. Su frustración es, con frecuencia, percibida y articulada, y comentarios como <> y <> no son raros. Una vez más la eficiencia entendida de manera estrecha puede ser desmoralizadora y costosa tanto para el individuo como para la sociedad.
Un sistema puede dar la impresión de eficiencia, si sólo nos interesa la inversión y el rendimiento. Pero si tomamos en cuenta lo que los métodos en el sistema hacen con los seres humanos, podremos descubrir que éstos se hallan aburridos, ansiosos, deprimidos, tensos, etc. Los resultados podrían ser dos: 1) La imaginación de tales individuos discurriría con gran trabajo debido a su patología psíquica, no serían creativos, su pensamiento sería rutinario y burocratizado y, en consecuencia, no brotarán de ellos nuevas ideas o soluciones que contribuyan a un desenvolvimiento más productivo del sistema; su energía, además, estaría considerablemente menguada. 2) Padecerían muchas enfermedades físicas, producto de la tensión; y este menoscabo en la salud es también un perjuicio para el sistema. Si, encima, advertimos lo que está en tensión y angustia producen en su relación con su esposa y hijos y en su desempeño como ciudadanos responsables, puede colegirse que para el sistema como un todo en el método, eficiente en apariencia, resulta ineficiente no sólo bajo un criterio humano, sino también con un criterio meramente económico.
Resumiendo: la eficiencia es deseable en toda clase de actividad orientada por un fin. Empero, debiera considerarse en función de sistemas más amplios, de los cuales el sistema estudiado es sólo una parte; debiera también tener presente dentro del sistema el factor humano. La eficiencia, es fin, como tal no debería ser norma dominante en ninguna empresa.
El otro aspecto del mismo principio, el del máximo rendimiento, sostiene, formulado de manera muy simple, que cuánto más se produzca lo que sea que produzcamos, tanto mejor. El éxito de la economía del país se mide por el aumento de la producción total. Es el caso del éxito de una compañía. El éxito de la economía se estima en términos de una producción en constante aumento, no existiendo idea de un límite donde la producción pudiera estabilizarse. De modo similar, la comparación entre países se basa en el mismo principio. Así, un día se destaca por ser "El día más caluroso de la década", o el más frío, según el caso, e imagino que algunas personas se consuelan de las inconveniencias que acarrea sintiéndose orgullosas de ser testigos de la marca en la temperatura. Podría poner muchísimos más ejemplos de que el constante aumento de la cantidad constituye la meta de nuestra vida. En efecto, a esto es a lo que se refiere el concepto de "progreso".
Poca gente plantea la cuestión de la cualidad, o qué utilidad tiene todo este acrecentamiento de la cantidad. Esta omisión resulta evidente en una sociedad que no tiene ya como centro al hombre y en la que un aspecto, el de la cantidad, ha ahogado a todos los demás. Es fácil ver que el predominio de este principio <> conduce a un desequilibrio del sistema total. Si todos los esfuerzos están encaminados a hacer más, la cualidad vivir pierde toda importancia y actividades que una vez fueron un medio se convierten en fines.
Si el principio preponderante es producir más y más, el consumidor debe estar preparado a querer -esto es, a consumir- más y más. La industria no confía en el deseo espontáneo de más y más mercancías por parte del consumidor. Construyendo para volver anticuados sus artículos, obliga a éste con frecuencia a comprar nuevas cosas cuando las viejas podrían servirles mucho tiempo más. Cambiando la forma y la presentación de sus productos, vestidos, artículos durables e incluso alimentos, lo fuerza psicológiamente a comprar más de lo que pudiera desear o necesitar. La industria, bajo el apremio de aumentar su producción, no confía, pues, en las necesidades y apetitos del consumidor, sino en considerable medida en la publicidad -que constituye la ofensiva más importante contra el derecho del consumidor a saber lo que desea-. El gasto de miles de millones de euros en publicidad directa en periódicos, revistas, radio y televisión puede parecer un empleo irracional y despilifarrado del talento humano. Pero no le falta razón a un sistema que cree que acrecentar la producción y, por ende, el consumo es un rasgo vital de nuestro sistema económico, sin el cual se derrumbaría.
La ansiedad de la industria respecto de lo que podría sucederle a nuestra economía si nuestro estilo de vida cambiara, se halla expresada en esta breve cita de un prominente inversionista de la banca:
La ropa sería comprada por su utilidad; los alimentos se adquirirían en base a su valor económico y nutritivo; los automóviles quedarían reducidos a lo esencial y permanecerían con sus mismos propietarios todos los 10 o 15 años de su vida útil; las casas serían construidas y conservadas por sus cualidades habitacionales y no por su diseño o el valor del terreno. Pero ¿qué le pasaría a un mercado que depende de los nuevos modelos, los nuevos estilos y las nuevas ideas?
CONTINUARÁ...
submitted by qryq to podemos [link] [comments]


Conoce el club swinger más antiguo de la CdMx - YouTube Video esposo pone camara oculta en su cuarto y mira lo que ... Grabando Intercambio de parejas - YouTube Hombre Grabó A Su Esposa Con Su Amante Y El Video Se Hace ... Una noche en Casa Swinger - YouTube PROSTITUTAS HERMOSAS DE CASA DE CITAS - YouTube OPERATIVO SORPRESA EN CASAS DE CITAS DE TOCACHE - YouTube Mujer casada disfrutando su aventura sexual con hombre ... Bienvenidos - Casa De Citas - YouTube Esposo coloca una cámara oculta en su cuarto y descubre ...

Citas Con Casadas Aventuras con Casadas Infieles Ya

  1. Conoce el club swinger más antiguo de la CdMx - YouTube
  2. Video esposo pone camara oculta en su cuarto y mira lo que ...
  3. Grabando Intercambio de parejas - YouTube
  4. Hombre Grabó A Su Esposa Con Su Amante Y El Video Se Hace ...
  5. Una noche en Casa Swinger - YouTube
  6. PROSTITUTAS HERMOSAS DE CASA DE CITAS - YouTube
  7. OPERATIVO SORPRESA EN CASAS DE CITAS DE TOCACHE - YouTube
  8. Mujer casada disfrutando su aventura sexual con hombre ...
  9. Bienvenidos - Casa De Citas - YouTube
  10. Esposo coloca una cámara oculta en su cuarto y descubre ...

¡No Te Pierdas Ningún Video! SUSCRÍBETE → http://www.youtube.com/user/historiaspositivas?sub_confirmation=1 Visita → https://historias.guru/ ¡Hola amante de ... Diviertete con este clasico de la comedia latina! Bienvenidos el programa humoristico con las chicas mas hermosas y las situaciones mas alocadas de la pantal... Si tienes esa curiosidad por entrar al mundo swinger, este video te ayudará a decidirte si le entras con tu pareja o mejor buscan otras alternativas para avi... Conoce el club swinger más antiguo de la CdMx. Suscríbete a nuestro canal para recibir más noticias de México y el mundo http://www.youtube.com/subscription_... ஜ۩۞۩ஜ .............................CLICK PARA LA DESCRIPCIÓN....................­­....... ஜ۩۞۩ஜ El hombre con... operativo se realizo el martes 28 de agosto en horas de la noche y con la presencial fiscal, subprefecto, policÍa, serenazgo y la municipalidad de tocache. Solo para infieles. Esta pareja de casados estan en puro disfrute, pero ellos estan casados con otras personas. Los Videópatas volvemos a Valencia para grabar con los actores de siempre. Y por supuesto, nos lo pasamos genial :) Dale LIKE para fomentar la vida YouTuber.... Enjoy the videos and music you love, upload original content, and share it all with friends, family, and the world on YouTube. Enjoy the videos and music you love, upload original content, and share it all with friends, family, and the world on YouTube.